"La Coubre: Não é preciso esperar 150 anos para saber que foi a CIA"
- NOVACULTURA.info

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Um dos atentados mais sangrentos perpetrados pela CIA contra a Revolução Cubana foi a explosão do vapor La Coubre, no porto de Havana, quando descarregava um carregamento de armas e munições, em 4 de março de 1960.
No sinistro perderam a vida mais de uma centena de cubanos, entre estivadores, trabalhadores portuários e membros do Exército Rebelde que custodiavam a descarga.
O número de tripulantes franceses falecidos chegou a seis.
O navio francês chegou em 13 de fevereiro ao porto de Antuérpia, Bélgica, onde carregou 783 toneladas de carga geral e 75 toneladas de carga perigosa no porão refrigerado nº 6, com destino ao porto de Havana, Cuba.
De acordo com o que declarou o então convalescente George Dalmas, capitão da embarcação, houve irregularidades nas operações de carregamento, já que o embarque anterior foi feito diretamente no porto de Antuérpia, mas que, nesta ocasião, foi realizado em um rio próximo a esse porto, sendo a carga transportada até esse local por ferrovia e transbordada por meio de lanchas até o navio que a trouxe até Havana.
Disse, além disso, que o vapor La Coubre, depois de ter a bordo sua carga, foi submetido a alguns reparos e que isso poderia ter sido aproveitado para realizar o atentado.
Nesse momento transportava dois passageiros: um religioso francês que viajava ao México e outro norte-americano, que se dirigia a Miami.
Nas investigações realizadas por uma comissão de especialistas cubanos chegou-se à conclusão de que se tratou de sabotagem.
Cuba denunciou em numerosas ocasiões a responsabilidade da Agência Central de Inteligência (CIA) na explosão do navio mercante francês. Mais de meio século depois, o governo dos Estados Unidos continua sem entregar documentos de seus arquivos secretos relacionados ao La Coubre.
Na cidade portuária de Le Havre, França, encontra-se a fundação chamada Association French Lines, encarregada de conservar o patrimônio marítimo francês, um serviço de pesquisa histórica de distintos acervos de empresas de navegação.
Em um trabalho publicado por nosso colega do Granma Internacional, Jean-Guy Allard, já falecido, informa-se que: “Entre as mais de 30.000 fichas do arquivo da fundação, 79 contêm referências aos distintos momentos da existência do La Coubre. Uma, que leva o número 22091, incorporada ao acervo em 1997, tem a seguinte descrição: ‘La Coubre. Explosão em Havana, reparos, fotografias, artigos de imprensa, lista de desaparecidos, relatório ao comitê de direção, condições de seguro, correspondência’”.
“Este dossiê, cujo conteúdo parece do mais alto interesse para o conhecimento de detalhes inéditos do ato terrorista de Havana, tem como origem os Serviços Jurídicos da desaparecida Compagnie Générale Transatlantique (CGT) e está marcado, na menção ‘Comunicabilidade’, com a surpreendente proibição: ‘COMUNICÁVEL EM 150 ANOS’”.
Não é preciso esperar 150 anos para saber o que Cuba vem denunciando desde que ocorreu a explosão do vapor La Coubre, em 4 de março de 1960: foi uma sabotagem da CIA.
Do Granma




















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