"As recentes políticas da UNRWA convergem com os objetivos da ocupação e constituem uma liquidação sistemática dos direitos dos funcionários"
- NOVACULTURA.info

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A Frente Popular para a Libertação da Palestina expressa sua rejeição categórica às orientações da nova administração da UNRWA, liderada pelo Comissário-Geral Christian Saunders, que refletem uma perigosa deterioração ao transformar a instituição em um instrumento para impor submissão política e funcional, em consonância com a conspiração sionista-americana que visa reduzir o papel da agência e eliminá-la. A FPLP exige a revogação imediata das decisões de demissão dos funcionários e sua reintegração aos respectivos postos de trabalho.
A FPLP também rejeita o uso da crise financeira como “pretexto” para justificar a redução de 20% dos salários dos funcionários, o congelamento das promoções e o encerramento dos contratos dos trabalhadores afetados, enfatizando que a UNRWA possui uma obrigação decorrente de seu mandato das Nações Unidas que deve ser cumprida, não podendo ser transformada em uma instituição comercial sujeita às oscilações políticas dos doadores.
A FPLP considera que a rescisão dos contratos dos funcionários que foram deslocados para escapar do genocídio em Gaza, ou daqueles que sofrem com as medidas da ocupação em Jerusalém, constitui um crime administrativo que pune a vítima por sua sobrevivência e contradiz completamente a Carta das Nações Unidas.
A FPLP entende que a ameaça representada pelo discurso sobre os “inimigos da agência”, utilizada para silenciar as vozes que reivindicam direitos, constitui uma forma inaceitável de chantagem moral. Ressalta ainda que é a administração que abandona seus próprios funcionários quem fornece aos inimigos da agência os pretextos para atacá-la, demonstrando que atua contra os interesses dos refugiados.
A FPLP afirma que os descontos salariais e as medidas financeiras foram impostos aos funcionários comuns, sem afetar os elevados salários recebidos pelos altos funcionários internacionais, o que representa uma injustiça e um tratamento claramente discriminatório contra nosso povo. Isso indica que o verdadeiro objetivo dessas medidas de austeridade é avançar na eliminação da Agência de Assistência e Obras das Nações Unidas e na liquidação de seu papel.
A FPLP acrescenta que a declaração do Comissário, em sua mensagem, de que “não haverá reconsideração” de reivindicações legítimas relacionadas aos direitos dos funcionários confirma que o objetivo é impor submissão e usurpar os direitos dos trabalhadores, e não administrar a crise. A FPLP enfatiza que não aceitará o encerramento de questões que afetam os meios de subsistência dos funcionários e seus direitos adquiridos.
Além disso, considera que a criminalização das greves e dos protestos nessas circunstâncias constitui uma flagrante violação dos direitos econômicos e sociais internacionalmente reconhecidos, bem como uma tentativa de vincular a assistência ao conceito de “neutralidade”, que serve aos interesses dos doadores em detrimento dos direitos de nosso povo.
A FPLP exige que a UNRWA restabeleça o Auxílio de Ajuste Cambial (CAF), suspenda todos os descontos salariais, abra um diálogo real e transparente, reveja as decisões tomadas de forma definitiva e divulgue, com total transparência, sua estrutura financeira e seus orçamentos administrativos.
Por fim, a FPLP reafirma que as tentativas de desmantelar a UNRWA por dentro não terão êxito. A FPLP, as demais forças nacionais, todos os setores de nosso povo e as massas de refugiados estarão na linha de frente da resistência a essas medidas por todos os meios disponíveis, defendendo os direitos de nossos funcionários, considerados a válvula de segurança e o símbolo vivo do direito de retorno.
Da Frente Popular para a Libertação da Palestina



































































































































