Lutas populares na Índia persistem em meio a ações da guerra popular



Conforme já informado pelo NOVACULTURA.info e diversos outros meios de imprensa no Brasil e no mundo, há quase um ano desenvolve-se na Índia imenso movimento camponês contra leis neoliberais monstruosas, movimento este que chegou ao ponto de organizar, em conjunto com o movimento operário e outros setores das massas exploradas indianas, a maior Greve Geral da história do proletariado internacional. Assim, o movimento popular indiano deve ser saudado por todos aqueles interessados no avanço da luta das massas trabalhadoras brasileiras.


Ainda que, após quase um ano de luta, as leis monstruosas pró-business não tenham sido revogadas, o campesinato trabalhador indiano e suas organizações de massas persistem em um movimento militante, com bloqueios de ferrovias, manifestações, etc.


Além disso, como nossos leitores já têm conhecimento, desde 1967 os comunistas (maoístas) indianos organizam as massas camponesas e o proletariado em uma guerra popular prolongada para a derrubada do poder político das classes reacionárias, para concluir as tarefas democráticas da revolução e levar adiante a edificação do socialismo. Por mais que a presente revolta camponesa e outras lutas populares tenham a presença de inúmeras organizações - e até mesmo de partidos revisionistas, burgueses ou pequeno-burgueses -, pensamos que a guerra popular na Índia deva ser destacada por seu ânimo militante após mais de cinco décadas de luta armada revolucionária.


Em 26 de março, no distrito de Kondagaon, estado de Chattisgarh, um pelotão do Exército Guerrilheiro de Libertação do Povo (EGLP), dirigido pelo Partido Comunista da Índia (Maoísta), incendiou pelo menos doze veículos que faziam trabalhos locais de construção civil, possivelmente empreiteiras que trabalhavam para o governo ou grandes empresas. Menos de um dia depois, no distrito de Bijapur, também em Chattisgarh, um pelotão do EGLP executou um membro do governo distrital chamado Budh Ram Kashyap que, segundo informações do site Redspark, estava envolvido em campanhas anticomunistas, atuando como informante da polícia e tomando parte ativamente no desenvolvimento de atividades de construção civil nos entornos da aldeia.


Além das ações armadas, o PCI (Maoísta) tem manifestado a sua solidariedade com as demais lutas gerais do povo trabalhador indiano. A respeito do título do presente artigo, foi feita uma declaração na qual os maoístas indianos convocaram as massas a persistirem na luta que se desenvolve há mais de um ano pela revogação das leis agrárias neoliberais, ainda que enfatizem também que os problemas básicos do povo indiano jamais serão resolvidos apenas com a revogação das referidas leis. Ao contrário, defenderam a ideia de se dirigir a presente efervescência popular pelo caminho que leve à conformação de um amplo movimento de massas, para derrubar a tirania fascista do regime de Nahendra Modi.


Está marcado para o dia 05 de abril, em Nova Delhi, capital indiana, organizado por cerca de quatro sindicatos que arregimentam a categoria dos operários ferroviários, assim como por diversos partidos políticos, um protesto para pressionar o governo Modi à construção de fábrica de vagões na cidade de Kazipet, no estado de Andra Pradesh. O PCI (Maoísta), também em comunicado recente, declarou apoio ao protesto e enfatizou que esta é uma demanda de muitas décadas dos ferroviários indianos, assim como denunciou os movimento do governo de Modi em privatizar ferrovias da Índia.

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