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Governo da Índia recrudesce repressão contra os naxalitas em meio a pandemia



A Índia, governada pelo arquirrecionário Narenda Modi, apresenta um dos piores cenários da pandemia hoje no mundo. Já foram registrados mais de 29 milhões de casos, tendo tido 351 mil mortes oficiais, cifra que certamente está diminuída pela subnotificação. Além disso, o descontrole sanitário do país criou condições para o desenvolvimento de uma nova variante do coronavírus, mais contagioso e que agora é mais uma ameaça de originar novas ondas da doença.


Mesmo diante desse quadro dramático para todo o povo indiano, o governo e as forças armadas aproveitam o foco da doença, para ampliar e recrudescer a repressão, principalmente contra os guerrilheiros naxalitas.


No último 31 de maio, um quadro do Partido Comunista da Índia (Maoísta) foi morto a tiros por forças de segurança na área florestal da localidade de Marwa a cerca de 55 km da sede do distrito de Gumla. O confronto entre as forças de segurança e os guerrilheiros ocorreu pela manhã daquele dia e durou cerca de uma hora.


No mesmo dia, outro quadro do Exército de Guerrilha de Libertação do Povo (PLGA), ala militar do CPI (maoísta), foi morto em uma troca de tiros com as forças de segurança no distrito de Dantewada, no estado de Chhattisgarh. O camarada foi identificado como Vaiku Pekko, 24 anos, e tinha uma recompensa sob sua cabeça colocado pelo governo indiano.


Gaddam Madhukar, um secretário do Comitê Zonal Especial de Dandakaranya do CPI (maoísta), morreu em 6 de junho no Hospital Osmania, no distrito de Hyderabad, no estado de Telangana. A suposta causa de sua morte foram complicações decorrentes da Covid-19. Madhukar havia sido recentemente preso pela polícia no último dia 2 de junho enquanto viajava de carro em busca de tratamento para uma infecção por Covid-19. Ele foi colocado sob prisão preventiva na Cadeia Central de Cherlapally, onde estava sob tratamento para complicações pós-Covid-19 no Hospital Osmania, onde morreu em 6 de junho.


Um porta-voz oficial do partido denunciou que assim como outros quadros, Madhukar foi torturado pelas forças policiais. Em uma carta divulgada afirma que comida misturada com veneno foi dada a eles por um mensageiro e que muitos quadros adoeceram e foram forçados a sair da clandestinidade em busca de tratamento. Dessa forma, a polícia indiana prendeu alguns dos que buscavam tratamento e os torturou até a morte.


No último ano, os comunistas indianos intensificaram as ações armadas contra o Estado reacionário e participaram ativamente das grandes lutas das massas camponesas levam a cabo a mais de um ano contra as leis monstruosas impostas por Modi.


Desde 1967 os comunistas (maoístas) indianos organizam as massas camponesas e o proletariado em uma guerra popular prolongada para a derrubada do poder político das classes reacionárias, para concluir as tarefas democráticas da revolução e levar adiante a edificação do socialismo.