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"A crise do Capitalismo Burocrático nas Filipinas"

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    NOVACULTURA.info
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

 

A situação atual nas Filipinas trouxe à tona uma profunda traição por parte dos capitalistas burocráticos do governo reacionário, que há muito tempo vêm enganando o povo filipino às custas de suas vidas e meios de subsistência.

 

A chocante dimensão da corrupção envolvendo políticos, dinastias políticas e seus aliados empresariais evidencia um sistema que prioriza o enriquecimento pessoal acima do bem-estar da população.

 

O caso dos projetos-fantasma de controle de enchentes do Departamento de Obras Públicas e Rodovias (DPWH), no qual bilhões de pesos foram desviados, sequer arranha a superfície. O mesmo se aplica a figuras como os Discayas.

 

A questão vai muito além de um departamento governamental e de um regime. Ela diz respeito a toda a burocracia reacionária que serve aos caprichos de seus mestres imperialistas, em conluio com os grandes proprietários de terra e a burguesia compradora.

 

A corrupção sistêmica enraizada na sociedade semicolonial e semifeudal criou um ambiente propício para discutir a natureza insidiosa do capitalismo burocrático e suas origens — expondo a profundidade de suas raízes em um sistema decadente que gera capitalistas burocráticos: indivíduos cujas posições políticas são descaradamente utilizadas para acumular e ostentar ainda mais riqueza, enquanto se deleitam em suas classes reacionárias.

 

A antiga questão da corrupção agora se revela como um produto desse sistema pernicioso, provocando uma mudança no debate público.

 

A revelação da corrupção sistêmica destacou a crise crônica do sistema semifeudal e semicolonial — tornando cada vez mais evidente que o capitalismo burocrático se coloca como um dos três grandes males, junto ao feudalismo e ao imperialismo, que assolam o sistema apodrecido.

 

A situação provocou indignação generalizada e mobilização entre o povo.

 

Em todo o país, protestos irromperam, ecoando os clamores por justiça e responsabilização. Manifestantes estão se unindo em torno de uma ampla gama de exigências: desde justiça e prestação de contas até a derrubada tanto do presidente Ferdinand Marcos Jr. quanto da vice-presidente Sara Duterte.

 

A crescente raiva entre os filipinos serve como um poderoso lembrete de que a chamada resiliência do povo diante das injustiças sistêmicas não é suficiente e, de fato, tem sido usada como desculpa para maior exploração.

 

À medida que mais setores da sociedade despertam para a realidade do capitalismo burocrático e da corrupção sistêmica, cresce o consenso de que mudanças fundamentais são necessárias.

 

A luta para retomar o futuro do país não é apenas um chamado pela destituição de líderes corruptos, mas também uma exigência por um sistema econômico e político reimaginado.

 

Trata-se de vislumbrar um sistema completamente novo que coloque o bem-estar das massas acima de tudo.

 

Trata-se de travar e impulsionar a revolução democrática nacional, derrubando o imperialismo, o feudalismo e o capitalismo burocrático — isto é, destruindo o sistema semicolonial e semifeudal decadente que gera corrupção.

 

Trata-se de estabelecer um governo democrático popular que ponha fim ao reinado dos ladrões.

 

O caminho à frente pode estar repleto de desafios, mas a voz do povo continuará a ressoar por toda a nação até que a verdadeira justiça e democracia sejam alcançadas.

 

Do Liberation

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