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História das Três Internacionais

"Rejeitar a Pax Silica e promover uma alternativa democrática nacional!"

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há 2 minutos
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O regime EUA-Marcos quer que os filipinos acreditem que a Pax Silica vai “trazer empregos de qualidade para o nosso povo, acelerar a competitividade industrial e revitalizar a economia” do país. Mas as massas filipinas sabem muito bem que não é assim. Elas já ouviram essas promessas de “desenvolvimento”, “mais empregos” e “modernização” incontáveis vezes antes, apenas para ver a terra, o trabalho e os recursos do país entregues aos interesses monopolistas dos EUA.

 

A Pax Silica é um produto da intensificação da disputa entre os Estados Unidos e a China pelo controle das tecnologias, recursos e cadeias de suprimento que sustentam a inteligência artificial (IA). Ao longo das últimas décadas, a China construiu uma posição dominante na extração e processamento de minerais críticos, na manufatura e na infraestrutura digital. Por meio de investimentos maciços em sua própria capacidade industrial, em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, e de projetos como a Iniciativa do Cinturão e Rota e a Rota da Seda Digital, a China garantiu um papel central na produção e no refino de muitos dos minerais, componentes e infraestruturas necessários para semicondutores e para o desenvolvimento da IA.

 

Os EUA, por sua vez, responderam por meio de guerras comerciais, sanções, alianças militares e investimentos voltados a reconstruir e proteger as cadeias de suprimento ligadas à IA dentro de sua própria esfera de influência já existente. A Pax Silica está, portanto, ligada não apenas aos interesses econômicos dos EUA, mas também aos seus objetivos militares, incluindo os preparativos de guerra na região da Ásia-Pacífico.

 

Essa disputa é, no fundo, uma luta pelo controle da cadeia produtiva por trás das tecnologias de IA de próxima geração. Ambas as potências imperialistas correm para garantir fontes de minerais, energia, capacidade produtiva, tecnologia e mão de obra qualificada — e as Filipinas, com seus vastos recursos minerais, seu potencial energético, sua posição estratégica na região da Ásia-Pacífico e seu grande exército de mão de obra de reserva, estão sendo posicionadas como um elo-chave nessa cadeia. Mas, para o povo filipino, isso significa ser arrastado ainda mais fundo para a órbita belicista dos EUA, ao mesmo tempo em que permanece preso às mesmas condições de pobreza e falta de terra que há muito caracterizam a economia atrasada do país.

 

De fato, sob a atual ordem semicolonial e semifeudal, as Filipinas não podem construir uma economia autossuficiente e próspera servindo de anfitriãs para centros de dados e corporações tecnológicas estrangeiras, especialmente enquanto seus camponeses permanecem sem terra, suas indústrias permanecem atrasadas e milhões de trabalhadores são forçados a buscar emprego no exterior pela ausência de oportunidades reais em seu próprio país. Longe de ser uma “solução” para o subdesenvolvimento do país, a Pax Silica é, na verdade, um sintoma dele.

 

A Pax Silica não foi concebida para construir uma economia nacional independente. Ela foi concebida para servir às necessidades dos preparativos de guerra dos EUA contra a China, bem como às necessidades dos monopólios tecnológicos estadunidenses, sempre ávidos por explorar a mão de obra, a terra e os recursos baratos do país. Assim como as atuais zonas de processamento de exportação amplamente disseminadas, os enclaves de mão de obra e outros esquemas de “desenvolvimento” dominados por estrangeiros que a precederam, a Pax Silica promete empregos e modernização enquanto concentra riqueza nas mãos dos latifundiários e da grande burguesia compradora, deixando intacta a estrutura econômica atrasada do país.

 

Em vez de construir a capacidade própria do país em engenharia, ciência, tecnologia, manufatura e produção agrícola, os sucessivos governos reacionários empurraram a juventude filipina para uma economia em que sua educação e suas habilidades servem aos interesses do imperialismo estadunidense ou em que são forçados a deixar o país como mão de obra barata. A juventude filipina não deveria ser formada para se tornar um reservatório de trabalhadores para corporações estrangeiras. Ela deveria ter a oportunidade de usar seus conhecimentos e habilidades para construir indústrias, desenvolver tecnologia agrícola, fortalecer os serviços públicos e promover uma economia filipina genuinamente autossuficiente.

 

A crescente oposição à Pax Silica demonstra, portanto, a urgente necessidade de se buscar o caminho democrático-nacional de desenvolvimento. As Filipinas não podem alcançar um desenvolvimento econômico genuíno sem resolver seus problemas agrários e industriais não resolvidos, que mantiveram o país atrasado e dependente por gerações. Esses problemas têm raízes na dominação do imperialismo estadunidense, que segue preservando uma economia semicolonial e semifeudal no interesse de manter seu controle sobre os vastos recursos das Filipinas e sua posição estratégica na Ásia-Pacífico.

 

O desenvolvimento genuíno começa com uma reforma agrária abrangente. A terra deve ser distribuída a quem a trabalha. A exploração feudal e semifeudal no campo deve ser erradicada em todas as suas formas. A produção agrícola deve ser modernizada por meio de apoio estatal suficiente, irrigação, pesquisa e infraestrutura rural. Ao elevar a produtividade e garantir a posse da terra ao campesinato, a reforma agrária lança as bases para um crescimento econômico nacional genuíno. Com base em uma produção agrícola sólida, devem ser estabelecidas indústrias leves que atendam às necessidades do povo.

 

Ao mesmo tempo, o país deve empreender a industrialização nacional. Em vez de depender do imperialismo estadunidense para determinar o rumo do desenvolvimento econômico, o país deve construir indústrias capazes de produzir maquinário, aço, produtos químicos, eletrônicos, equipamentos de comunicação e transporte, e outros bens estratégicos necessários para um crescimento autossuficiente e sustentável. A industrialização deve ser orientada para atender às necessidades internas, criar emprego estável e salários dignos para os trabalhadores, desenvolver capacidades científicas e tecnológicas, e romper a dependência de produtos manufaturados importados.

 

Seguir a alternativa democrática nacional exige o avanço e a vitória da revolução democrática popular. O desafio diante do povo filipino não é, portanto, apenas se opor à Pax Silica, mas avançar um caminho alternativo de desenvolvimento enraizado na defesa da soberania nacional, da autossuficiência econômica e da libertação das classes oprimidas e exploradas da sociedade filipina. Somente por esse caminho os vastos recursos humanos e naturais do país poderão ser utilizados em benefício da maioria, e não do lucro de poucos.

 

Da Frente Democrática Nacional das Filipinas

 

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