"Não esquecer a Palestina, o genocídio continua"
- NOVACULTURA.info

- há 4 horas
- 5 min de leitura

Quase oito décadas depois da Nakba, continua se concretizando o descarado roubo de todo um território, deixando ao desamparo milhões de palestinos, que jamais deixarão de lutar até conquistar sua independência.
A Palestina continua sangrando porque seus homens, mulheres e crianças não têm um minuto de paz. Porque a entidade sionista, esse amontoado de psicopatas armados que parecem desfrutar de estender diariamente sua perversidade, não deixa de destruir tudo o que encontra em seu caminho.
De fato, falar de genocídio já parece insuficiente para expressar tudo o que vem acontecendo ininterruptamente desde 8 de outubro de 2023. Dizer isso não deve ser confundido com condenar aquele necessário levante popular que significou o “Dilúvio de Al-Aqsa” um dia antes, mas exatamente o contrário. Foi precisamente essa ação excepcional da Resistência que representou um chute no tabuleiro para que muitos, que não acreditavam do que o sionismo era capaz em termos de cometer atropelos, pudessem descobri-lo em toda a sua extensão.
Por isso, nestes momentos em que a causa da solidariedade com a Palestina parece ter perdido força, ou pelo menos não ter a potência que geraram há um ano os povos mobilizados em todo o mundo, é imprescindível continuar dando sinais urgentes. Trata-se de reanimar ações de todo tipo que impeçam que a impunidade que sustenta o avanço brutal israelense se converta em algo natural que termine institucionalizando — e muitas vezes justificando — tanta criminalidade.
Nestes dias em que o principal cúmplice e sustentador da entidade sionista, Trump, busca perpetuar, junto a seu sócio Netanyahu, a ocupação por meio de uma “Junta de Paz” cujos integrantes fazem parte do aparato sionista para ficar com o território palestino, vale recordar quais são as penúrias cotidianas que esse povo sofre. Tomando nota delas, pode-se entender as razões que a Resistência apresenta ao afirmar que “não haverá paz enquanto o ocupante insistir em fazer a guerra e não se retirar de territórios que foram, são e serão palestinos”.
Assim, as últimas notícias dilacerantes que chegam de Gaza e da Cisjordânia ocupada falam por si. Aos bombardeios contínuos em toda a Faixa, à destruição do que resta de abrigo para quem perdeu tudo, à fome, às inundações e ao frio sem nenhum tipo de proteção, soma-se a atuação de franco-atiradores que competem atirando contra mulheres e crianças, e depois exibem nas redes suas fotos sorridentes pelas “façanhas” cometidas. Também sobram episódios que, por si sós, se convertem em cruéis demonstrações do que é esse novo nazismo que se aninha nas entranhas da entidade sionista.
Está o caso daquele desprezível racista chamado Ben Gvir, que dia sim e outro também se empenha em destruir a enorme dignidade das e dos prisioneiros palestinos. Junto com seu séquito de guarda-costas e um punhado de “jornalistas” cúmplices do genocídio, vangloria-se de visitar os campos de extermínio e dirigir pessoalmente sessões de tortura contra os presos. Fez isso há alguns meses na cela do líder palestino Marwan Barghouti, a quem seus capangas quebraram várias costelas a golpes, e voltou a repetir dias atrás na prisão de Ofer.
Ali, soldados sionistas esmeraram-se em sua brutalidade, lançando aos pés do ministro os corpos algemados daqueles que há décadas vêm suportando, em cárceres-túmulo, todo tipo de sevícias. Não satisfeito, Ben Gvir ordenou lançar bombas de efeito moral na porta das celas, ao mesmo tempo que soldados sionistas corriam para hostilizá-los com seus fuzis. Tudo isso enquanto o energúmeno gritava: “vamos matar todos, saibam disso, não ficará nenhum terrorista vivo”. Disse isso fazendo um gesto para que aquela imprensa canalha que o rodeia tomasse nota, e que depois celebra as ameaças do ministro em artigos que estimulam ainda mais a veia criminal de uma população que parece contar com centenas de milhares de assassinos seriais.
Não se trata de exagero nem de uma condenação xenófoba contra o povo judeu, mas da triste constatação de que o sionismo contaminou de tal maneira o pensamento da grande maioria dos israelenses, convertendo-os em cúmplices ou, o que é pior, em executores impunes de crimes contra a humanidade.
É o mesmo Ben Gvir que, com seu colega Smotrich, convenceu o restante do “muito democrático” parlamento israelense a aplicar a pena de morte aos presos e presas palestinas, e para isso já começaram os “preparativos”, construindo espaços nas próprias prisões onde suas vítimas seriam martirizadas na forca.
No entanto, não são apenas Ben Gvir ou Netanyahu os ideólogos dessas iniciativas criminosas que, ao que parece, nenhuma instituição, governo ou coalizão de países vê necessidade de deter; todo esse mecanismo repressivo vem acompanhado do verdadeiro plano de colonizar todo o território palestino. Nesse sentido, o inimigo avança em duas frentes. Por um lado, multiplicando a situação sangrenta em Gaza, com a fronteira de Rafah à disposição das autoridades sionistas, obviamente com a aquiescência egípcia, o que significa que a ajuda humanitária continua sem chegar à população palestina, ao mesmo tempo que dezenas de milhares de feridos graves seguem sem poder sair para hospitais do Egito. Tampouco se permite o retorno daqueles que há dois anos lutam para voltar a Gaza e reencontrar o que possa restar de suas famílias.
Por outro lado, na Cisjordânia, ocorre sistematicamente a destruição de povoados e campos de refugiados e a detenção de milhares de palestinos, graças à ação conjunta das tropas de ocupação e dos colonos armados. Eles se encarregaram de “limpar o terreno” para que agora se produza a anexação em tempo real de grandes extensões de território. Choca ver bandeiras sionistas tremulando em locais que até ontem abrigavam famílias palestinas, mas mais chocante ainda é observar soldados israelenses descerem de seus veículos blindados e, a golpes de coronha de fuzil, lançarem à rua mulheres e crianças que, entre a raiva e o choro, defendem o pouco que lhes resta. São imagens dolorosas de Tulkarem, Hebron, Nablus ou da própria Ramallah.
Acompanhando essa ofensiva, destaca-se a total cumplicidade dos mandatários árabes, exceto, claro está, os do Eixo da Resistência, mas brilham por fazer reverência aos EUA e aos sionistas os famosos “mediadores” (Qatar, Egito e similares) e a decadente União Europeia. Cada um deles tem as mãos manchadas de sangue palestino, e isso não terá perdão nem esquecimento nos anos vindouros.
Por fim, é evidente que, quase oito décadas depois da Nakba, continua se concretizando o descarado roubo de todo um território, deixando ao desamparo milhões de palestinos que, como assinalam os responsáveis das distintas facções da Resistência, jamais deixarão de lutar até conquistar sua independência.
Os sionistas poderão, em função de seu poderio bélico, aumentar o número dos 750 mil colonos já existentes, ocupando de forma ilegal terras que não lhes pertencem, mas o certo é que jamais poderão viver em paz. Nada nem ninguém poderá impedir que novas ondas de palestinos que hoje mesmo estão nascendo gerem novas ondas insurgentes que acabem convertendo esses assentamentos em um inferno quando menos se espere. Então voltará a se repetir a conhecida sentença que se multiplicou em 7 de outubro de 2023: “quem semeia ódios…”
Do La Haine




















.png)

























































































































































Comentários