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História das Três Internacionais

A Educação para a classe trabalhadora

  • Foto do escritor: NOVACULTURA.info
    NOVACULTURA.info
  • 15 de abr.
  • 3 min de leitura

Sabemos, não porque tenham nos falado, mas porque passamos pelos bancos escolares, ou seja, por experiência, que os sucessivos governos, de todas as cores e orientações políticas, da direita à esquerda, nunca tiveram como prioridade a educação dos trabalhadores.

 

Não contaremos nenhuma novidade, desde sempre que sabemos que trabalhadores com educação são um perigo para a burguesia.

 

Porém, agora talvez tratemos de uma boa nova: a escola não fará a redenção da classe trabalhadora, porém, trabalhadores com boa educação farão uma leitura melhor dos seus problemas, identificando que estes problemas têm origem e não é no divino, mas no concreto.

 

No capitalismo, para que uns poucos sejam ricos, centenas de milhões precisam ser pobres e outros milhões precisam ser miseráveis.

 

Se a educação não pode redimir a nossa classe, certamente ela nos permitiria atingir a condição de compreensão para entender corretamente o que nos acontece, esperar que governos que representam os interesses burgueses (sejam da direita ou da esquerda da ordem) organizem um sistema educacional que permita aos filhos da classe trabalhadora acessarem uma educação de qualidade ou se trata de ingenuidade ou de leviandade.

 

Sob ataque essa educação produzirá um efeito ainda mais prejudicial para os filhos e filhas dos trabalhadores.

 

Em momentos de crise do capital a burguesia volta-se para os recursos públicos como forma de ampliarem a concentração de renda em suas mãos.

 

Não é diferente agora!

 

O problema nunca foram os investimentos públicos, parcela importante dos agentes a serviço do capitalismo propagam essa mentira diariamente, dizem que os governos gastam muito com investimentos públicos e que devem reduzir esses investimentos, mas o que querem dizer (mas não podem) é que estes recursos que são investidos pelos governos precisam ser administrados pela inciativa privada, de maneira a que saiam da esfera pública e migrem diretamente para as mãos da burguesia e da pequena burguesia.

 

Enfim, o problema nunca foram os investimentos públicos, mas os investimentos públicos administrados por funcionários públicos e que não geram ou geram poucos lucros para a burguesia.

 

É preciso dizer que, apesar de serem recursos públicos, administrados por funcionários públicos, em geral estes investimentos já migram para a iniciativa burguesa, mas o que chega ao destino é uma parcela e a burguesia quer tudo.

 

Exemplos de serviços públicos executados pela iniciativa privada de maneira muito aquém do que nós merecemos não faltam, a saúde talvez seja o principal deles, mas distribuição de energia elétrica (ENEL) merece desonroso destaque, bem como a produção e distribuição de água (SABESP).

 

Não haverá melhora na educação com a privatização das escolas públicas, somente a redução drástica dos vencimentos dos trabalhadores na educação e a rapina dos recursos públicos destinados à educação.

 

Na capital de São Paulo é conhecida a desastrosa experiência da privatização da Educação Infantil, em que OSs (Organizações Sociais), muitas vezes associadas a políticos ou por outras pessoas tão desonestas quanto aqueles, administram escolas de educação infantil, popularmente conhecidas como creches, sem qualidade alguma e, na infinita maioria das vezes, em locais sem a menor estrutura para funcionarem como escolas, principalmente para crianças na primeira idade.

 

Qualidade? Essa sequer podemos discutir, o trabalho desenvolvido nas escolas de educação infantil diretamente administradas pela Prefeitura apresenta uma qualidade que não pode ser comparada com o trabalho desenvolvido nas escolas chamadas parceiras, inclusive (e principalmente) pela estrutura das últimas.

 

Mas tudo bem, essas escolas não são para as camadas médias, muito menos para a burguesia, mas para a classe trabalhadora, basta, portanto, que seja garantido um espaço para que as famílias deixem suas crianças enquanto são exploradas em seus trabalhos, qualidade se vê depois.

 

E é aqui que a questão nos pega desde o início: poucas famílias trabalhadoras terão acesso ao mínimo de qualidade, desde pequenos suas crianças estarão em depósitos e ao longo do percurso escolar, inclusive pela necessidade burguesa em manter a classe trabalhadora subjugada, não terão acesso a um sistema educacional de qualidade.

 

Assim como tudo na vida da classe trabalhadora, a educação que precisamos e merecemos não será conquistada no voto ou nas orações, muito menos na ingenuidade, deverá ser arrancada à força daqueles que nos querem embrutecidos e sem condições de entendermos claramente tudo o que nos acontece.

 

Sem organização e luta nada mudará para nós.

 



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