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Três reflexões sobre a luta atual em defesa da educação pública


1. Na atual luta que se desenvolve em defesa da educação pública em geral e particularmente contra os cortes orçamentários das universidades federais, é necessário delinearmos claramente quem são nossos inimigos para evitarmos ainda mais derrotas. Quem ganha com os cortes nos orçamentos das universidades federais, bolsas de pesquisa e mestrado, etc.? Os grandes grupos monopolistas que controlam as redes de ensino superior privado, ensino à distância, etc. são obviamente os primeiros interessados nestes cortes. Dado que, numa canetada, o fascista Weintraub impossibilitou o funcionamento do grosso das universidades públicas, não só a juventude trabalhadora como até mesmo a juventude dos setores mais abastados das classes médias terá de recorrer aos grupos privados caso queira ter acesso ao ensino superior, o que significa mais financiamentos, mais endividamentos para os estudantes, e mais superlucros para os bancos e conglomerados educacionais. Outro agente interessado nestes cortes – no qual quase não se tem falado – é, sem dúvidas, o imperialismo norte-americano. Este outro agente está intimamente ligado aos primeiros, de maneira que é difícil separar um do outro.

Os Estados Unidos, por meio de fundos de pens