"'Neutralização' de centenas de combatentes do Novo Exército Popular é uma mentira"
- NOVACULTURA.info

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O Partido Comunista das Filipinas rejeitou como “fictícias e desesperadas” as recentes alegações das Forças Armadas das Filipinas de que haviam “neutralizado” 625 membros e apoiadores do Novo Exército Popular entre 1º de janeiro e 7 de maio. O Partido afirmou que o relatório contém alegações vazias destinadas a criar a ilusão de vitória, a fim de mascarar sua incapacidade de impedir o crescimento renovado do Novo Exército Popular em todo o país.
“É farsesco que as Forças Armadas das Filipinas aleguem centenas de ‘neutralizações’ depois que o próprio Marcos declarou vitória sobre Novo Exército Popular, disse Marco Valbuena, secretário de informação do Partido Comunista das Filipinas. As alegações dos militares de que 548 se renderam, 49 foram mortos, 28 foram presos e 25 acampamentos foram capturados, na verdade, “apontam para o fato de que o Novo Exército Popular continua amplamente disseminado e ativo”.
“Se o Novo Exército Popular estivesse tão dizimado quanto eles alegaram no ano passado, de onde surgiram todas essas centenas de combatentes e apoiadores?”, questionou Valbuena, acrescentando que esses números são todos inventados como parte do esquema de corrupção da contrainsurgência.
“Quanto os generais e oficiais das Forças Armadas das Filipinas embolsam por cada ‘rebelde’ que alegam ter ‘neutralizado’?”, perguntou Valbuena. Ele afirmou que esses números são protegidos da verificação e do escrutínio independentes. “Tudo isso não passa de um esquema de corrupção. Quanto maior o número, maiores os retornos ilícitos para a liderança”, disse.
O Partido Comunista das Filipinas reiterou sua crítica de longa data ao programa de “rendição” das Forças Armadas das Filipinas (E-CLIP), observando que os militares rotineiramente detêm agricultores civis e moradores de comunidades rurais, forçando-os a se apresentarem como “ex-membros do Novo Exército Popular”. Essa prática, observou Valbuena, constitui uma grave violação dos direitos civis e das proteções garantidas pelo direito internacional humanitário (DIH).
Embora tenha reconhecido a perda de vários combatentes vermelhos nos últimos meses — chamando-os de “os melhores filhos e filhas do povo” — Valbuena esclareceu que o número real de mártires é significativamente menor do que os 49 “mortos em combate” relatados pelas Forças Armadas das Filipinas.
“Uma parte deles são civis e não combatentes executados sumariamente por soldados das Forças Armadas das Filipinas, mas apresentados como combatentes mortos em batalha”, disse Valbuena. “As Forças Armadas têm um histórico sangrento de assassinar civis, combatentes vermelhos capturados e feridos, em vez de tratá-los como prisioneiros de guerra. Esses são graves crimes de guerra”, afirmou.
Ele citou o assassinato recente de 19 pessoas no “Massacre de Toboso”, em Barangay Salamanca, Toboso, Negros Ocidental, em 19 de abril, que incluiu pelo menos 9 indivíduos desarmados. Valbuena suspeita que as alegações das Forças Armadas das Filipinas sobre os 49 mortos incluam os civis e não combatentes que foram mortos em Toboso.
O Partido Comunista das Filipinas concluiu que, enquanto as raízes fundamentais do conflito armado — a falta de terras, a pobreza e a subordinação ao estrangeiro — permanecerem sem solução, nenhuma quantidade de estatísticas fabricadas e manipuladas pelas Forças Armadas das Filipinas poderá declarar vitória sobre a resistência do povo.
Do Birô de Informação do Partido Comunista das Filipinas
15 de maio de 2026





































































































































