"Combater a guerra imperialista e a pilhagem dos EUA e o regime fantoche de Marcos"
- NOVACULTURA.info
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O povo filipino sofre um novo e agravado nível de opressão nacional sob o regime EUA-Marcos. Com o presidente Ferdinand Marcos Jr. como fantoche, o imperialismo norte-americano está apertando seu controle sobre as Filipinas. O imperialismo dos EUA está explorando as Filipinas de forma ainda mais intensa para preparar e provocar uma guerra contra a rival China, devastar as riquezas do país e alimentar a repressão fascista contra o povo. O povo filipino deve se unir firmemente para resistir à guerra imperialista e à pilhagem, e salvar o país de um desastre certo e de sofrimentos ainda mais profundos.
Marcos fará seu quinto discurso sobre o estado da nação (SONA) em meio ao agravamento da crise econômica e do fascismo. Ele estará diante de dinastias igualmente corruptas, gananciosas e satisfeitas, que representam as classes dominantes. Seus aplausos abafarão as queixas das massas trabalhadoras do campo e das cidades, que sofrem dificuldades indescritíveis enquanto os preços do petróleo, dos alimentos e de outros bens básicos disparam. Seu padrão de vida está desmoronando apesar do trabalho exaustivo durante todo o dia, enquanto a grande burguesia compradora, os latifundiários e os capitalistas burocráticos se empanturram de riqueza.
Marcos tornou-se um dos fantoches mais obedientes do imperialismo norte-americano na história semicolonial do país. Ele expôs o país à proliferação das forças militares dos EUA. Permitiu suas bases militares, o deslocamento de milhares de soldados norte-americanos, o armazenamento de seus mísseis, drones e outros materiais de guerra, bem como o uso contínuo do país para ensaios de guerra.
Marcos vangloria-se dos direitos soberanos do país no Mar das Filipinas Ocidental, mas tolera os enormes porta-aviões e navios de guerra dos EUA, juntamente com as forças militares do Japão, ancorados nos mares do país. Ele não hesitou quando os EUA lançaram um míssil Tomahawk de Leyte para Nueva Ecija, colocando em risco a vida de milhões de filipinos ao longo de sua trajetória. Os EUA deverão realizar mais de 500 operações nas Filipinas, ampliando o uso de instalações civis para fins militares, incluindo os portos de Cagayan de Oro e Cebu, um depósito de petróleo em Davao e um campo de aviação em Sangley Point, na província de Cavite. As alegações de que essas atividades servem para “resposta humanitária e a desastres” são uma fraude, uma vez que nenhuma ajuda chegou às vítimas após diversos desastres. Em vez disso, onde quer que exercícios militares sejam realizados, eles impõem sofrimento às massas.
Como seu mestre, o secretário de Defesa Gilbert Teodoro e os oficiais das Forças Armadas das Filipinas (AFP) permitem cegamente ser utilizados pelo militarismo norte-americano na Ásia, em busca da estratégia de “cercar” e “conter” a China. Sob pressão dos EUA, Teodoro agora promove agressivamente a destinação de 4% do PIB, equivalente a ₱1,17 trilhão, para gastos militares, depois que o orçamento das AFP foi aumentado em 12% em 2026. O orçamento militarista de Marcos não visa defender o país, mas preparar guerras imperialistas dos EUA.
Estão sendo aceleradas as medidas para iniciar as operações da zona de “segurança econômica” (ESZ) norte-americana Pax Silica, com 1.620 hectares, em New Clark City, nas províncias de Tarlac e Pampanga. Marcos aguarda ansiosamente a chegada, em novembro, do tresloucado presidente dos EUA, Donald Trump, para inaugurar a ESZ. O plano é transferir para lá centros de dados pertencentes a empresas norte-americanas, muitos dos quais estão sendo fechados nos EUA por consumirem água e eletricidade em excesso, sobrecarregando os recursos limitados das comunidades vizinhas. Também estão sendo planejadas fábricas de armamentos, em parceria com empresas israelenses que estão por trás do genocídio contra o povo palestino em Gaza e das guerras dos EUA no Oriente Médio.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, visitará o país nesta semana, mais um passo na ofensiva norte-americana para reforçar seu domínio sobre o país e impor sua vontade em diferentes partes do mundo. Isso ocorre após os EUA retomarem os bombardeios contra o Irã em uma tentativa de forçá-lo a submeter-se aos ditames norte-americanos sobre as riquezas petrolíferas do país. Rubio anunciou recentemente que os EUA pressionarão pelo desmantelamento do Tribunal Penal Internacional, retirando-lhe o poder de processar, prender e julgar autoridades norte-americanas e israelenses envolvidas em crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Instigado por conselheiros militares dos EUA, o regime Marcos continua intensificando os ataques fascistas e o engano contra o povo. Qualquer pessoa que resista para defender a liberdade nacional contra o imperialismo norte-americano é rotulada como “terrorista”, justificando a repressão armada e o uso do terror de Estado. O regime se vangloria repetidamente de ter “esmagado” o Novo Exército Popular (NPA) em várias províncias. Isso visa aterrorizar a população e atrair empresas estrangeiras de mineração, plantações e “energia renovável” para pilhar os recursos do país. Enquanto declara determinadas áreas como “livres de insurgência”, as operações militares das Forças Armadas filipinas continuam incessantemente nas frentes guerrilheiras do Novo Exército Popular em todo o país, numa tentativa de impedir a expansão e o aprofundamento das raízes do Novo Exército Popular entre as amplas massas do campo.
O povo filipino necessita, com a máxima urgência, unir-se contra a guerra imperialista e a pilhagem, e contra a rendição total da soberania nacional pelo regime Marcos. A segurança e o futuro de toda a nação estão em jogo nessas lutas. Não se deve permitir que o imperialismo norte-americano tenha sucesso em seu plano traiçoeiro de provocar a guerra, arrastar as Filipinas para ela e apoderar-se das terras e riquezas do país por meio de seu projeto Pax Silica.
A luta contra a guerra imperialista e a pilhagem faz parte da luta nacional-democrática. A força organizada do povo deve ser ampliada e fortalecida ainda mais contra o imperialismo, o feudalismo e o capitalismo burocrático. Sob a liderança do Partido, a luta armada e todas as formas de luta certamente avançarão para promover as aspirações nacionais e democráticas do povo. Por mais longo e difícil que seja o caminho, a guerra popular é o único caminho para a libertação do país.
Do Ang Bayan
















































