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"Diante de Cuba: tirar o chapéu e firmar bem as botas"

  • Foto do escritor: NOVACULTURA.info
    NOVACULTURA.info
  • há 6 minutos
  • 2 min de leitura

Depois de ver e ouvir o Presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, a maneira como respondeu perguntas da imprensa e a clareza com que abordou temas de profundo alcance nacional e internacional, como cidadão cubano me restam duas certezas: é preciso tirar o chapéu em respeitosa reverência diante da grandeza do meu país (tal como afirmou o próprio mandatário) e não temos outra opção mais objetiva e otimista do que firmar bem as botas e olhar para dentro.

 

É o que, desde seu aparente repouso em Santa Ifigenia, nos recomenda com sua visão imortal o Comandante em Chefe Fidel Castro Ruz, o que nos aconselha a rica história que temos como nação e o que também nos sugere, dia após dia, o mesmo império que move até o mais absurdo deste mundo para nos asfixiar como povo. É óbvio que tudo o que possam nos fazer chegar braços amigos (governos, organizações, instituições, organismos) será bem-vindo, porque, além disso, Cuba tem o direito de aceitá-lo.

 

Mas conceitos como o da Guerra de todo o povo nos mostraram a necessidade de nos prepararmos para a pior opção, não depender de ninguém, desenvolver-nos por nós mesmos, resistir, não claudicar, não nos rendermos e muito menos conceber a derrota.

 

Por isso, não farei o jogo de ninguém interpretando mal as medidas que, com o fim imediato de enfrentar o panorama, adote a direção do país. Essa é a matriz de quem nos adversa, não dos revolucionários. Pensemos, de verdade, quantas soluções, experiências e potencialidades acumulamos, mas não aproveitamos.

 

Por que, se há unidades produtivas, camponeses, cooperativas… que continuam tirando da terra valioso fruto, em um contexto igualmente complicado do ponto de vista material e financeiro, outros penam ficando para trás?

 

Esquecemo-nos da bênção que significou o biogás nos anos mais duros da década de 90. O mesmo com os moinhos de vento, a junta de bois...

 

É alentador ouvir que o país se empenha em aproveitar mais e melhor seu petróleo nacional (equivalente de petróleo), com intenção, inclusive, de refiná-lo e elevar sua qualidade; que, contra vento e maré, prossegue a instalação de parques fotovoltaicos (elevaram de 3% para 10% a geração com fontes renováveis em 2025), que módulos ou sistemas fotovoltaicos continuarão beneficiando famílias de zonas afastadas e instituições sociais muito sensíveis, de saúde, de educação…

 

Amarrar as botas e o cinturão é desatar nós na mentalidade para poder liberar as forças produtivas e sobretudo as humanas. Estão interiorizando isso — com fatos concretos já — os plenários do Partido e os Conselhos de Governo, no contexto de um processo que deve envolver, integrar, motivar e sacudir também instituições, organizações, sociedade, família e indivíduos.

 

Impossível? Não, homem, não! Que desagradará à Casa Branca? Sim, homem, sim! Que estamos à beira do colapso? Jamais! Talvez colapse primeiro o imperador desde sua cadeira imperial, do que este povo que, até hoje, não baixou a cabeça diante de ninguém.

 

Do Granma

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