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"A Guerra Popular pela Libertação Nacional continua"



Ao longo de mais de 500 anos, o povo filipino se levantou em armas em uma resistência militante para defender e lutar pela liberdade do país contra os opressores estrangeiros. Milhares de batalhas foram travadas em todo o país entre os patriotas da nação, por um lado, e os exércitos de subjugação estrangeira, por outro. Mas mesmo enquanto existiam Bonifacios, Sakays, Dagohoys e outros patriotas que se sacrificaram pela nação e lutaram contra inimigos mais poderosos, também existiram Aguinaldos, Quezons, Marcoses e outros traidores que venderam a liberdade do país, que colaboraram com os mestres imperiais para servir a seus interesses pessoais e os interesses de sua classe.


Hoje comemoramos o 123º aniversário da falsa declaração de independência, quando o traidor Aguinaldo declarou a liberdade filipina sob o poder soberano dos Estados Unidos, logo depois que o povo filipino liderado pelos Katipunan conquistou sua liberdade do colonialismo espanhol através da resistência armada. Isso daria início a um período de uma guerra brutal de “pacificação” estadunidense para suprimir a resistência patriótica do povo filipino, onde mais de um milhão de filipinos morreram durante o período.


Em 4 de julho, marcaremos 75 anos de semicolonialismo, quando os Estados Unidos imperialistas concederam independência nominal às Filipinas e estabeleceram o estado-cliente sob sua proteção militar. Por três quartos de século agora, as Filipinas permaneceram sob o domínio neocolonial dos Estados Unidos, em colaboração com a grande burguesia compradora e a grande classe de latifundiários.


Nas últimas sete décadas, a riqueza e os recursos humanos e naturais do país foram implacavelmente saqueados e explorados por corporações multinacionais lideradas pelos Estados Unidos, movidas por seu apetite insaciável por superlucros. O país está condenado a um retrocesso de semifeudalismo. Continua sendo amplamente agrícola e exportador de frutas comerciais, matérias-primas, minérios e mão de obra barata. Foi impedida de desenvolver sua base industrial e capacidade de manufaturar produtos básicos para se manter por conta própria, forçando-a a importar cada vez mais itens de suas necessidades.


À medida em que a crise imperialista global se agrava e as rivalidades entre os grandes gigantes imperialistas se intensificam, as Filipinas estão sendo submetidas a uma opressão ainda pior à medida que corporações multinacionais estrangeiras, principalmente dos EUA, China e Japão, correm para extrair os maiores lucros dos recursos do país sob o regime de política neoliberal. Os bancos imperialistas e os administradores financeiros continuam a alimentar a dependência da dívida do país e a ditar políticas para permitir que os capitalistas estrangeiros obtenham mais lucros.


Sob o regime de Duterte, a falta de liberdade genuína do país piorou com sua subserviência total aos imperialistas norte-americanos e chineses, que ele falsamente proclama como “uma política externa independente”. Por um lado, ele permitiu que a China estabelecesse instalações militares e invadisse cada vez mais áreas dentro da zona econômica exclusiva do país, e desviasse nossos peixes e recursos marinhos em troca de propinas e subornos em empréstimos e concessões, e uma participação nas operações de contrabando de drogas. Por outro lado, ele continua a permitir que os militares dos EUA usem o país como base militar com instalações militares americanas dentro dos campos militares filipinos e armas estocadas em áreas estratégicas do país, em troca de maior ajuda militar para a compra de bombas, artilharia e balas para sustentar sua tirania.


Somos testemunhas do aumento da intervenção entre os rivais imperialistas. Já em 2018, a China declarou que não permitirá que o Duterte seja substituído. Por outro lado, os EUA continuam a afirmar seu controle e mobilização das forças armadas do país no Mar das Filipinas Ocidental. As próximas eleições de 2022 provavelmente verão um aumento da interferência política de ambas as potências imperialistas para garantir seus interesses estratégicos no país.


À medida que as Filipinas se tornam sujeitas a formas ainda piores de opressão nacional, a necessidade de lutar pela libertação nacional torna-se ainda mais necessária e urgente. A luta pela libertação nacional está intimamente ligada à luta política para derrubar o estado-cliente fantoche que perpetua o sistema social semicolonial e semifeudal do país. Conquistar a liberdade nacional é a condição básica para efetuar mudanças democráticas.


A guerra popular travada pelo Novo Exército Popular (NEP) é essencialmente uma guerra de libertação nacional. Faz parte do continuum histórico da resistência armada do povo filipino. Sob a liderança do Partido Comunista das Filipinas, a guerra pela libertação nacional será travada implacavelmente até que a vitória completa seja alcançada.


12 de junho de 2021


Partido Comunista das Filipinas