top of page

___ VEÍCULO DE INFORMAÇÃO DA URC

NOVACULTURA.info

Marxismo-leninismo e lutas revolucionárias dos povos do mundo

FUNDO-LIVROS-Internacionais.png

Compre os quatro volumes da obra "História das Três Internacionais" de William Z. Foster com até 40% de desconto no pacote promocional

___ PROMOÇÃO

História das Três Internacionais

"Dia da Terra Palestina, 50 anos depois: memória e resistência"

  • Foto do escritor: NOVACULTURA.info
    NOVACULTURA.info
  • 2 de abr.
  • 4 min de leitura

O sionismo, como os lobos, uivou há mais de 70 anos sobre esta terra e quis devorá-la: as praias de Gaza, as montanhas do centro e do Norte, os desertos do Sul. Décadas de luta sem fim.

 

Se as oliveiras pudessem… deteriam as bombas. As bombas caindo de máquinas de ferro; as oliveiras crescendo da terra. Curvam-se, retorcem-se, resistem e florescem. Diante das bombas. Diante dos muros. Diante dos resorts, as oliveiras, quase sem ramos, continuam florescendo.

 

Hoje, quando o povo palestino comemora meio século do Dia da Terra, persistem inúmeros desafios: a expansão de assentamentos ilegais, a confiscação de terras, as restrições de acesso, os crimes contra comunidades inteiras.

 

Origem do Dia da Terra

 

Há cinco décadas, em 30 de março de 1976, as autoridades israelenses avançavam na confiscação de grandes extensões de terra no Triângulo, na Galileia e no Negev.

 

A resposta palestina foi imediata: greves, manifestações, uma revolta popular em cidades e aldeias. A repressão do colonialismo deixou seis mártires e centenas de feridos.

 

Desde então, o Dia da Terra tornou-se um símbolo nacional que recorda a conexão do povo palestino com sua terra e sua rejeição à ocupação.

 

Confisco e tentativa de controlar a terra palestina

 

Desde outubro de 2023, as autoridades israelenses intensificaram a emissão de ordens de confiscação de terras, como parte de sua estratégia para consolidar e expandir a ocupação de territórios historicamente palestinos.

 

Segundo um relatório da Comissão contra o Muro e os Assentamentos da Autoridade Palestina, em 2025 “Tel Aviv” confiscou 5.572 dunams (5,574 km²) por meio de 94 mandatos por motivos militares, além de muitas outras ordens de expropriação e declarações de “terra estatal”.

 

As medidas não foram casos isolados, mas planejadas para expandir os assentamentos coloniais, assegurar seus perímetros e construir estradas que fragmentam ainda mais o território ocupado.

 

O regime sionista destinou 16.733 dunams (16,73 km²) previamente confiscados ao pastoreio de colonos, o que evidencia uma escalada nos mecanismos de controle territorial, destacou a Comissão.

 

Durante o período entre outubro de 2023 e o mesmo mês de 2025, especialistas registraram a expropriação de 55 mil dunams (55 km²) adicionais:

 

·         20 mil dunams (20 km²) sob o pretexto de modificar os limites de reservas naturais;

·         26 mil dunams (26 km²) declarados “terras estatais”;

·         1.756 dunams (1,756 km²) por meio de ordens militares para a construção de torres, estradas e zonas de segurança ao redor dos assentamentos.

·         Deslocamento e fragmentação

 

Em Al-Quds, o povo palestino continua submetido a um regime de deslocamento e genocídio.

 

As expulsões em curso em Silwan e Sheikh Jarrah, e a demolição sistemática de moradias, fazem parte de uma estratégia deliberada para fragmentar e eliminar sua presença histórica.

 

O fechamento da mesquita de Al-Aqsa durante o Ramadã representa não apenas uma restrição à liberdade religiosa, mas um ataque à vida coletiva, à memória e à identidade.

 

A Cisjordânia enfrenta incursões militares, prisões arbitrárias, violência de colonos e expansão de assentamentos, intensificando a fragmentação e o despojo territorial.

 

As restrições de movimento e a confiscação de terras são ferramentas de controle que sufocam a vida cotidiana e negam a possibilidade de estabilidade.

 

Na Faixa de Gaza, o bloqueio contínuo e os ataques militares provocaram uma realidade humanitária catastrófica. O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas estima que mais de 1,4 milhão de pessoas estão deslocadas dentro do próprio território.

 

A vigilância constante, os controles militares e a presença de colonos armados estruturam a vida cotidiana em toda a Palestina.

 

Crianças pequenas crescem sob ocupação, aprendendo o medo como condição de existência. Colonos saqueiam casas, roubam alimentos e aterrorizam famílias.

 

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento estima que, no primeiro trimestre de 2026, a violência de colonos e as restrições de acesso à terra e aos serviços deslocaram 1.697 palestinos, números muito piores que os de 2025.

 

Guerra contra o Irã e ataques do imperialismo em todo o mundo

 

A situação na Palestina evidencia uma violência estrutural prolongada, marcada pela ocupação, pela discriminação sistêmica e por graves violações dos direitos humanos.

 

Não se trata de uma nova escalada, mas de uma realidade contínua de colonialismo, apartheid e violência de assentamento há mais de sete décadas.

 

Em nível global, o planeta atravessa hoje uma expansão e agravamento da guerra e da militarização em todo o mundo, onde as terras e as vidas dos povos se tornam campos de batalha para manter a hegemonia geopolítica das forças imperialistas.

 

Da Palestina ao Irã, do Líbano à Venezuela e a Cuba, o propósito das hegemonias é o mesmo: aumentar o controle sobre a energia mediante a fragmentação e a supressão da soberania dos povos.

 

A guerra imperialista contra o Irã acarreta uma destruição ambiental irreversível, castigando não apenas a resistência atual, mas também as futuras gerações do território.

 

No Líbano, as violações da soberania, o deslocamento forçado e a destruição de infraestruturas civis refletem uma estratégia de punição coletiva.

 

E, no entanto, a memória da terra continua viva. Os povos que resistem não se rendem: seus nomes, suas oliveiras, suas casas e suas ruas são testemunhas da luta.

 

Do Al Mayadeen

capa41 miniatura.jpg
PROMOÇÃO-MENSAL-maio 2026.png
  • TikTok
  • Instagram
  • Facebook
  • Twitter
  • Telegram
  • Whatsapp
JORNAL-BANNER.png
bottom of page