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"A 'conciliação de classes' é um veneno para a consciência revolucionária das massas"



À medida que as gerações mudam e a revolução avança, tenhamos uma consciência de classe anti-imperialista mais forte.


Dentre as tendências ideológicas que há muito varrem o planeta, confundindo a mente das pessoas e tendo efeito venenoso no desenvolvimento da história e no avanço do socialismo, está a “teoria da cooperação entre classes”.


O grande Dirigente camarada Kim Jong Il ensinou como segue:


“A classe exploradora e seus lacaios criaram a ‘teoria da cooperação entre classes’ e manobraram para bloquear a luta das massas trabalhadoras exploradas contra a exploração e opressão”.


A “teoria da cooperação entre classes”, também conhecida como “política de conciliação capital-trabalho”, é uma teoria reacionária burguesa que prega que se pode lograr “prosperidade comum” e “desenvolvimento social” por meio da coexistência pacífica, cooperação e conciliação entre a classe trabalhadora e a classe capitalista na sociedade capitalista, que é uma sociedade exploradora, e rechaça a luta e o antagonismo entre as classes. Os proponentes da “teoria da cooperação entre classes” utilizam o sofisma de que a classe trabalhadora e a classe capitalista devem cooperar uma com a outra para desenvolver a economia, já que as contradições de classe da sociedade capitalista - segundo eles - podem ser resolvidas espontaneamente à medida que as forças produtivas crescem.


Sendo assim, se a classe trabalhadora abandona a luta de classes e coopera, concilia e coexiste pacificamente com a classe capitalista, poderá alcançar a “prosperidade comum” junto com a classe capitalista?


Isso não passa de um sonho estúpido. Neste século, em que se logra rápido desenvolvimento com base nas ciências e tecnologias, as forças produtivas atingiram um estágio incomparavelmente mais elevado, mas as contradições de classe, longe de serem atenuadas, estão se intensificando. O fato de que nos EUA a riqueza das famílias ricas, que constituem 0,1% da população total, ser equivalente à riqueza da 90% das famílias comuns, que constituem a maioria da população, por si só demonstra claramente que a chamada “prosperidade comum” na sociedade capitalista não passa de uma ilusão. Quase todo o preço pago pelo sangue e suor das amplas massas trabalhadoras está nas mãos de um punhado de capitalistas. Por outro lado, as massas trabalhadoras enfrentam desemprego, pobreza e falta de direitos cada vez mais graves.


Como mostra a realidade, na sociedade capitalista não importa quão alta seja a torre da “prosperidade material” levantada com talentos notáveis, esforços e trabalho duro, as amplas massas trabalhadoras, que não dominam o Poder do Estado e os meios de produção, são sempre privadas de tudo pela classe dominante exploradora e obrigadas a levar uma vida miserável. Assim como um lobo e uma ovelha não podem coexistir pacificamente, em uma sociedade exploradora dominada pela lei da selva e pelo mamonismo e baseada no individualismo extremo, cooperação verdadeira não pode ser lograda entre as massas trabalhadoras e a classe capitalista, já que a segunda suga o sangue e o suor da primeira para obter lucros, e tampouco os benefícios da prosperidade podem ser distribuídos de forma justa.


A absurda “teoria da cooperação entre classes” vociferada pela classe capitalista e seus defensores é, antes de tudo, um veneno ideo-espiritual, de essência é reacionária, que paralisa completamente a consciência de classe e revolucionária e o ímpeto de luta das massas populares.


Todo o processo de realização da causa socialista para realizar o desejo e a aspiração das massas populares, que desejam viver genuinamente de forma independente e livres de todo tipo de dominação, exploração, pressão e subordinação, é consistente com a luta revolucionária e classista. Os protagonistas diretos desta luta não são outros senão as massas populares. Se o povo é firmemente armado com a consciência de classe e revolucionária, pode odiar a sociedade reacionária e a classe exploradora, levantar-se na luta contra ela e dedicar-se à sua causa até o fim. No entanto, se as massas trabalhadoras não são despertadas e não abrem os olhos para seu dever de classe, não poderão tomar parte na revolução nem defender os ganhos já logrados pela revolução.


A perversa classe capitalista e seus trompetistas difundem amplamente as ideias e culturas reacionárias através do veneno perigoso da “teoria da cooperação entre classes” para bloquear o surgimento e desenvolvimento da consciência de classe e revolucionária na mente das amplas massas trabalhadoras.


Diversas teorias como a “teoria da globalização”, a “teoria da sociedade da informação” e a “teoria da classe média”, que surgiram em vários estágios de desenvolvimento do capitalismo e foram difundidas pelo mundo, são teorias de ideologia reacionária que estão em sintonia umas com as outras em pregar o compromisso de classes, embora tenham bases epistemológica diferentes. A “teoria da classe média”, que defende que o fosso entre os ricos e os pobres e o antagonismo entre as classes são eliminados gradualmente à medida que as forças produtivas são desenvolvidas e aumenta a “classe média”, com a formação de uma “sociedade sem classes”, e a “teoria da sociedade da informação”, que defende que na época da indústria da informação não há luta de classes nas relações entre trabalho e capital, mas que é empreendida uma “super-luta” entre as “forças informacionalistas” e as “forças industrialistas” que transcende várias contradições e conflitos entre diferentes grupos sociais, são venenos ideológicos perigosos que têm como propósito a submissão das pessoas na sociedade capitalista e distorcer completamente a lei do desenvolvimento social e as relações de classe. A “teoria da globalização”, que prega que o surgimento de problemas comuns à humanidade exige uma política mundial que transcenda interesses e diferenças de classe, é um meio de agressão e dominação dos imperialistas que busca a submissão ao oprimir a luta anti-imperialista e castrar o senso de independência nacional e a consciência de classe dos povos do mundo, fazendo o mundo inteiro capitalista e americanizado.


Nos países capitalistas, livros e obras de literatura e arte contaminados com esses venenos são produzidos e distribuídos amplamente, obscurecendo seriamente o ídeo-espiritual das massas trabalhadoras. Os capitalistas são “especialistas” e “técnicos” com “compaixão humana” e “heroísmo”, e os filmes e diversas publicações varrem o mundo capitalista distorcendo a realidade para dizer que o mundo capitalista está logrando desenvolvimento econômico e social e “prosperidade material” por causa deles. Além disso, meios de propaganda para embelezar o sistema econômico e o sistema político capitalistas como se oferecessem uma vida satisfatória e cômoda para as pessoas através da economia de mercado e resolvessem adequadamente os graves problemas políticos e sociais por meio do pluripartidarismo e do sistema parlamentar burguês, aumentam a cada momento e confundem a consciência das pessoas.


Tais ideologia e cultura reacionárias e estilo de vida decadente cegam as pessoas no ideo-espiritual, corrompendo-as extremamente e tornando-as assim incapazes de tomar parte na luta revolucionária. Tornar as amplas massas trabalhadoras em escravos do capital que possuem uma ilusão sobre os capitalistas e o sistema explorador capitalista é a vontade da classe exploradora que clama veementemente pela “teoria da cooperação entre classes”.


A absurda “teoria da cooperação entre classes”, cuja natureza é reacionária, é também uma perigosa ferramenta ideológica dos imperialistas e dos oportunistas para exterminar o socialismo, que é o desejo e o ideal da humanidade.


Os imperialistas e os oportunistas fizeram manobras implícitas e explícitas para esmagar o socialismo com a “teoria da cooperação entre classes” desde que se fortaleceu o avanço revolucionário das massas trabalhadoras para se opor à exploração do capital e estabelecer o socialismo. Os oportunistas, capturados pela burguesia e a ideologia pequeno-burguesa, covardes do quadro superior do movimento operário e socialista comprados pela classe capitalista, obstruíram a revolução socialista alegando que a libertação da classe trabalhadora poderia ser alcançada através de compromisso e negociação, sem a necessidade de prejudicar os interesses dos exploradores. O revisionismo moderno, que emergiu dentro do movimento socialista como tendência ideológica oportunista antirrevolucionária na década de 1950, tomou a dianteira na degeneração do socialismo ao rejeitar abertamente a luta de classes anti-imperialista e adotar a “teoria dos três tipos de paz” que define a “transição pacífica”, a “disputa pacífica” e a “coexistência pacífica” entre o socialismo e o capitalismo. A social-democracia moderna, uma variante perversa do revisionismo moderno, rejeitou o papel e a posição do partido e do líder na revolução e na construção, debilitou a função do governo socialista, criou uma ilusão sobre o capitalismo e, por fim, derrubou o socialismo em muitos países.


Esse fato doloroso teve que ser registrado na orgulhosa história do socialismo, que o povo construiu com sangue e suor e defendeu sem ceder a ameaças, chantagens e opressão de qualquer força. O colapso do socialismo em muitos países foi produto do conluio entre os imperialistas e as forças contrarrevolucionárias e resultado da penetração da cultura e ideologia reacionárias e da ação corrosiva da ideologia oportunista de direita. Isso gravou uma séria lição de que a deterioração do socialismo começa com a deterioração da ideologia e da consciência de classe e o socialismo colapsa com a desintegração da frente ideológica.


Ainda hoje, os reacionários da história, como os imperialistas, fazem manobras desesperadas para infiltrar as moscas da contrarrevolução no interior dos países socialistas. Tentam infiltrar a “teoria da cooperação entre classes”, que junto com a mudança dos tempos é constantemente modificada e cria novas variantes como um vírus maligno, de formas explícitas e implícitas nos países socialistas por meio da cultura e das artes.


Sob a condição de que as forças hostis manobram persistentemente para destruir a fé no socialismo no coração dos povos, se apresenta sempre como uma questão muito importante armar-se firmemente com a consciência de classe e revolucionária.


Jamais pode haver compromisso ideológico e cooperação de classe com os imperialistas e os inimigos de classe, apenas uma feroz luta de classe, revolucionária e anti-imperialista. O compromisso e a cooperação de classe com os inimigos só podem levar à morte.


A vitória está apenas com o povo que possui firme consciência de classe anti-imperialista.


Por Ri Kyong Su, no Rodong Sinmun de 27 de março de 2023


Tradução de A Voz do Povo de 1945

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