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História das Três Internacionais

"A intensificação da agressão e da intervenção do imperialismo dos EUA na América Latina"

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Sob a liderança de seu presidente, Donald Trump, as ofensivas do imperialismo dos EUA contra os países latino-americanos se intensificaram no último mês. O chamado “Corolário Trump”, ou extensão da Doutrina Monroe, foi utilizado para justificar os atuais ataques, agressões e pressões.

 

VENEZUELA. Tropas dos EUA realizaram um “exercício de evacuação” no centro de Caracas, Venezuela, em 23 de maio. Dois helicópteros transportando soldados norte-americanos, ambulâncias, bombeiros e outras forças de segurança dos EUA participaram da atividade. O próprio chefe do Comando Sul dos EUA, general Francis Donovan, liderou as operações militares.

 

O governo venezuelano, sob a presidência interina de Delcy Rodríguez, permitiu a ação sob o pretexto de “protocolos diplomáticos padrão de segurança e proteção”. Rodríguez firmou diversos acordos políticos e econômicos com o governo Trump em meio a pressões e ameaças dos EUA. Entre eles estão os chamados “exercícios de segurança”. Isso ocorreu após o sequestro, pelos EUA, do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em 3 de janeiro.

 

Diversos grupos na Venezuela condenaram o exercício militar, afirmando que ele representa uma intervenção descarada dos EUA e viola a soberania do país. “Não ao exercício! Ianques, vão para casa!”, exigiram os manifestantes.

 

CUBA. Os EUA impuseram sanções e apresentaram acusações contra funcionários do governo e líderes revolucionários em Cuba. Em 4 de junho, o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou diretamente o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, sua família e parentes próximos dos Castro. Isso coincidiu com a renovação da ameaça de Trump de “resolver a questão” de Cuba após o Irã.

 

Em 20 de maio, o Departamento de Justiça dos EUA apresentou acusações contra Raúl Castro, de 94 anos, líder revolucionário, general e ex-presidente do país. Os EUA o processam em relação à derrubada de dois aviões em Cuba, em 1996, que então eram utilizados por forças pró-EUA para interferir nos assuntos cubanos. Autoridades cubanas denunciaram a medida, afirmando que ela serviria apenas como pretexto para agredir e atacar o país, como ocorreu na Venezuela.

 

BOLÍVIA. Em meio ao agravamento da crise econômica e à deterioração das condições de vida, o povo boliviano condenou a submissão do regime governante aos ditames dos EUA. Os bolivianos sabem claramente que as políticas do regime Paz, favoráveis aos EUA e às empresas estrangeiras, representam uma traição à soberania nacional. A greve geral dos trabalhadores e das massas laboriosas da Bolívia, iniciada em maio, continua. Muitas das principais cidades do país permanecem paralisadas.

 

Os grevistas ficaram ainda mais indignados com o apoio aberto dos EUA à dispersão e à repressão fascista dos protestos promovidas pelo regime Paz. Eles sabem que os EUA apoiam o regime porque ele é fundamental para a pilhagem dos recursos naturais da Bolívia. Também condenaram a intervenção norte-americana no país, incluindo a ameaça de sequestrar Evo Morales, líder anti-imperialista e ex-presidente da Bolívia.


Os EUA cobiçam as reservas de lítio da Bolívia, que estão entre as maiores do mundo. O país faz parte do chamado “Triângulo do Lítio” da América do Sul, juntamente com Argentina e Chile. Esses três países concentram mais de 50% das reservas mundiais de lítio.

 

COLÔMBIA. Os EUA estão intervindo abertamente nas eleições nacionais em andamento na Colômbia. O senador norte-americano Bernie Moreno reuniu-se ilegalmente com candidatos conservadores colombianos em 29 de maio para unificar a direita contra o candidato progressista Iván Cepeda no segundo turno de 21 de junho. Moreno integrou a delegação norte-americana de 86 membros que atua como “observadora” das eleições e como instrumento de intervenção.

 

No primeiro turno das eleições, realizado em 31 de maio, o candidato fascista Abelardo de la Espriella liderou com 43,7% dos votos. Após a divulgação dos resultados, Trump declarou abertamente seu apoio a ele para a eleição final de junho. O atual presidente colombiano, Gustavo Petro, condenou a atitude como uma afronta à soberania do país.

 

Do Ang Bayan

 

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