FPLP: "O Bloqueio é um crime de guerra"
- NOVACULTURA.info

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A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) condena nos termos mais enérgicos a nova escalada agressiva e histérica encabeçada pela administração estadunidense contra a resistente República de Cuba, sublinhando que esta escalada, representada na formulação de acusações judiciais e políticas mal-intencionadas contra o dirigente histórico da Revolução Cubana, Raúl Castro, junto com a imposição de novas e brutais medidas de asfixia econômica, reflete claramente a tendência imperialista orientada a quebrar a vontade dos povos livres e submeter os Estados soberanos que se recusaram a trocar sua dignidade nacional pela subordinação à hegemonia estadunidense.
Este procedimento judicial ilegítimo não pode ser separado das longas décadas de injusto bloqueio econômico, sanções e ingerências descaradas que, apesar de sua crueldade e brutalidade, fracassaram em derrubar o projeto nacional e social nascido do seio da Revolução de 1959 sob a liderança de Fidel Castro e seus companheiros. Esta nova escalada insere-se também no contexto das contínuas tentativas estadunidenses de reproduzir sua hegemonia colonial sobre a América Latina e o Caribe, utilizando o sistema judicial estadunidense como uma ferramenta barata de chantagem política; ignorando deliberadamente que atacar os símbolos históricos da Revolução Cubana constitui um ataque direto ao direito de todos os povos de resistirem ao colonialismo e construírem modelos independentes de justiça social e soberania nacional.
Nós, na Frente Popular para a Libertação da Palestina, observamos com clareza a total coincidência entre os instrumentos e métodos criminosos utilizados pelo inimigo imperialista estadunidense contra o povo cubano e aqueles empregados pela ocupação sionista fascista contra nosso povo palestino. As políticas de asfixia econômica, bloqueio integral, privação de alimentos, medicamentos e energia, assim como a ameaça permanente de agressão militar, constituem crimes de guerra e crimes contra a humanidade, perpetrados conjuntamente pelas forças do colonialismo imperialista e do sionismo mundial com o objetivo de submeter nossos povos mediante políticas de punição coletiva, extermínio social e fome sistemática.
Neste contexto, denunciamos as mentiras e os fracos pretextos promovidos pela administração do terrorismo estadunidense através da chamada “declaração de emergência nacional”, assim como as ameaças abertas de impor tarifas e sanções contra Estados soberanos, como México e Venezuela, simplesmente por exercerem seu legítimo direito à solidariedade comercial e petrolífera com Havana. A tentativa de asfixiar o setor energético cubano e impedir a chegada de suprimentos de petróleo com o objetivo de mergulhar a ilha na escuridão e paralisar seus hospitais e serviços essenciais constitui um ato de agressão brutal que ameaça desencadear uma ampla crise humanitária.
Da mesma forma, as acusações estadunidenses que tentam apresentar Cuba como uma “ameaça à segurança”, vinculando-a a forças internacionais e movimentos de resistência, entre eles Hamas e Hezbollah, não passam de uma campanha propagandística baseada em mentiras e manipulação política cujo objetivo é legitimar os planos de “mudança de regime” e ameaçar impor um bloqueio naval total contra a ilha. A única ameaça real à segurança e à estabilidade, tanto no continente americano quanto em escala mundial, reside na arrogância da Casa Branca e em sua conduta baseada na chantagem, na coerção e na ingerência nos assuntos internos dos povos e Estados independentes.
Também afirmamos que a reabertura dos processos vinculados aos acontecimentos de 24 de fevereiro de 1996 ignora deliberadamente as reiteradas provocações e violações da soberania cubana por parte da organização terrorista “Hermanos al Rescate”, que atuou sob o patrocínio e a total cumplicidade dos Estados Unidos; o que confirma que todo o caso não passa de uma tentativa de utilização política barata para justificar a escalada contra a direção histórica da Revolução Cubana.
A Frente Popular para a Libertação da Palestina, situada na mesma trincheira que a Cuba revolucionária e os povos resistentes da América Latina, reafirma que as multitudinárias mobilizações populares que enchem as praças de Havana em defesa de sua Revolução demonstram diante do mundo inteiro que este grande povo jamais se ajoelhará diante da política de “acordos sob coerção” promovida por Washington, e que Cuba continuará sendo invencível, apegada à sua independência nacional e às suas decisões soberanas, independentemente da magnitude das pressões e dos bloqueios.
Em consequência, nós, na Frente Popular para a Libertação da Palestina, declaramos nossa plena solidariedade militante com o povo cubano e sua direção, e exigimos:
A cessação imediata e definitiva de todas as formas de agressão estadunidense, ameaças militares e chantagens judiciais contra Cuba e seus símbolos históricos.
O levantamento imediato, total e incondicional do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto à ilha há mais de sessenta e cinco anos, considerado um dos bloqueios mais prolongados e cruéis da história contemporânea.
O fim da política de chantagem e ameaças contra os países solidários com Cuba, e o respeito ao direito internacional e ao direito dos Estados de estabelecer relações comerciais e soberanas independentes.
Um chamado a todas as forças de libertação, de esquerda e progressistas, assim como aos povos livres do mundo, para conformarem uma frente mundial unificada em apoio às lutas dos povos da América Latina e da Palestina frente às forças da hegemonia, do imperialismo e do sionismo.
Abaixo o imperialismo estadunidense e suas ferramentas fascistas!
Glória aos povos em resistência!
A vitória pertence inevitavelmente aos povos livres!
Viva Cuba livre, digna e plenamente soberana!
Declaração da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP)





































































































































