top of page

___ VEÍCULO DE INFORMAÇÃO DA URC

NOVACULTURA.info

Marxismo-leninismo e lutas revolucionárias dos povos do mundo

FUNDO-LIVROS-Internacionais.png

Compre os quatro volumes da obra "História das Três Internacionais" de William Z. Foster com até 40% de desconto no pacote promocional

___ PROMOÇÃO

História das Três Internacionais

"Justiça para as vítimas do Massacre de Toboso! Acabar os Crimes de Guerra apoiados pelos EUA nas Filipinas!"

  • Foto do escritor: NOVACULTURA.info
    NOVACULTURA.info
  • há 1 hora
  • 3 min de leitura

A Liga Internacional da Luta dos Povos (ILPS) condena veementemente o brutal massacre de 19 pessoas cometido pelas forças armadas fascistas filipinas, apoiadas pelos Estados Unidos, na comunidade rural de Barangay Salamanca, em Toboso, Negros Ocidental, na região de Visayas, nas Filipinas. Entre as vítimas estavam jornalistas, líderes da juventude e do movimento estudantil, pesquisadores comunitários, defensores dos direitos humanos e organizadores camponeses Alyssa Alano, RJ Ledesma, Lyle Prijoles, Maureen Santuyo, Kai Sorem e Errol Wendel, juntamente com outras 13 vítimas. Essa atrocidade abominável representa uma escalada vil da longa história de crimes de guerra do governo filipino neocolonial sob a tutela de seu mestre imperialista norte-americano. A ILPS envia suas mais profundas condolências às famílias e aos entes queridos das vítimas e compartilha a indignação do movimento de massas de trabalhadores, camponeses e de todo o povo explorado das Filipinas, que luta para pôr fim ao sistema inerentemente injusto de exploração e fascismo que há muito tempo aflige o país.

 

Em 19 de abril de 2026, as Forças Armadas das Filipinas (AFP) atacaram o povo de Barangay Salamanca, em Toboso. Em flagrante violação do direito humanitário internacional, as AFP mataram impiedosamente 19 pessoas, a maioria delas civis, por meio de disparos indiscriminados de metralhadora e ataques de varredura aérea. Como de costume, os militares imediatamente classificaram todas as vítimas como integrantes do Novo Exército Popular (NPA), o exército revolucionário liderado pelo Partido Comunista das Filipinas, que há 57 anos conduz uma guerra popular pela libertação nacional e pela democracia genuína. Combatentes da liberdade e ativistas não combatentes são rotineiramente difamados como “terroristas” para ocultar o próprio terrorismo sistemático praticado pelo governo filipino e pelas Forças Armadas contra o povo, sob a forma de violência sexual contra mulheres e crianças, confinamento e bloqueio de aldeias, apropriação e roubo de terras, ocupação ilegal de residências civis e bombardeios aéreos de comunidades rurais. Esses crimes de guerra apoiados pelos Estados Unidos constituem procedimentos operacionais padrão na guerra total das AFP contra o movimento revolucionário filipino — uma tentativa desesperada de manter e proteger o atual sistema de corrupção governamental desenfreada da elite da classe dominante, em conluio e submissão aos interesses econômicos e às imposições do imperialismo estrangeiro.

 

As Forças Armadas das Filipinas alegaram ter travado um confronto militar com as 19 pessoas, mas suas mentiras logo começaram a desmoronar quando surgiram informações de que, entre os mortos, apenas um pequeno destacamento era composto por combatentes revolucionários. A maioria das vítimas era formada por civis que documentavam uma atividade camponesa ao lado de agricultores que enfrentam há muito tempo a grilagem de terras e a opressão sistêmica. Esse massacre desumano é mais um entre incontáveis exemplos em que as fascistas Forças Armadas das Filipinas deliberadamente atacaram ativistas e civis e, em seguida, tentaram fabricar alegações de “legítima defesa” para esconder sua sede de sangue. O ataque forçou mais de 650 moradores da comunidade a abandonar suas casas e buscar refúgio em outros locais.

 

Esse massacre coincidiu com o início dos exercícios militares anuais Balikatan (“Ombro a Ombro”), os maiores já realizados entre os Estados Unidos e as Filipinas. Neles, aproximadamente 10 mil soldados norte-americanos juntaram-se às forças militares de Japão, Austrália, Canadá, França e Nova Zelândia, além de mais 17 países observadores, para realizar enormes manobras de guerra em todo o arquipélago, numa provocativa demonstração de força contra a China, declarada pelos Estados Unidos como seu principal rival estratégico. Durante esses exercícios, os Estados Unidos treinam as Forças Armadas das Filipinas para utilizar as próprias armas que lhes vendem anualmente, de modo que possam ser facilmente empregadas como carne de canhão na linha de frente de uma futura guerra contra a China. Porém, na escalada norte-americana rumo a uma guerra imperialista contra a China, são as pessoas comuns que rotineiramente morrem pelas armas fornecidas pelos Estados Unidos. Portanto, nenhuma guerra conduzida pelos Estados Unidos ou por seus governos fantoches podem ser considerada uma guerra justa, nem tais guerras jamais conduzirão a uma paz genuína. São os povos que lutam pela libertação nacional, por transformações sociais autênticas e por justiça para os mais explorados da sociedade, como os 19 mártires de Toboso, que verdadeiramente dedicam suas vidas à construção de uma paz justa e duradoura nas Filipinas.

 

A ILPS une-se de braços dados ao movimento de massas nas Filipinas que luta pela democracia nacional e por uma paz justa contra o terror de Estado fascista do regime fantoche de Marcos, apoiado pelos Estados Unidos. Reiteramos a exigência de uma investigação imediata e imparcial do sangrento massacre cometido pelas AFP em Toboso. O regime EUA-Marcos e os assassinos fascistas devem ser responsabilizados por esses crimes de guerra horrendos, que constituem uma flagrante violação do direito humanitário internacional.

 

Justiça para as vítimas do massacre de Toboso!

Parar os crimes de guerra apoiados pelos Estados Unidos nas Filipinas!

 

Declaração da Liga Internacional da Luta dos Povos (ILPS)

 

JORNAL-BANNER.png
bottom of page