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"Cuba, a irreverente 'ameaça'"

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  • 2 de fev.
  • 3 min de leitura

Da Casa Branca, neste 29 de janeiro, o presidente Donald Trump decretou uma emergência nacional sobre Cuba, à qual declarou como “ameaça incomum e extraordinária para a Segurança Nacional e a política externa dos Estados Unidos”, ao mesmo país que eles bloqueiam há mais de seis décadas.

 

Embora queiram fazê-la parecer uma medida de segurança, do que se trata é do uso da pressão como ferramenta geopolítica e de desestabilização. Pretende, entre seus objetivos, punir coletivamente o povo cubano por sua firme decisão de escolher o caminho da soberania e do direito à autodeterminação, ao qual não renunciará.

 

Assim, entra hoje em vigor a Ordem Executiva assinada pelo presidente norte-americano, com a qual declara emergência nacional nesse país, dado que — alega o documento repleto de falácias — Cuba possui em seu território “sofisticadas capacidades militares e de inteligência que ameaçam diretamente a segurança nacional dos Estados Unidos”, e mantém relações com “países hostis, grupos terroristas transnacionais e atores malignos adversários” da nação norte-americana.

 

O Governo dos Estados Unidos volta a mentir, como o faz sistematicamente. Sabe muito bem que Cuba não abriga terroristas, não dá refúgio a organizações terroristas, não tortura supostos opositores e não coopera de forma ilegal com nenhum país. É nesse território que, sim, encontraram amparo assassinos como Luis Posada Carriles, responsável pelo crime do avião de Barbados, e outros que ainda circulam pelas ruas de Miami.

 

Com o “dever imperativo de proteger” os EUA, o mandatário republicano anunciou que imporá novas tarifas “às importações de mercadorias provenientes de um país estrangeiro que venda ou forneça, direta ou indiretamente, petróleo a Cuba”. Com isso, será atingido um ator transversal da economia nacional.

 

Depois, as consequências não afetarão apenas o Governo, mas incidirão diretamente no bem-estar da população e em todos os setores.

 

A medida constitui um ato de genocídio econômico disfarçado de segurança nacional. Os EUA não podem impor sua vontade pela força, e o mundo terá de decidir de que lado está a razão e se aprova ou rejeita a ignomínia.

 

A Ordem Executiva de Trump fala sobre violações de direitos humanos, repressão e desestabilização regional na Maior das Antilhas. O que não diz é que a medida extraterritorial sobre a qual pesa sua assinatura cumpre plenamente os parâmetros para se enquadrar nesses mesmos elementos, além de causar sofrimento humano e afetar a vida de milhões de pessoas.

 

A administração dos EUA insiste em que a nação caribenha apoia o narcotráfico, ainda que nosso país não constitua destino, trânsito nem depósito de drogas, como resultado da vontade de sustentar uma política de tolerância zero.

 

A atuação da Ilha no enfrentamento ao terrorismo e ao narcotráfico no continente é de longa data e apresenta resultados concretos, cooperando com os próprios Estados Unidos na luta contra as drogas e a criminalidade. A Ordem Executiva ignora isso.

 

No entanto, sabe-se que Cuba, por sua localização geográfica, está inserida em uma das rotas internacionais mais ativas do narcotráfico, que conecta as zonas de produção na América do Sul com o principal mercado consumidor nos Estados Unidos, disse recentemente à imprensa o primeiro-coronel Yvey Daniel Carballo Pérez, chefe do Estado-Maior da Direção de Tropas Guarda-Fronteiras do Minint.

 

Então, Cuba — livre, independente, soberana, democrática, de justiça social e solidariedade humana — é uma ameaça à Segurança Nacional dos EUA ou ao desenvolvimento de seus interesses hegemônicos, expansionistas e de sustentação da grave crise sanitária gerada pelo fentanil dentro de suas próprias fronteiras?

 

O povo cubano, de estirpe martiana, conhece as entranhas do monstro e sabe decifrar suas mentiras. Não se deixará enganar. Suportou quase 70 anos de bloqueio genocida e soube resistir de forma estoica, sem renunciar a seus princípios, a todas as agressões do império. Desta vez não será diferente.

 

Do Granma

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