Professores de São Paulo em Greve contra a volta às aulas presenciais!



Em Assembleia realizada nesta sexta-feira (05), os professores do Estado de São Paulo aprovaram Greve contra a volta às aulas presenciais, em virtude da crescente onda de infecções por Covid-19. Diferente de boa parte das movimentações da categoria, que via de regra levantam pautas econômicas e políticas, a Greve ora deliberada é sanitária e em defesa da vida dos trabalhadores. Em seu boletim, a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) divulgou que as movimentações começam nesta segunda-feira (08), com realização de nova Assembleia na sexta-feira (12).


Não é de hoje que os professores paulistas são submetidos a condições inadequadas de trabalho. No atual contexto, porém, tratam-se de condições impraticáveis: completamos 15 dias seguidos com a média móvel acima de 1 mil mortos diários por Covid-19. No Estado de São Paulo, as UTIs têm ocupação de quase 70% - a maior média de ocupação de leitos desde maio do ano passado. Somente em 2021, desde o retorno forçado dos trabalhadores da educação - ainda sem alunos, mas com atividades, reuniões de planejamento, atendimentos aos pais, etc. -, o Sindicato contabilizou, em 80 escolas estaduais, 147 casos de contaminação, incluindo internações, intubações e óbitos. E, na medida que estes professores voltarem à rotina de trabalho, não haveria risco de contaminação somente nas salas de aula, mas também nos deslocamentos feitos nos abarrotados transportes públicos das regiões metropolitanas. Com o retorno do corpo estudantil às aulas presenciais, então, as consequências seriam devastadoras - como as escolas privadas de Campinas já nos atestaram.


A pandemia vem causando grande número de vítimas nas escolas particulares que optaram pela volta às aulas. Para citar alguns casos, temos: Colégio Anglo (São Pedro), Colégio Maria Imaculada (São Paulo), Instituto Educacional Jaime Krtz

(Campinas), Colégio Farroupilha (Campinas), Colégio Coc (Bauru).


Os burocratas do velho Estado, neste caso representados por João Dória, Rossieli Soares (Secretário da Educação do Estado de São Paulo) e seu séquito, não fazem questão de esconder a sua agenda de extermínio. Postam-se como verdadeiros coveiros da classe trabalhadora ao submeter à situação de risco, no mínimo, 160 mil professores e professoras nas mais de 5 mil escolas públicas paulistas. Afora o incalculável número de alunos que frequentarão as aulas: a esses foi facultado o retorno opcional - a título de curiosidade, SP conta com 3,5 milhões de estudantes.


A proposição dos trabalhadores é continuar com o trabalho remoto, como o feito em 2020, não comparecendo às escolas, tampouco participando das aulas presenciais, até que haja a vacinação da categoria. Também se colocam em favor das vidas (as suas e as de seus alunos), que certamente serão ceifadas aos montes num eventual retorno presencial. Tratam-se, por isto, de reivindicações de forte apelo popular, que devemos apoiar e repercutir a fim de lograr a aderência de outros setores do proletariado e fortalecer o movimento de Greve.


Conclamamos os leitores do NOVACULTURA.info e demais companheiros do campo democrático e popular a apoiar e participar do movimento de Greve dos professores do Estado de São Paulo! É importante, também, que os professores pressionem o seu Sindicato para que a Greve seja levada até as últimas consequências e desemboque numa luta ainda maior, que reivindique as históricas pautas políticas dessa categoria.


Contra às políticas de extermínio de Dória, Rossieli e seus asseclas!


Não à volta às aulas presenciais!


Escolas fechadas, vidas preservadas!

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