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História das Três Internacionais

"Cuba é escola, saúde e esperança para o mundo"

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  • há 6 minutos
  • 3 min de leitura

Há momentos em que os fatos falam com mais força do que qualquer discurso. E estes dias, após o fim do período letivo, tensos e difíceis como só este povo sabe viver — porque aqui nada é dado e tudo é conquistado com sacrifício e vontade —, as universidades cubanas entregaram ao país e ao mundo uma colheita que merece ser contada e que faz parte da resposta mais digna.


Como se atrevem a chamar de terrorista um país que não invadiu ninguém, que não possui bases militares em nenhum continente, que não lançou uma única bomba sobre qualquer população civil, que não derrubou nenhum presidente estrangeiro?


Como se atrevem a colocar na mesma lista — a infame lista de países que supostamente patrocinam o terrorismo — uma nação cujo principal legado para o mundo não é a morte, mas a vida?


Porque Cuba, em vez de fabricar armas, forma médicos. Em vez de treinar soldados para a guerra, prepara profissionais para a paz. Em vez de fechar fronteiras, abre suas universidades para aqueles que vêm dos cantos mais castigados do planeta. Em vez de semear ódio, semeia conhecimento.


E isso não é retórica. São fatos.


Ao final deste curso, as universidades cubanas entregaram ao país e ao mundo 30.185 novos profissionais. Engenheiros, arquitetos, pedagogos, cientistas, enfermeiros, tecnólogos... Jovens que suaram nas salas de aula, que estudaram com recursos limitados, que venceram o cansaço e a adversidade para se tornarem aquilo de que este país necessita para seguir adiante.


Entre esses 30.185, há 735 jovens de 62 países. Estudantes que chegaram de todos os continentes — África, América Latina, Ásia e Europa —, que compartilharam salas de aula com cubanos, que aprenderam nosso idioma, nossa medicina, nossa solidariedade, nossa maneira de compreender a vida como serviço. Que regressam às suas terras com um diploma e também com uma forma de ver o mundo que não se ensina em nenhum manual.


E, entre eles, dois números deveriam fazer refletir até os mais cegos: 23 novos médicos palestinos.


Jovens que retornarão à sua terra — uma terra que arde sob bombas e escombros — não com armas nas mãos, mas com estetoscópios ao pescoço. Com o conhecimento para salvar vidas no lugar do mundo onde isso é mais necessário. Com a ética que a Medicina cubana ensina: primeiro o ser humano, depois todo o resto.


E cinco médicos estadunidenses. Poderiam ser mais, mas aquele país não permitiu ampliar esse número em sua política insensata contra Cuba.


Cidadãos honrados do país que mantém o bloqueio mais longo da história contra qualquer nação. Jovens que tiveram de superar barreiras, preconceitos e até sanções para vir estudar na Ilha que o próprio governo deles acusa. E que hoje retornam para exercer sua profissão, talvez com um olhar diferente, talvez levando a verdade na bagagem.


E a isso chamam terrorismo?


Formar médicos para a Palestina? Formar médicos para os Estados Unidos? Abrir as portas para 735 jovens de 62 países? Compartilhar com o mundo o pouco que temos?


Se isso é terrorismo, então a palavra não significa nada. Ou significa exatamente o contrário.


Porque o que Cuba está fazendo, em silêncio, contra ventos e marés, é o que todos os países deveriam fazer: investir em educação, saúde e solidariedade. Não em mísseis. Não em bombas. Não em guerras. Não em bloqueios.


Cuba é um país limpo. Não derruba nem sequestra governos. Não financia golpes de Estado. Não instala campos de tortura em outras nações.


Sua história — a verdadeira, aquela que não é contada pelos grandes meios de comunicação — é outra: a de um país que enviou centenas de milhares de colaboradores médicos aos lugares mais pobres e castigados do planeta; que recebeu crianças de Chernobyl para tratá-las; que alfabetizou milhões de pessoas no mundo com seu método “Sim, Eu Posso”; que devolveu a visão a milhares de cidadãos por meio da Missão Milagre; que formou dezenas de milhares de médicos de mais de cem nacionalidades em suas escolas de Medicina.


Essa é a Cuba real.


A outra, a da lista do terrorismo, a do relatório falso em que nem seus próprios redatores acreditam, é uma construção fruto do ódio, uma mentira repetida até a exaustão, uma infâmia que não resiste à menor análise. Porque, se Cuba é terrorista, então a solidariedade é um crime.


Cuba é um país de paz, que salva vidas, que educa. É um país que acolhe, que abraça. Que o mundo saiba disso e defenda essa verdade; assim, a infâmia jamais terá a última palavra.


Do Granma

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