"Paz nas Filipinas"
- NOVACULTURA.info

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Desde tempos imemoriais, as classes reacionárias têm feito uso de palavras de ordem como “unidade”, “paz”, “reconciliação” para mobilizar as massas em torno delas e de seus interesses.
Mas quando um momento carregado de conflito entre elas se intensifica, elas passam a repetir esses chamados dentro de suas próprias fileiras para reduzir a tensão. Foi o caso em janeiro deste ano, quando fiéis da Iglesia ni Cristo foram mobilizados, em nome da paz, para diminuir a tensão entre as dinastias Marcos e Duterte, que já havia abalado o sistema.
No entanto, essa forma de paz imposta pelas classes reacionárias tem sido a causa da ausência de paz, da violência sistêmica e das injustiças contra as massas. A narrativa dominante é: não reclame, não proteste, não se rebele. Coopere. Diga sim à falta de terra, ao desemprego, à corrupção, à pobreza, às demolições, à pilhagem e destruição dos recursos naturais, às bases militares ianques, à dominação dos EUA, às incursões chinesas em nossos mares, à importação incessante, à destruição das indústrias locais. Diga sim à contínua exploração e opressão das massas pelas classes dominantes sob um sistema semifeudal e semicolonial.
De forma contínua, o Estado reacionário tenta inverter a situação contra aqueles que trabalham para transformar o sistema duro e violento em direção a uma sociedade filipina progressista, justa e humana. Desde as acusações mais banais, como infrações de trânsito e assembleias ilegais, até serem responsabilizados pelo subdesenvolvimento do país, aqueles que lutam contra a injustiça social e por seus direitos democráticos são chamados de tulisan, subversivos, terroristas, e acabam sendo assediados, intimidados, presos, mortos ou desaparecidos.
Nas negociações de paz, isso significa rendição, capitulação e trabalhar dentro do quadro da constituição reacionária que serve ao sistema semicolonial e semifeudal — constituição essa que as próprias classes reacionárias continuam a violar enquanto lutam entre si por sua própria parcela das migalhas dos cofres da nação que elas próprias esvaziaram.
Hostis a qualquer coisa que abale o sistema, as classes dominantes sempre insistem na “paz” para salvar o sistema semicolonial e semifeudal. Como um bando de sanguessugas, esses sugadores de sangue — os latifundiários e a burguesia compradora e seus mestres imperialistas — se agarram a esse sistema podre, protegem-no e o preservam a todo custo por causa do poder político e econômico que dele obtêm. Nem que o inferno congele entregarão seu poder às massas.
É essa situação que valida e legitima a necessidade e a urgência da revolução democrática nacional como solução para o problema secular do imperialismo, do feudalismo e do capitalismo burocrático; para alcançar uma paz baseada na justiça e não definida pelo uso das armas. Isso significa terra para quem não tem terra, comida na mesa, um teto sobre nossas cabeças, empregos e salários dignos, educação gratuita e acesso a necessidades básicas de forma acessível. Essas aspirações estão expressas tanto no Programa para uma Revolução Democrática Popular quanto no Programa de 12 Pontos da NDFP.
A revolução democrática popular nas Filipinas — liderada pelo Partido Comunista das Filipinas (CPP), com o Novo Exército Popular (NPA) e a Frente Democrática Nacional das Filipinas (NDFP) — trilha o caminho da guerra para alcançar a paz, a liberdade e a prosperidade para seu povo. É uma guerra popular que tem como alvo o imperialismo, principalmente os Estados Unidos, e a classe latifundiário-compradora como seus inimigos. Ela constrói a vida do povo, não a destrói.
Do Liberation



































































































































