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"Enquanto o regime Marcos ataca a China, os EUA avançam nas Filipinas"

  • Foto do escritor: NOVACULTURA.info
    NOVACULTURA.info
  • há 2 minutos
  • 4 min de leitura

 

Nos últimos dias, alguns políticos e funcionários pró-ianques do regime EUA-Marcos cercaram os representantes da embaixada da China nas Filipinas, acusando-os de serem “visitantes indesejáveis” e de “interferência”. Enquanto isso chamava a atenção do público, as forças navais e militares dos EUA expandiam-se silenciosamente no país, fortalecendo continuamente sua presença militar em terra e no mar ao redor das Filipinas.

 

Um intenso confronto verbal explodiu depois que o Cmdr. Jay Tarriela, porta-voz da Guarda Costeira das Filipinas–Mar do Oeste Filipino (PCG-WPS), divulgou imagens zombeteiras que insultavam o líder da China, contrariando os padrões de civilidade entre nações. Isso provocou uma forte reação dos representantes chineses, que também usaram palavras duras para exigir medidas disciplinares contra o oficial da Guarda Costeira.

 

As ações de Tarriela foram calculadas para provocar a China. Ele fez isso um dia antes da realização da “consulta bilateral”, um diálogo iniciado pela China na cidade de Xiamen. Seu papel é claramente o de inflamar o antagonismo contra a China desde que foi nomeado porta-voz do PCG-WPS em 2023, após receber treinamento em Washington.

 

Ele foi apoiado por alguns senadores, liderados pela senadora Risa Hontiveros. Ela conseguiu a assinatura de 15 senadores em uma resolução para condenar a China, enquanto alguns discutiam declarar “persona non grata” um representante da embaixada chinesa. Parecia que estavam queimando a ponte da diplomacia.

 

Hontiveros é conhecida como “Amboy” (submissa aos EUA) e instigadora do sentimento anti-China. Ela busca apoio dos EUA para suas ambições em 2028. O suposto “defender a soberania” usado por ela e pelo Senado para atacar a China é apenas disfarce. O Senado não disse nada sobre a assinatura do Acordo de Aquisição e Serviços Cruzados Filipinas-Japão em 15 de janeiro. Em 2024, ratificou o Acordo de Acesso Recíproco (RAA). Ambos são violações abertas da independência nacional, pois permitem ao Japão livre entrada e circulação militar no país, como parte de seu papel de aliado dos EUA na estratégia da “primeira cadeia de ilhas” para cercar a China.

 

Nem uma vez o Senado tomou posição coletiva contra o aumento das bases militares dos EUA nas Filipinas sob o EDCA, nem contra as instalações secretas dos EUA em Palawan, Ilocos, Aurora, Cagayan e outros lugares, nem contra o posicionamento de mísseis de longo alcance e outras armas de guerra em locais secretos do país. Permaneceu silencioso diante da entrada e navegação de navios de guerra dos EUA nas águas territoriais e entre as ilhas filipinas, assim como diante do ancoramento de enormes embarcações navais norte-americanas na zona econômica exclusiva do país.

 

Também não se opôs à preparação contínua dos EUA para a guerra e ao envio crescente de equipamentos e tropas militares para as Filipinas. Não falou contra o plano dos EUA de “vender” os locais EDCA nas Filipinas para Taiwan, nem contra a intenção de usar o Golfo de Davao como “centro de reabastecimento” para servir às forças navais estadunidenses. O Senado também se manteve calado sobre o plano de construir uma fábrica de munições em Subic, parte do projeto dos EUA de transformar o país em base de operações de guerra na Ásia.

 

Enquanto alguns políticos e funcionários de Marcos tagarelavam contra a China, os EUA estabeleceram silenciosamente uma nova Força Rotacional do Exército–Filipinas, sob sua Task Force Philippines. Junto às Forças Armadas Filipinas e às forças militares de países aliados, serão realizadas novamente novas manobras nas águas da zona econômica exclusiva das Filipinas.

 

Enquanto nas Filipinas se intensificam os ataques anti-China em favor dos EUA, no mundo inteiro crescem as condenações ao imperialismo norte-americano. Isso ocorreu após os EUA invadirem a Venezuela e sequestrarem seu presidente Nicolas Maduro e sua esposa Cilia Flores. Seguiu-se a declaração de que tomariam a Groenlândia, ameaças ao México, Colômbia e Panamá, incitação de conflitos e ameaças de invasão ao Irã, além do endurecimento do bloqueio contra Cuba e países que mantêm amizade ou comércio com ela.

 

Esses fatos expuseram o vazio do chamado “ordenamento internacional baseado em regras” propagado pelos EUA. O fascista delirante Trump deixou claro que “America First”, ou seja, os interesses dos EUA, é o verdadeiro motor dessa política, na corrida desesperada para controlar fontes de petróleo e matérias-primas em diferentes partes do mundo. Para não ficar preso ao direito internacional, ele enfraquece a ONU ao abandonar comissões e deixar de pagar contribuições. Trump criou o chamado Board of Peace, supostamente para substituir uma ONU “inútil”, a fim de dar aparência de legitimidade internacional à imposição do poder dos EUA e de Israel sobre a Faixa de Gaza.

 

Os EUA foram condenados em diversos países, e até mesmo aliados imperialistas próximos começaram a se distanciar. Essas medidas também foram criticadas pelo povo americano, junto a grandes protestos contra o regime fascista de Trump devido a assassinatos cometidos por agentes do Estado e ao encarceramento de dezenas de milhares de imigrantes. Trump também enfrenta amplo ódio popular por sua ligação com Jeffrey Epstein, criminoso condenado por abuso contra mulheres e crianças.

 

Nas Filipinas, a mídia pró-EUA tenta encobrir a condenação mundial contra os EUA com ataques orquestrados à China. A China é apresentada como “ameaça” à soberania filipina, para sustentar a mentira repetida de que o país precisa da ajuda dos EUA para se defender. A verdadeira ameaça às Filipinas é a crescente possibilidade de agressão militar norte-americana na Ásia, em conluio com Japão, Austrália e outros aliados. Isso arrastará o povo filipino para um conflito internacional contrário aos interesses nacionais.

 

É urgentemente necessário que o povo lute pela verdadeira soberania nacional. Deve-se fortalecer o movimento de massas patriótico para exigir o desmantelamento das bases militares dos EUA, a expulsão de todas as tropas imperialistas estrangeiras e o fim da interferência militar norte-americana no país.

 

Do Ang Bayan

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