"Marcos não pode esmagar a luta revolucionária do povo filipino"
- NOVACULTURA.info

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Por quatro anos, o povo filipino tem suportado o sofrimento sob o regime títere, opressor e fascista de Marcos. Apesar de todos os esforços de Ferdinand Marcos Jr. para pintar um quadro de “progresso” filipino, ele não consegue esconder a realidade da deterioração das condições do país e do povo filipino. Autoridades de Marcos Jr. declararam repetidamente a derrota da luta armada revolucionária, mas as operações militares em todas as frentes guerrilheiras por todo o arquipélago permanecem incessantes. Marcos Jr. continua a atiçar as chamas da guerra popular.
A situação dos trabalhadores, camponeses, pescadores e outras classes e setores básicos que compõem a maioria do povo se deteriora ainda mais. Por outro lado, as poucas classes dominantes, cúmplices do imperialismo estadunidense, banqueteiam-se com a riqueza acumulada com a opressão e exploração das massas trabalhadoras, a corrupção burocrática, o saque dos recursos naturais e a apropriação das terras e meios de subsistência do povo. A segurança da nação está em perigo, já que Marcos Jr. permite que os EUA usem as Filipinas como uma gigantesca base militar.
Os padrões de vida despencam em meio à disparada dos preços do petróleo, dos alimentos e dos itens de necessidade diária. Os gestos de Marcos para as fotos, como distribuição de arroz e programas de ajuda, são vazios. Os salários dos trabalhadores e dos empregados comuns ficam abaixo da metade do que uma família de cinco pessoas precisa para viver dignamente. Os agricultores afundam cada vez mais em dívidas diante do aumento dos custos de produção e de vida.
A crise do desemprego é grave. Milhões estão sem trabalho, especialmente entre os jovens. Milhares de trabalhadores filipinos migram para o exterior diariamente em busca de emprego. Isso resulta do declínio da produção local, tanto na manufatura quanto na agricultura, causado pela liberalização total das importações e pela inundação de produtos estrangeiros. Não há programa para construir indústrias nacionais locais capazes de produzir bens de necessidade básica. Marcos continua a afundar as Filipinas cada vez mais na dívida.
Enquanto o povo luta, a disputa faccional por corrupção e poder continua sem trégua. A eleição de 2028 ainda está distante, mas as manobras e a disputa por posições já começaram. Para antecipar-se à candidatura da vice-presidente Sara Duterte, o grupo de Marcos está pressionando por seu impeachment. O que o povo realmente quer é justiça e responsabilização de todos os envolvidos na corrupção e no saque de fundos públicos, particularmente o próprio Marcos, como principal autoridade e chefe do capitalismo burocrático.
Marcos supera todos os presidentes títeres anteriores em sua subserviência aos ditames do imperialismo estadunidense. No campo econômico, ele oferece incentivos e privilégios ilimitados aos capitalistas estrangeiros. Em toda parte, terras estão sendo tomadas por plantações e projetos de “energia renovável”. Enquanto nenhuma terra é destinada aos agricultores, Marcos abrirá 1.620 hectares de terra para uma “zona de segurança econômica” destinada a corporações estadunidenses sob o marco do Pax Silica. No campo militar, há um aumento sem precedentes das forças militares dos EUA em território filipino, à medida que preparam uma guerra imperialista contra a China. Marcos permite cegamente que as Filipinas sejam usadas como uma vasta base militar e plataforma de lançamento para a agressão e intervenção estadunidenses, mostrando total desprezo pelos filipinos que sofrerão ao serem arrastados para uma guerra instigada pelos EUA.
Os EUA provocam e atiçam a opressão fascista nas Filipinas para suprimir a resistência anti-imperialista do povo filipino em todas as suas formas — armada e desarmada. Mais de um bilhão de dólares foi destinado pelos EUA às Forças Armadas das Filipinas (AFP) nos próximos cinco anos. O exército estadunidense realiza uma intervenção em larga escala na guerra de contrainsurgência, em campanhas de repressão e na imposição de lei marcial no campo, sob o pretexto dos exercícios “Salaknib” e outros exercícios militares. Os EUA fornecem às unidades da AFP armas e equipamentos para operações de pequena escala, em uma tentativa desesperada de esmagar a contínua expansão e disseminação do Novo Exército Popular.
Do ponto de vista do povo, o regime de Marcos equivale a uma corrupção sem paralelo, ao sofrimento e à fome das massas, à subserviência ao capital estrangeiro e à opressão fascista. Entre o povo em geral, fica claro que Marcos Jr. representa o sistema podre e decrépito governado pelo imperialismo estadunidense em conluio com as poucas classes dominantes. Hoje, Marcos Jr. é o principal catalisador que impulsiona o povo filipino a se levantar e trilhar o difícil caminho da luta.
De vários cantos do país, lutas de massas irrompem para defender terras e lares, lutar por salários dignos, expor a corrupção, responsabilizar os saqueadores, defender os direitos do povo, opor-se à destruição do meio ambiente, protestar contra a presença de tropas estrangeiras e lutar pela soberania nacional. Elas estão se organizando e agindo em conjunto para defender seu bem-estar e os interesses de toda a nação.
No campo, a luta armada avança de forma constante e se expande através das zonas e frentes guerrilheiras. Onde quer que vão, os combatentes vermelhos do Novo Exército Popular são calorosamente recebidos pelas massas, que os abraçam firmemente como seu verdadeiro exército. Com o Novo Exército Popular, as amplas massas camponesas se encorajam a se levantar e lutar contra os grileiros de terras e seus mercenários fascistas.
Em meio aos grandes sofrimentos do povo filipino, o Partido está determinado a servir como núcleo e vanguarda de sua luta para acabar com a opressão, mudar seu destino e estabelecer uma nova nação soberana e democrática. No espírito do movimento de retificação, os quadros e membros do Partido dedicam sua mente e força à causa do povo. Onde quer que estejam as massas, o Partido lança raízes profundas e amplas para guiá-las pelo caminho da luta.
Do Ang Bayan







































































































































