"O povo boliviano se mantém firme e exige a renúncia do presidente Rodrigo Paz!"
- NOVACULTURA.info

- 11 de jun.
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Como membros da seção de Chuquisaca da Liga Internacional de Luta dos Povos (ILPS), declaramos que a Bolívia se encontra em uma conjuntura histórica decisiva. Permitir o avanço de políticas neoliberais promovidas por elites do agronegócio, com um governo subserviente a interesses imperialistas e alheio ao povo, só agravaria a crise econômica, social e política que assola nosso país. Diante dessa situação, declaramos:
Apoiamos a mobilização de organizações sociais, sindicatos, corporações e setores populares que exigem a renúncia do presidente Rodrigo Paz, porque as medidas tomadas pelo governo prejudicaram sistematicamente a grande maioria e, especialmente, os setores mais pobres do país.
Desde que chegou ao poder, o governo de Rodrigo Paz — eleito com o apoio do bloco social popular sob uma plataforma nacionalista e populista — traiu as expectativas do povo ao governar em favor das elites econômicas. Sob o slogan contraditório de “Capitalismo para todos”, impôs decretos e políticas antipopulares: a eliminação dos subsídios aos hidrocarbonetos, o congelamento de salários, a promoção de privatizações e a abertura à interferência imperialista, aplicando a receita neoliberal que tanto prejudicou a Bolívia e a região. Essas medidas agravaram a deterioração das condições de vida da classe trabalhadora, que agora se mobiliza nas ruas.
Rejeitamos as tentativas de privatização e o pacote de leis promovido pelo governo, pois constituem uma violação da Constituição Política do Estado e respondem às imposições do Fundo Monetário Internacional (FMI), condicionando o país a empréstimos usurários que hipotecam nossa soberania e condenam o povo a níveis mais elevados de pobreza e dependência.
Denunciamos também o racismo, o classismo e a discriminação persistentes expressos no discurso governamental e reproduzidos pelo aparato midiático que o apoia. Um discurso de ódio foi deliberadamente estabelecido contra os setores mobilizados, criminalizando a identidade indígena, camponesa e popular e promovendo a divisão entre os bolivianos. Atos como a queima da Wiphala, símbolo nacional e emblema histórico da luta dos povos indígenas e camponeses, demonstram o profundo desprezo das elites pelo caráter plurinacional do nosso Estado.
Repudiamos o uso excessivo de violência pelas forças policiais e a repressão militante contra a população mobilizada. O uso indiscriminado de agentes químicos e força letal resultou em feridos, mortos e graves danos colaterais. As instituições policiais e militares devem servir para proteger o povo, não para persegui-lo e assassiná-lo.
Da mesma forma, denunciamos a instrumentalização da justiça e sua submissão ao poder executivo, evidenciada nos mandados de prisão contra líderes da COB e outros líderes sociais, bem como na detenção em massa de manifestantes tratados como criminosos unicamente por usarem poncho, pollera ou por representarem a identidade popular e indígena de nosso país.
Apoiamos a organização e a mobilização revolucionária do bloco indígena, operário e sindical em defesa de nossa pátria e dos interesses do povo boliviano, contra aqueles que buscam entregar nossos recursos naturais e submeter o país a interesses estrangeiros.
Os recursos da Bolívia não estão à venda. Nossa dignidade, nossa soberania e nosso Estado Plurinacional não são negociáveis. Somos um país de 36 nações que resiste firmemente ao neoliberalismo e ao imperialismo; um povo que não se ajoelhará nem aceitará se tornar lacaio de potências estrangeiras.
Liga Internacional da Luta dos Povos (ILPS) – Capítulo Bolívia







































































































































