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História das Três Internacionais

"As guerras que Trump vai perder"

  • Foto do escritor: NOVACULTURA.info
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  • há 13 horas
  • 5 min de leitura

Há mais de 20 dias desde o início da guerra da Liga Epstein contra a República Islâmica do Irã, o resultado ainda é incerto. No entanto, levando em conta as previsões da Casa Branca e do ministério de guerra sionista, Teerã já triunfou, sem sequer mostrar ainda o melhor de seus arsenais. Embora isso talvez seja o menos importante.

 

A grande notícia que irá reestruturar toda a política global, o jogo de alianças horizontais e submissões verticais, é que aquele “fio vermelho” que uniu desde o início da invasão sionista à Palestina em 1948 até o passado 28 de fevereiro se rompeu.

 

Nunca como agora as promíscuas relações entre Washington e Tel Aviv estiveram tão expostas — e essa ruptura, de tão escancarada, chega a ser pornográfica. Talvez não seja definitiva, mas sem dúvida será necessário esperar que as administrações que sucederem tanto Trump quanto Netanyahu façam o controle de danos e vejam como resolvê-los para que se comece a reconstruir a relação, que será lenta, muito lenta, e que provavelmente jamais voltará a alcançar os níveis de intensidade e imediatismo de antes.

 

Por isso, atribuir esse desastre a um mero erro de cálculo ao iniciar a guerra tem a mesma leveza com que a “foca gangosa” entrou no conflito, arrastada pelo amigo Bibi. Aqui não caiu uma ponte nem se rompeu um dique; aqui desabou muito mais do que uma aliança estratégica — talvez tenha ruído o sistema de conexão político-militar mais importante que os Estados Unidos mantiveram com qualquer outra nação desde o fim da Segunda Guerra Mundial, inclusive mais do que com o Reino Unido.

 

Não se podia exigir dos estrategistas da Casa Branca — Jared Kushner, Pete Hegseth e Steve Witkoff — que levassem em conta a coesão do povo persa, que não surgiu ontem na história, nem sua firmeza diante do sacrifício e sua capacidade analítica para resolver problemas complexos. Não por acaso jogam xadrez há cinco séculos antes de o jogo chegar ao Ocidente.

 

Há algumas décadas, analistas e especialistas discutem profundamente se é Washington quem controla o ente sionista ou se são estes que o fazem, após terem conseguido infiltrar-se em todas as estruturas do Estado norte-americano, dirigindo ao menos tudo o que se refere à política externa e financeira, com importantes pontos de apoio no controle das forças armadas, dos serviços de inteligência e do complexo industrial-militar. Ainda assim, essa disputa é pouco relevante — afinal, “tanto monta, monta tanto”.

 

Nesse contexto, já mergulhada até os olhos na guerra, a Liga Epstein continua aprofundando suas divergências internas, expostas desde o início, quando, por alguma razão não revelada, Netanyahu quebrou a vontade de Trump e o arrastou para o conflito. Desde então, os israelenses vêm levando vantagem na condução e manipulação da guerra. O caso mais recente foi o ataque da última terça-feira ao campo iraniano de South Pars, apesar da negativa de Trump. Isso levou Teerã a responder com o lançamento de mísseis contra o complexo energético de Ras Laffan (Qatar), que, na verdade, faz parte do mesmo campo no Golfo Pérsico, compartilhado por ambas as nações. Após os ataques, os preços do gás natural nos mercados europeus dispararam na quinta-feira cerca de 25%, atingindo os níveis mais altos dos últimos três anos.

 

É nesses “detalhes” que se pode ter alguma noção do que realmente acontece na guerra, já que o regime de Netanyahu estabeleceu penas de até cinco anos de prisão para quem publicar informações sobre danos e mortes na Palestina ocupada.

 

Enquanto isso, os Estados Unidos continuam ocultando suas baixas, que na versão oficial não chegam a vinte, apesar de mais de vinte bases norte-americanas já terem sido atacadas ao longo do Oriente Médio, onde havia milhares de soldados — sem que, supostamente, nenhum deles tenha sido sequer ferido. Gente de sorte!

 

Algo está podre no estado de Washington

 

Mas os desatinos de Trump não se limitam a isso. Eles se estendem por todo o território norte-americano, afetando cada um de seus 345 milhões de cidadãos, especialmente quando precisam abastecer seus veículos: o preço do combustível já subiu cerca de 25% — e isso é só o começo. O galão (3,786 litros) já atingiu o nível perigoso de 3,69 dólares. Diz uma lenda urbana que presidentes norte-americanos perdem eleições quando o galão chega a 4 dólares. Considerando que Trump enfrentará as eleições de meio de mandato na próxima terça-feira, 3 de novembro, caso — muito improvável — chegue até lá, não sobreviverá à renovação completa dos 435 representantes da Câmara e de cerca de 35 senadores. Isso antecipa que, se não for derrubado antes pelo fracasso e pelo atoleiro da guerra — que ele insiste em “vencer” várias vezes ao dia — ficará à beira de um impeachment fulminante.

 

Como consequência, já começam a aparecer as primeiras fissuras de uma administração que mal tem 14 meses, como a estrondosa renúncia-denúncia do diretor do Centro Nacional Antiterrorista, Joe Kent, na última terça-feira, dia 17. Ao sair, declarou:

“Não posso, em consciência, apoiar a guerra da administração Trump contra o Irã, porque ele não representava uma ameaça iminente à nossa nação, e é evidente que iniciamos essa guerra devido à pressão de Israel e de seu poderoso lobby nos Estados Unidos”.

 

Embora não possamos chamar isso de um golpe, trata-se de um sério alerta a Donald Trump — o primeiro desde o início da guerra. Kent, veterano da guerra do Iraque, afirmou ainda em sua carta que os motivos para atacar o Irã “lembram aquela desastrosa operação militar dos EUA em 2003”, referindo-se claramente à invasão do Iraque em busca das nunca encontradas armas de destruição em massa. Aquela guerra levou os Estados Unidos a um conflito com a insurgência iraquiana que jamais conseguiram vencer, obrigando-os a se retirar de forma disfarçada.

 

Deixaram para trás um desastre semelhante ao que provocaram posteriormente na Líbia e na Síria, após a chamada Primavera Árabe — sem esquecer os fracassos no Iêmen e na Somália. Mas a maior humilhação ficou com os talibãs afegãos, que, assim como o Vietcong, cansaram de “lustrar suas sandálias” com a bandeira estrelada dos Estados Unidos. Diante desse histórico, não seria nada absurdo que o Irã também os derrote.

 

As razões da renúncia de Kent ficaram ainda mais claras no The Tucker Carlson Show, podcast do veterano jornalista ultraconservador e antigo aliado midiático de Trump, hoje um opositor ferrenho da guerra. Ali, Kent voltou a afirmar que o Irã não representava ameaça iminente e que o conflito foi impulsionado pela pressão sionista. Denunciou também que os responsáveis pelas decisões não puderam expressar suas opiniões: a Casa Branca recusou a criação de um canal secreto de comunicação com Teerã e não permitiu que Israel conduzisse a guerra por conta própria.

“Acredito que poderíamos ter feito várias coisas diferentes; poderíamos simplesmente ter dito aos israelenses: não façam isso — e, se fizerem, os sancionaremos”, afirmou.

 

Acrescentou ainda que Netanyahu passava mais tempo na Casa Branca do que ele próprio e do que a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard. Sabe-se também que Gabbard, que já vinha sendo cautelosa em relação à possibilidade de guerra contra o Irã, foi afastada dos centros de decisão há meses.

 

A partir disso, à medida que Kent e Carlson passaram a expressar divergências com Trump, tornaram-se alvos da hostilidade trumpista-sionista, sendo colocados sob vigilância do FBI.

 

Nesses primeiros abalos da administração Trump, chama a atenção também o silêncio de seu vice, J.D. Vance — até poucas semanas atrás um “falcão da guerra”, hoje tentando esconder suas posições, seja por autopreservação ou por ordem do establishment. Este talvez busque mantê-lo fora do caos em que Trump transformou seu governo, como uma peça de reposição diante de um desfecho cada vez mais provável: o fim abrupto de seu mandato devido às guerras que vai perder.

 

Por Guadi Calvo, no Línea Internacional

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