"Forjando a luta de classes do povo estadunidense"
- NOVACULTURA.info

- há 3 minutos
- 4 min de leitura

O sustento do povo estadunidense está afundando cada vez mais, e sofre à medida que o Estado reacionário dos EUA, sob Donald Trump, volta-se cada vez mais para o fascismo. Ao mesmo tempo, o imperialismo norte-americano prossegue incessantemente com sua política belicista e intervencionista.
Mesmo os dados do governo dos EUA manipulados registraram, em novembro de 2025, a mais alta taxa de desemprego desde 2021 (4,5%). A taxa de pobreza do país foi de 10,6% em 2024.
Sob a liderança de Trump, grandes corporações norte-americanas dos setores financeiro, comercial, petrolífero, automobilístico, armamentista, farmacêutico, eletrônico e de outros ramos obtêm lucros imensos. Enquanto isso, ele impõe políticas e medidas ultradireitistas, racistas, fascistas, antidemocráticas, anti-imigrantes, anti-mulheres, anti-LGBT e ultranacionalistas.
O aprofundamento da crise econômica e política leva o povo americano a unir-se e agir em defesa de seus direitos e bem-estar. Uma força política que lidera a construção da luta de classes do povo estadunidense é a Organização Socialista Freedom Road (FRSO).
A FRSO é uma organização nacional de revolucionários que promovem o socialismo nos EUA. Ela luta pela justiça social, especialmente para os trabalhadores, os povos e as nacionalidades oprimidas. O grupo também atua nas lutas pelos direitos dos imigrantes, nos movimentos juvenis e estudantis e nas campanhas contra a guerra. Ele fortalece o objetivo de estabelecer um partido comunista guiado pelo marxismo-leninismo.
Aplicada à luta de massas
Em uma entrevista ao Ang Bayan, a FRSO enfatizou a importância de uma avaliação materialista das condições das massas para organizar a classe trabalhadora e as comunidades oprimidas. É necessário determinar suas condições e o grau de sua disposição para mudar sua situação. “Esta é a base para aplicar a linha de massas e lançar grandes ações”, afirmou a FRSO.
Segundo a organização, a mobilização dos sindicatos como setor organizado da classe trabalhadora concentra-se nos salários e nas condições de trabalho. Ela também se baseia na experiência dos trabalhadores com a discriminação por nacionalidade e gênero. “Medimos os sentimentos das massas por meio de investigações sociais — entrevistando-as”, compartilhou o grupo.
A FRSO estuda as características particulares de cada setor em cada área do trabalho. Por exemplo, considera importante estudar as diferentes leis dos 50 estados que regulam os sindicatos do setor público. “Precisamos compreender essas leis para dirigir os sindicatos”, afirmou o grupo.
A FRSO também descreveu a dificuldade de atuar junto a outros sindicatos, porque muitos ainda não estão prontos para se levantar contra os ataques à classe trabalhadora. “Precisamos lutar para posicionar o movimento trabalhista sobre a base da luta de classes”, afirmou.
A FRSO citou lutas e campanhas emergentes para além do setor trabalhista, particularmente entre nacionalidades oprimidas, mulheres, pessoas LGBT e outros setores. Ela lidera, por exemplo, a campanha contra o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) e contra as deportações em massa.
“A FRSO tem raízes profundas no movimento pelos direitos dos imigrantes nos EUA, o que nos dá uma vantagem para liderar grandes ações contra o ICE e a agenda de deportações em massa de Trump”, declarou a organização. Isso despertou muitos para enxergar além do simples racismo e da injustiça, direcionando-os para a compreensão da opressão monopolista-capitalista sofrida tanto pelos trabalhadores americanos quanto pelos imigrantes.
Unidade com as forças anti-Trump
A escala e a intensidade dos ataques de Trump representam um grande desafio para a luta do povo estadunidense. “Eles são tão numerosos e tão amplos que se torna impossível desenvolver campanhas ou combater todos eles”, afirmou a FRSO. Ainda assim, o grupo acredita que essas contradições cada vez mais intensas nos EUA criam uma excelente situação para revolucionários como eles avançarem e se fortalecerem.
“Estamos desenvolvendo uma ampla frente contra a agenda de Trump”, afirmou. Isso significa que a FRSO deve estar pronta para cooperar com diversas forças, inclusive aquelas com as quais possui divergências políticas e ideológicas. “Isso abre o caminho para alcançar milhões de pessoas das massas.”
A gravidade das políticas e ações do regime levou milhões de americanos a irem às ruas nos últimos dois anos para se opor a elas. A FRSO busca fortalecer essa luta até que Trump encontre os EUA “ingovernáveis”.
Fortalecendo a luta anti-imperialista
A FRSO também cumpre seu dever de unir-se aos povos de todo o mundo para fortalecer a luta anti-imperialista no próprio coração do imperialismo. O grupo acredita que, da Palestina às Filipinas, todos os povos oprimidos do mundo e a classe trabalhadora americana têm um inimigo comum: o imperialismo dos EUA. “É por isso que levamos a sério a tarefa de combater o imperialismo norte-americano”, afirmou.
Quadros da FRSO em muitas cidades dos EUA lideram e atuam em organizações de massas contra a guerra, que continuam a se fortalecer. A FRSO mobilizou-se ativamente contra o belicismo e a intervenção dos EUA na Venezuela, no Irã e em Cuba. “Recuar esse inimigo é necessário, e esta é a aplicação prática do internacionalismo proletário”, declarou a organização.
O grupo compartilhou que sua direção tem dado uma grande contribuição às lutas anti-imperialistas por meio de seus esforços para construir um partido. Muitos novos quadros foram recrutados entre os dirigentes mais avançados desse movimento de massas, afirmou.
“Há muitos desafios, mas também há muitas possibilidades”, declarou a FRSO.
Do Ang Bayan









































































































































