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Combater o peleguismo para reconstruir um sindicalismo que defenda a classe trabalhadora

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  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

A classe trabalhadora brasileira, como ocorre em outros países, vem sofrendo profundos ataques às suas conquistas históricas.

 

Esses ataques, feitos por diferentes governos, se tornaram mais fortes desde o governo Collor, na última década do século passado. Já são quase quarenta anos de retrocessos para o conjunto do proletariado nacional, tanto no setor público, como no setor privado.

 

O objetivo dessa perversa legislação que foi aprovada, é aumentar o nível de exploração dos trabalhadores, proporcionando maiores lucros para a burguesia. Por isso, a jornada de trabalho de 8 horas diárias é ultrapassada em várias categorias profissionais, mesmo em regime legal de contratação. Entre os trabalhadores que não estão legalmente contratados a situação pode ser ainda pior.

 

Como resultado desse processo, a maior parte dos trabalhadores se encontra com salários aviltados, enfrentando abusos nos locais de trabalho e com maiores dificuldades para se aposentar.

 

O que fazem, neste cenário, as 15 “centrais” sindicais no Brasil?

 

A postura dessas entidades é, no mínimo, conivente com os ataques.

 

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) que é a maior delas, por sua história e ligação com o Partido dos Trabalhadores (PT) há muito tempo, não organiza lutas unificadas, seja quando o PT está no governo federal, seja quando não está.

 

Seguindo a CUT, em número de sindicatos afiliados, a Força Sindical adota postura semelhante.

 

Outras entidades que se proclamam centrais sindicais, justificam a não organização de lutas gerais porque as maiores centrais boicotariam.

 

A consequência de tudo isto é que o proletariado brasileiro continua sendo superexplorado em sua maior parte. Uma parcela desempregada, outra vivendo um desemprego disfarçado, outra trabalhando em condições precárias, inclusive em trabalho análogo à escravidão.

 

Nos últimos meses, conforme denúncia da agência de notícias Repórter Brasil, o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, impediu que grandes empresas fossem incluídas da lista suja por utilização de trabalho em condições de escravidão.

 

Combater o peleguismo no movimento sindical e também em outras frentes de luta é uma das tarefas dos militantes e ativistas sindicais efetivamente comprometidos com os interesses da classe trabalhadora.

 

Assim, propomos desenvolver uma campanha que promova o fortalecimento de nossos sindicatos, a partir dos nossos interesses de classe e não dos interesses de partidos que estão a serviço da burguesia, administrando o capitalismo para a classe dominante.

 

Organização nos locais de trabalho, 35 horas semanais, sem redução de salários, salário igual para trabalho igual, reforma agrária. São estas as propostas que devem embasar essa campanha, que podem unificar a classe trabalhadora, do campo e da cidade, para a luta comum.

 

Um Sindicato de trabalhadores deve lutar pelos interesses da classe trabalhadora.

 

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