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História das Três Internacionais

"Resistir às guerras de agressão imperialistas dos EUA e à Intimidação Nuclear!"

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  • há 6 minutos
  • 3 min de leitura

 

A Liga Internacional das Lutas dos Povos (ILPS) marca o 81º aniversário dos bombardeios nucleares dos EUA a Hiroshima e Nagasaki com renovado vigor para lutar contra a máquina de guerra estadunidense e a ameaça que os estados imperialistas armados com armas nucleares representam para o mundo atual. A ILPS convoca seus membros a expor a hipocrisia dos EUA, de “Israel” e de outros estados ocidentais com armas nucleares que usam a suposta “prevenção da proliferação nuclear” para travar guerras de agressão contra estados rivais como o Irã, ao mesmo tempo em que aumentam seus próprios estoques nucleares a níveis catastróficos.

 

Em 6 e 9 de agosto de 1945, os Estados Unidos aniquilaram as cidades de Hiroshima e Nagasaki, respectivamente, com armas nucleares — a única vez em que foram usadas contra civis. A temperatura no solo chegou a 4.000 graus Celsius, matando mais de 200 mil pessoas. A razão do bombardeio não foi encerrar a guerra, já que a vitória da União Soviética sobre o Japão na Manchúria ocupada teria se mostrado decisiva para a rendição. Na verdade, o objetivo era consolidar os Estados Unidos como a principal potência imperialista, que não temia usar armas nucleares em guerra, especialmente diante dos crescentes movimentos socialistas e de libertação nacional no fim da Segunda Guerra Mundial.

 

A subsequente proliferação de armas nucleares após a Segunda Guerra Mundial, seu uso para intimidação por potências imperialistas como os EUA, e seu uso contrastante para resistência por países socialistas e/ou que afirmam sua soberania nacional, como a URSS e a RPDC, é abordado em nossa declaração do ano passado.

 

O aniversário do ano passado ocorreu logo após a Guerra dos Doze Dias, quando os EUA e “Israel” atacaram o Irã sob o pretexto de “não cumprimento de suas obrigações nucleares perante a AIEA”. Desde então, os Estados Unidos e “Israel” lançaram mais uma guerra de agressão contra o Irã e outras forças dentro do Eixo da Resistência, como no Líbano e no Iêmen.

 

Fica claro que sua verdadeira intenção é conquistar o Irã, o fulcro do Eixo da Resistência que impede o pleno domínio EUA-sionista da região. A República Islâmica do Irã, desde sua fundação, expressou publicamente que jamais pretende construir uma arma nuclear e afirmou seu direito de desenvolver um programa civil de energia e pesquisa nuclear. Esse alarmismo contra o Irã é hipócrita quando “Israel” possui várias armas nucleares próprias sem qualquer supervisão da AIEA. É ainda mais hipócrita quando Trump ameaçou atacar o Irã com “o maior ataque desde a Segunda Guerra Mundial”, uma referência direta aos próprios bombardeios nucleares dos EUA a Hiroshima e Nagasaki.

 

Pedir a abolição de todas as armas nucleares é irrealista e equivale a apoiar a hegemonia imperialista, quando os Estados Unidos ainda detêm um dos maiores arsenais nucleares do mundo. Em vez disso, convocamos o desarmamento nuclear total dos EUA, já que estes se provaram historicamente a maior ameaça número um para os povos do mundo e o principal fator da corrida armamentista nuclear. A LIPS convoca mais uma vez à construção de amplas alianças e à luta militante para acabar com o imperialismo estadunidense, o maior terrorista nuclear do mundo, como um passo em direção ao fim do sistema imperialista como um todo e, portanto, da lógica que dá origem à ameaça existencial que as armas nucleares representam para a humanidade.

 

Poderemos alcançar uma paz genuína, justa e duradoura neste mundo quando o imperialismo, o maior motor da guerra e das armas de destruição em massa, for esmagado, varrido e lançado na lixeira da história. 81 anos depois, a Liga convoca a continuar nossos esforços para intensificar a luta e ampliar nossa frente unida internacional contra o imperialismo estadunidense, fazer avançar nossas lutas de libertação nacional e soberania, e lutar por um futuro socialista que torne possível o desarmamento nuclear completo.

 

Declaração da LIPS no 81º Aniversário dos Bombardeios dos EUA a Hiroshima e Nagasaki

 

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