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"Cuba: Estado falido ou estado de desejo do império?"

  • Foto do escritor: NOVACULTURA.info
    NOVACULTURA.info
  • há 3 horas
  • 4 min de leitura

Seria preciso perguntar o que o império estadunidense entende por Estado falido, com o qual rotula de forma doentia Cuba.

 

Pode um Estado falido ter um sistema de educação de referência no mundo inteiro? Contar com uma Saúde Pública reconhecida em todo o planeta, capaz de garantir o bem-estar de sua população e o de outros povos? Acaso esse ente enfrentaria uma pandemia como a da COVID-19, colocando à disposição vacinas geradas em tempo recorde?

 

Um país nessas condições poderia contar com um arsenal científico produtor desses fármacos, estar na vanguarda da luta pela vida de seus cidadãos e dos do mundo, a partir de um trabalho certeiro e exímio de ciência e inovação?

 

Teria excepcionais expoentes da arte? Falamos da música, de uma companhia de dança excelsa, como o Ballet Nacional de Cuba, ou de poetas e escritores que lideraram o pensamento intelectual de seu país. Poderia ser uma potência esportiva, com títulos olímpicos e mundiais em mais de 15 disciplinas?

 

Uma coisa é Estado falido e outra é querer que esse Estado falhe como projeto econômico-social. A uma pequena Ilha de pouco mais de 110 mil quilômetros quadrados, de aproximadamente dez milhões de habitantes, com uma economia dependente, o império mais poderoso da história da humanidade lançou mão de tudo para fazê-la falhar.

 

A esse poder, que se assenta em um território de 9.867.675 quilômetros quadrados, com uma população de mais de 340 milhões; e que, além disso, é a economia que imprime a moeda de troca no mundo, deveria dar vergonha tamanha ignomínia.

 

Para fazê-la falhar, o mesmo que assim a rotula passou pela invasão militar de 1961 (Playa Girón) e depois pela Operação Mangosta, no mesmo ano, com 32 tarefas: 13 econômicas, seis políticas, cinco militares, quatro de inteligência e quatro de guerra psicológica, às quais se somaria a biológica, utilizando um agente químico para afetar a visão dos cortadores de cana e sabotar a safra açucareira; também recorreu à bacteriológica, ao introduzir a ferrugem da cana em 1978, a febre suína africana entre 1971 e 1980, o mofo azul do tabaco em 1980, a dengue hemorrágica e a conjuntivite hemorrágica, em 1981.

 

Hoje mantém a pressão letal do bloqueio econômico, comercial e financeiro mais longo e genocida da história, recrudescido pela atual administração, no qual inclui a perseguição histérica às finanças de Cuba, o cerco implacável para que não chegue sequer uma gota de combustível, e a inclusão na espúria e arbitrária lista de países patrocinadores do terrorismo, o que reforça a condição de risco-país para o comércio.

 

Agora, além de persistir em todas essas linhas — nas quais a mentira, a guerra midiática e o ódio são outros de seus componentes —, intensifica a guerra psicológica, como acaba de fazer seu próprio imperador ao responder o que aconteceria com Cuba após a traiçoeira agressão à Venezuela, que desencadeou o sequestro de seu Presidente constitucional e de sua esposa, em 3 de janeiro passado. “Cuba está à beira de cair, sua economia está em ruínas e já não terá acesso ao petróleo venezuelano. Não sei como vão conseguir se manter”, disse Donald Trump.

 

Esse, mais do que a alardeada alusão a Estado falido, é o seu estado de desejo, longamente frustrado, porque o cubano é um povo que resiste, se reinventa e vence a cada amanhecer. Faz isso em meio a essa guerra econômica que, como o memorando de Lester Mallory, subsecretário de Estado, de 1960, busca criar desespero, caos e fome na Maior das Antilhas.

 

Por nos quererem fazer falhar, o bloqueio e todas as artimanhas do jogo sujo do Governo dos Estados Unidos fazem com que Cuba sofra hoje um deterioro de seu sistema energético que fere todos os processos econômicos e sociais da nação, desde a produção de alimentos até a industrial, o que tensiona a vida nos lares do país. Com esse mesmo propósito chegaram ao crime de negar, em plena pandemia da COVID-19, o oxigênio que salvava vidas.

 

No entanto, Cuba está de pé e combatendo; é claro que sente o impacto da prosperidade que o governo imperial lhe rouba todos os dias. Mas, apesar de toda a sua vil hostilidade e de seu poderio, não conseguiu fazê-la falhar; e isso lhe retorce o fígado, provoca espasmos políticos. A razão é que não há um vazio de poder, elemento que fixaria a condição de Estado falido. Sabe bem quem a enfrenta que o Partido, o Estado e o Governo, junto ao seu bastião mais erguido, que é o povo, não cessam de encontrar soluções; e isso o assusta ainda mais.

 

Há quatro anos, o colega Michel Torres, nestas mesmas páginas, citava o cientista político canadense Kalevi Holsti, que definiu o Estado falido como aquele que carece da “capacidade de gerar lealdade”. Má notícia para o império fascista, porque aos cubanos e a seu Estado sobra esse atributo, assentado na força de sua unidade.

 

Do Granma

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