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"Luta transcendental em torno da questão da identidade entre o pensar e o ser"



TRÊS IMPORTANTES LUTAS NA FRENTE FILOSÓFICA DA CHINA (1949-1964)


PARTE 3


Na frente filosófica da China, Yang Sien-chen, agente de Liu Shaoqi nos círculos filosóficos, provocou durante um tempo uma séria luta sobre a questão da identidade entre o pensar e o ser. Seguindo as mudanças na situação da luta de classes nacional e internacional, esta luta teve altos e baixos em três ocasiões e durou de 8 a 9 anos, entre o final de 1955 e 1964. Com a intenção de encobrir a essência da luta, Yang Sien-chen e cia difundiram toda sorte de mentiras, afirmando que era uma “controvérsia acadêmica que não tem nada a ver com a política” e que eles pertenciam a uma “escola ideológica” dedicada a explorações acadêmicas”, etc.


Isso era a verdade? Não, absolutamente.


Ao propor a “teoria da falta de identidade entre o pensar e o ser”, Yang Sien-chen tinha por objetivo opor-se a colocar o pensamento Mao Tsé-tung no comando, combater o movimento revolucionário de massas e proporcionar fundamentos “teóricos” para a linha revisionista contrarrevolucionária de Liu Shaoqi encaminhada a subverter a ditadura do proletariado e restaurar o capitalismo.


A suposta “controvérsia acadêmica que não tem nada a ver com a política” é, na realidade, uma manifestação da dura luta entre as duas classes, os dois caminhos e as duas linhas.


De fato, a “escola ideológica” dedicada a “explorações acadêmicas” era conformada por um punhado de contrarrevolucionários que cometiam numerosos crimes amparados pelo quartel general burguês de Liu Shaoqi.


I


A teoria marxista do conhecimento sempre afirma a identidade entre o pensar e o ser, afirma que, opostos entre si, o pensar e o ser se interrelacionam e transformam mutuamente sob certas condições. Marx destacou em termos explícitos:


“O pensar e o ser são, desta maneira, sem dúvida alguma, diferentes, mas, ao mesmo tempo, existem reciprocamente em uma unidade” (Manuscritos econômico-filosóficos de 1844).


Lenin disse por sua vez:


“Não só a transição da matéria à consciência é dialética, como também a transição da sensação ao pensamento, etc.” (Resumo do livro de Hegel “Lições de história da filosofia”). “O pensamento da transformação do ideal no real é um pensamento profundo: muito importante para a história” (Resumo do livro de Hegel “Ciência da lógica”).


O Presidente Mao herdou, defendeu e desenvolveu a teoria materialista dialética do reflexo. De forma penetrante expôs a lei do desenvolvimento do conhecimento humano pontuando:


“praticar, conhecer, praticar outra vez e conhecer de novo. Esta forma se repete em ciclos infinitos e, a cada ciclo, o conteúdo da prática e do conhecimento se eleva a um nível mais alto. Esta é, em seu conjunto, a teoria materialista dialética do conhecimento, e esta é a teoria materialista dialética da unidade entre o saber e o fazer” (Sobre a prática).


A teoria materialista dialética do conhecimento é uma teoria ativa e revolucionária do reflexo. Não só reconhece que o ser é o primeiro e o pensar o secundário e o pensar é um reflexo do ser, senão que, cientificamente, elucida a importância primordial da prática social para o conhecimento e destaca o grande papel da teoria revolucionária na transformação ativa do mundo. É a afiada arma do proletariado para conhecer e transformar o mundo e constitui a base teórica para colocar o pensamento Mao Tsé-tung no comando e desatar um amplo movimento revolucionário de massas em todo o nosso trabalho.


Em cada conjuntura crucial da revolução e construção socialistas da China, Yang Sien-chen saiu com sua reacionária "teoria da falta de identidade entre o pensar e o ser" para enfrentar a ativa e revolucionária teoria do reflexo, e o fantástico pensamento de Mao Tsé-tung para comandar o movimento revolucionário de massas.


O Presidente Mao tornou pública em 1955 sua grande obra Sobre o problema da cooperativização agrícola, criticando a fundo a linha oportunista de direita de Liu Shaoqi e seus comparsas que dissolveu muitas cooperativas. Isto logo desatou um auge da revolução socialista da China. Foi neste momento que Yang Sien-chen propôs a “teoria da falta de identidade entre o pensar e o ser” e atacou essa identidade qualificando-a de “idealista”, em uma estéril tentativa de opor resistência à poderosa torrente da revolução socialista.


Em 1958, o Presidente Mao formulou a linha geral de tensionar todas as forças e pugnar por marchar sempre adiante para construir o socialismo segundo a norma de quantidade, qualidade, rapidez e economia. Fez o chamamento a eliminar os fetiches e superstições, emancipar a mente e desenvolver o estilo comunista de atrever-se a pensar, a falar e a atuar. Destacou uma e outra vez que em todo nosso trabalho se deve por persistentemente a política no comando e desdobrar o movimento de massas. A teoria e a linha revolucionárias do Presidente Mao mobilizaram em alto grau o entusiasmo revolucionário e a faculdade criadora das massas populares. Surgiu em todo o país um grande salto adiante e nas zonas rurais se estabeleceram geralmente as comunas populares. A grande vitória do pensamento Mao Tsé-tung provocou a raivosa resistência dos inimigos de classe de dentro e de fora do país. Queimando os miolos, Yang Sien-chen, em seus esforços por satisfazer suas necessidades, sistematizou sua “teoria da falta de identidade entre o pensar e o ser” e preparou um artigo reacionário intitulado “breve exposição sobre as duas categorias de identidade”, opondo-se à teoria marxista do conhecimento e tratando de negar radicalmente a linha geral, o grande salto adiante e a comuna popular.


A lei da unidade dos contrários é a lei fundamental do universo, que se aplica a tudo, inclusive, desde já, à relação entre o pensar e o ser. Não obstante, Yang Sien-chen confeccionou a falácia de que a “identidade entre o pensar e o ser” e a identidade dialética” pertencem a “duas categorias diferentes” que, “ainda que iguais em palavra, são diferentes de significado”. Se opôs abertamente a aplicar a dialética revolucionária à teoria do conhecimento.


A teoria ativa e revolucionária do reflexo não só sustenta que o pensar é o reflexo do ser, senão que é a reação do pensar sobre o ser. Assim, sustenta firmemente que existe identidade entre o pensar e o ser. Ao contrário, Yang Sien-chen tratou de opor a identidade entre o pensar e o ser à teoria do reflexo, afirmando que no problema da relação entre o pensar e o ser, o “materialismo utiliza a teoria do reflexo para resolvê-lo e o idealismo o resolve mediante a identidade”. Ao negar a identidade entre o pensar e o ser, negou por completo o grande papel da teoria revolucionária e o papel ativo e consciente das massas e deformou a teoria ativa e revolucionária do reflexo na teoria mecânica do reflexo.


A concepção materialista dialética da identidade entre o pensar e o ser afirma que estes se interrelacionam e que podem se transformar um no outro a partir da prática. Mas Yang Sien-chen deformou o propósito da teoria da identidade entre o pensar e o ser no disparate idealista de que o pensar e o ser são a mesma coisa e que reconhecer a identidade entre o pensar e o ser significa dizer que “ser é pensar e pensar é ser”. Atacou desenfreadamente como “tema idealista” a ideia de que existe identidade entre o pensar e o ser.


Com o propósito de defender seu absurdo reacionário, Yang Sien-chen tergiversou as ideias de Engels tirando, vilmente, partido de uma falha na pontuação da edição chinesa de 1957 do livro Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia clássica alemã. Engels disse:


“Mas o problema da relação entre o pensar e o ser encerra, ademais, outro aspecto, a saber: que relação guardam nossos pensamentos acerca do mundo que nos rodeia com este mesmo mundo? Nosso pensamento é capaz de conhecer o mundo real; podemos, em nossas ideias e conceitos acerca do mundo real, formar uma imagem reflexa exata da realidade? Na linguagem filosófica, esta pergunta é conhecida pelo nome de problema da identidade entre o pensar e o ser, e é respondida afirmativamente pela grande maioria dos filósofos”.


Equivocadamente a edição chinesa de 1957 dividiu a última frase em duas, pondo um ponto depois de “esta pregunta é conhecida pelo nome de problema da identidade entre o pensar e o ser”. Yang Sien-chen e sua pandilha arguiram com sofismas que, segundo Engels, “o que foi resolvido pela grande maioria dos filósofos” não era o “problema da identidade entre o pensar e o ser”. De fato, a ideia de Engels fica clara no contexto, inclusive com essa pontuação errônea, pois destacou inequivocamente que a grande maioria dos filósofos afirmavam a identidade entre o pensar e o ser.


Em seu livro Materialismo e empiriocriticismo, Lenin criticava cabalmente a teoria machista de colocar o pensar e o ser num mesmo plano, ou seja, as reacionárias falácias idealistas subjetivas propugnadas por Ernst Mach e cia de que “as coisas são complexas das sensações” e “o ser social e a consciência social são idênticos”. Tomando intencionalmente por uma e a mesma a identidade entre o pensar e o ser e a falácia machista de que o pensar e o ser são idênticos, Yang Sien-chen disse de maneira arbitrária que Materialismo e empiriocriticismo de Lenin “critica desde o princípio até o fim a identidade entre o pensar e o ser”. E mais, com o objetivo de atacar a teoria ativa e revolucionária do reflexo, foi tão frenético que deformou os fatos fazendo caso omisso da lógica e desnaturalizou a tradução sem reparar nos meios.


E, outubro de 1958, Yang Sien-chen tentou dar publicidade a seu reacionário artigo “Breve exposição sobre as duas categorias de 'identidade”, a fim de se opor abertamente ao pensamento Mao Tsé-tung. O quartel general proletário encabeçado pelo Presidente Mao se deu conta disso e, de imediato, pôs a descoberto que a reacionária essência da “teoria da falta de identidade entre o pensar e o ser” reside na negação da universalidade da lei da unidade dos contrários e que era dualismo caracterizado pela separação do pensar e do ser. O quartel general proletário destacou solenemente que todos os aqueles absurdos reacionários se opõem ao marxismo-leninismo-pensamento Mao Tsé-tung. Desta forma, a maquinação de Yang Sien-chen foi frustrada.


Mesmo assim, Yang Sien-chen não deixou de intrigar e desencadeou um furioso ataque. Com o respaldo dos revisionistas contemporâneos, um bando de elementos antipartido encabeçados por Peng Te-huai apresentaram, em 1959, um sinistro programa contrarrevolucionário dos pés à cabeça, com o fim de derrubar a correta direção do Comitê Central do Partido encabeçado pelo Presidente Mao. Na primeira metade do mesmo ano, Yang Sien-chen correu por todas as partes fomentando atividades obscuras e propalando ideias peçonhentas para abrir caminho ao complô desse bando tendente a usurpar a direção do Partido. Imitando o tom de seu amo Khrushchev, atacou nosso Partido e sistema socialista e combateu o pensamento Mao Tsé-tung.


A VIII Sessão Plenária do VIII Comitê Central do Partido, celebrada em agosto de 1959, destroçou o estratagema dos elementos antipartido e assestou um golpe frontal em Yang Sien-chen. Este, ao invés de se refrear, intensificou sua oposição à teoria da identidade entre o pensar e o ser. Juntando um grupo de pessoas, levou a cabo muitas atividades com motivos ocultos sob o rótulo de “explorações acadêmicas”. Finalmente, em outubro de 1959, seus sequazes publicaram a versão revisada do reacionário artigo “Breve exposição sobre as duas categorias de 'identidade”, provocando assim uma luta aberta em torno da questão da identidade entre o pensar e o ser em oposição à VIII Sessão Plenária do VIII Comitê Central do Partido e tratando de revogar o correto veredito sobre o bando de elementos antipartido.


O quartel general proletário encabeçado pelo Presidente Mao desnudou os crimes contrarrevolucionários de Yang Sien-chen e dirigiu a crítica que se fazia a ele; a imprensa também publicou artigos de crítica à “teoria da falta de identidade entre o pensar e o ser”, lançando um contra-ataque a ele e seus semelhantes.


II


Em 1961 e 1962, aproveitando as dificuldades econômicas temporárias da China, em coordenação com o coro antichinês no exterior, o quartel general burguês de Liu Shaoqi se entregou extensamente à restauração do capitalismo dentro do país. Em tais circunstâncias, Yang Sien-chen saiu outra vez a provocar uma luta aberta acerca da questão da identidade entre o pensar e o ser.


Yang Sien-chen efetuou durante longo tempo a maquinação e preparação para esta luta aberta. Na primeira metade de 1961, recolheu materiais em diversos lugares, atacou inescrupulosamente a linha geral, o grande salto adiante e a comuna popular, desatou com energia o vento de cultivar a terra individualmente, incitou a revogar as corretas decisões tomadas com respeito aos oportunistas e direita e, sob pretexto de “resumir as experiências históricas e educar os quadros”, pronunciou um informe depois do outro, criando febrilmente uma opinião pública contrarrevolucionária.


Vejamos como se propôs “resumir as experiências históricas e educar os quadros”.


Yang Sien-chen negou por completo a necessidade de um processo para o conhecimento das coisas objetivas pelo homem. A seus olhos, se trata de “idealismo” quando o subjetivo não pode concordar de uma vez com o objetivo. Partindo desse absurdo, ele investiu contra um ponto sem considerar todo o demais, exagerando desmedidamente alguns defeitos passageiros e isolados que eram difíceis de evitar em nosso trabalho prático e taxando-os de “idealistas”. Lançou selvagens arremetidas aos chamados “erros” no grande salto adiante dizendo que foram “causados pela 'identidade entre o pensar e o ser'”, devido a que “o papel ativo e consciente do homem complica as coisas”, etc. fazendo grandes gestos, fingiu ater-se ao “materialismo”, mas, na realidade, esgrimiu o garrote do idealismo e da metafísica para combater a teoria ativa e revolucionária do reflexo.


O Presidente Mao nos ensina:


“Amiúde só se pode conseguir um conhecimento correto depois de muitas reiterações do processo que conduz da matéria à consciência e da consciência à matéria, ou seja, da prática ao conhecimento e do conhecimento à prática” (De onde provém as ideias corretas?).


O conhecimento do mundo objetivo pelo homem necessita de um processo para realizar o salto do reino da necessidade para o reino da liberdade. Só através de uma prática repetida o homem pode passar da inexperiência à experiência, da ignorância ao conhecimento, e do conhecimento incompleto ao conhecimento relativamente completo. Por causa das limitações de certas condições, é difícil eludir que no processo do conhecimento e da prática surjam alguns defeitos e erros e o subjetivo não concorde inteiramente com o objetivo. Como se pode qualificar isto de “idealista”? Particularmente em um movimento revolucionário de massas tão grande e com a participação de centenas de milhões de seres, como o grande salto adiante e a comuna popular, só no curso de nossa prática podemos adquirir experiência passo a passo, aprofundar paulatinamente nosso conhecimento da essência das coisas e denunciar e resolver as contradições surgidas em nosso avanço. Ao sintetizar nossa experiência, devemos nos guiar pela teoria marxista do conhecimento, afirmar as realizações, superar os defeitos e marchar resoluta e valentemente adiante seguindo a linha revolucionária proletária do Presidente Mao. Fica claríssimo que o que Yang Sien-chen chamava de “resumir as experiências históricas e educar os quadros” não tinha outro objetivo que o de negar radicalmente a linha geral, o grande salto adiante e a comuna popular e semear confusões entre as pessoas, de modo que Liu Shaoqi e cia, representantes da burguesia, usurpassem a direção do Partido e do Estado.


A aberta luta provocada por Yang Sien-chen era todo um complô planejado para revogar as corretas decisões e restaurar o capitalismo. Em uma sinistra reunião realizada em novembro de 1961, Yang Sien-chen se queixou em nome de Peng Te-huai e vociferou que as críticas que foram feitas a ele eram “injustas”. Deu instruções a seus seguidores para que “se expressem em artigos” e eles gritaram que Yang Sien-chen "deve ser reabilitado e, em coordenação com isso, redobraremos nossos esforços por escrever artigos a seu favor”. Inclusive esse punhado de elementos confeccionou um “plano de operações”: alguns deles “escreverão longos artigos para travar uma grande batalha”, outros “escreverão artigos relativamente curtos, mas oportunos para travar uma escaramuça”, outros “escreverão em conexão com os problemas práticos para travar um combate de coordenação”, etc.


Yang Sien-chen e seus sequazes escolheram o momento que consideraram mais favorável para provocar a luta aberta. De 1961 a 1962, aproveitando as dificuldades temporárias da economia nacional, Liu Shaoqi conspirou premeditadamente para subverter a ditadura do proletariado e restaurar o capitalismo e, por outro lado, com o propósito de criar uma ampla opinião pública contrarrevolucionária, reeditou seu sinistro livro sobre o “autocultivo” [Liu Shaoqi, Sobre o autocultivo dos comunistas (Pequim: Edições em línguas estrangeiras, 1981)], que se opunha à prática revolucionária proletária, traía a ditadura do proletariado e preconizava o idealismo. Então, Yang Sien-chen e cia armaram imediatamente grandes escândalos e, sentindo-se seguros e valentes, lançaram sucessivos virulentos ataques e desencadearam assim a segunda luta aberta no problema da identidade entre o pensar e o ser. Yang Sien-chen tirou todos os disfarces, saiu raivosamente à cena e deu plena vazão a seu inveterado ódio ao Partido e ao povo, o que revelou em maior grau a feroz catadura desse renegado.


Nossos inimigos, que são reacionários podres e decadentes e um punhado de estúpidos cegos por suas vorazes ambições, sempre estimam equivocadamente a situação. Quando estavam empenhados em seu selvagem contra-ataque, o quartel general proletário encabeçado pelo Presidente Mao destacou penetrantemente que era necessário criticar Yang Sien-chen e cia, que desde há muito tempo vinham tergiversando deliberadamente as palavras de Engels para apoiar suas próprias falácias reacionárias. Guiado pelo quartel general proletário, Ai Si-chi [O camarada Ai Si-chi era um vice-presidente da antiga Escola Superior do Partido sob o Comitê Central do Partido Comunista da China. Morreu de uma enfermidade em março de 1966] e outros camaradas publicaram artigos denunciando e criticando no teórico e político a “teoria da falta de identidade entre o pensar e o ser”.


Em setembro de 1962, o Presidente Mao transmitiu, na X Sessão Plenária do VIII Comitê Central do Partido o magistral chamamento: “Não esquecer jamais a luta de classes”, e dirigiu a todo o Partido e ao povo em um contra-ataque total aos revisionistas e à burguesia. O quartel general proletário encabeçado pelo Presidente Mao também denunciou e criticou na Sessão os crimes contrarrevolucionários de Yang Sien-chen e seus comparsas.


III


Depois da X Sessão Plenária do VIII Comitê Partido, Yang Sien-chen e cia, ao invés de cessar suas atividades contrarrevolucionárias, recorreram a métodos mais desleais para um forcejo de agonia. Se entregaram a uma série de ardis a fim de provocar uma terceira luta aberta.


Acusando o revisionismo de Khrushchev no estrangeiro e o complô de Liu Shaoqi, Yang Sien-chen e seus comparsas de combater a prática revolucionária proletária e restaurar o capitalismo dentro do país, o Presidente Mao escreveu em maio de 1963 o artigo De onde provém as ideias corretas? e outros brilhantes documentos, nos quais critica radicalmente o idealismo e a metafísica burgueses deles e formula a linha política para desatar o movimento de educação socialista nas cidades e no campo. Este artigo, que desenvolve ainda mais a teoria marxista do conhecimento, é uma nova síntese e um novo avanço de dita teoria e um balanço científico da luta em torno da questão da identidade entre o pensar e o ser na frente filosófica.


A grande teoria do Presidente Mao de que “A matéria pode se transformar em consciência e a consciência em matéria” feriu na carne Liu Shaoqi e Yang Sien-chen. Resistiram freneticamente. Liu Shaoqi sacou sua linha reacionária burguesa, “esquerdista” na teoria, mas direitista de fato, para reprimir as massas, proteger os dirigentes seguidores do caminho capitalista e socavar o movimento de educação socialista. Enquanto isso, lutou desenfreadamente contra a teoria marxista do conhecimento e arremeteu abertamente contra o método científico propugnado pelo Presidente Mao para a investigação e o estudo. Opositor tanto da transformação da matéria em consciência como da transformação da consciência em matéria, vociferou: "É idealista considerar que todas as coisas artificiais estão precedidas pelas ideias”. Yang Sien-chen, seguindo Liu Shaoqi, declarou que no referente à transformação da matéria em consciência e da consciência em matéria, ela “não deve se fazer desatinadamente”, “nem se aplicar a torto e a direito”. Fez assim uma insinuação tachando de “idealista” a teoria marxista do conhecimento desenvolvida pelo Presidente Mao.


Insultando peçonhentamente que era “idealista” sustentar a identidade entre o pensar e o ser, Yang Sien-chen lançava vis calúnias e se apresentava como partidário jurado do materialismo. Que sem vergonha! Ao negar a identidade entre o pensar e o ser, Yang Sien-chen estava negando a interrelação e a transformação recíproca entre a matéria e a consciência sobre a base da prática. Abriu entre as duas um abismo insuperável, separando contundentemente a matéria da consciência, a prática do conhecimento, e convertendo-os em coisas não interrelacionadas. Desta forma, negou o fato de que a consciência emana da matéria e o conhecimento da prática. De acordo com essa falácia, a consciência e o conhecimento, como um rio sem fonte e uma árvore sem raízes, seriam inatos na mente ou seriam algo caído do céu. Isto é, de cabo a rabo, o dualismo kantiano e o transcendentalismo do idealismo.


Yang Sien-chen não se cansou de declarar que “o ser é o primeiro e o pensar o secundário”, afetando sustentar o “materialismo”. Mas isso era pura hipocrisia. Os marxistas não só reconhecem o mundo objetivo, senão que, o que é mais importante, transformam ativamente o mundo objetivo conforme suas leis. Não obstante, aos olhos de Yang Sien-chen, o reconhecimento de que “o ser é o primeiro e o pensar o secundário” significa tudo, parece que tudo marchará felizmente se “a realidade objetiva for reconhecida” e, ao fazê-lo, a pessoa “será um materialista consciente”. E mais, “reconhecer a realidade objetiva” significa que se estivesse um prego diante de alguém, se teria que “reconhecer” sua existência, mas não fazer nada a respeito. E é possível chamar isso de “materialismo consciente”? Não, em absoluto. Era capitulação “consciente”, uma filosofia renegada de ponta a ponta. Segundo esta prédica, o homem ficaria impotente ante o mundo objetivo e não poderia mais que se deixar levar pela sorte e ser um dócil criado. Nas últimas décadas, precisamente de acordo com este suposto “materialismo”, Liu Shaoqi, Yang Sien-chen e seus semelhantes prostraram uma e outra vez aos pés do inimigo.


Yang Sien-chen falava que “reconhecia a realidade objetiva”, mas, de fato, ele e seu bando de renegados, por sua natureza contrarrevolucionária, fizeram vista grossa e se negaram teimosamente a reconhecer a incomparável superioridade do socialismo, a inesgotável força das massas populares armadas com o pensamento Mao Tsé-tung e as gigantescas realizações da revolução e construção socialistas de nosso país. Para dizer francamente, o “reconhecimento da realidade objetiva” e coisas do tipo de Yang Sien-chen não eram mais que uma armadilha. O que ele “reconheceu” ou não “reconheceu” partia por completo das necessidades contrarrevolucionárias da burguesia e dependia do favorecimento à restauração do capitalismo. Materialismo de palavra e idealismo de fato. Eis aqui a essência da “teoria da falta de identidade entre o pensar e o ser” apregoada por Yang Sien-chen.


Yang Sien-chen caluniou os que propugnavam a identidade entre o pensar e o ser dizendo que estavam “propagando a teoria de Bernstein” e “brandindo a arma de Bernstein para se opor ao marxismo”. Isto esta cem por cento uma tática enganosa do ladrão que grita: “Alto, ladrão!”. Ao desmascarar o revisionismo de Bernstein, Lenin destacou:


“no campo da filosofia, o revisionismo ia a reboque da 'ciência' acadêmica burguesa. Os professores 'retornavam a Kant' e o revisionismo se arrastavam atrás dos neokantianos” (Marxismo e revisionismo).


Bernstein fez “modificações” na teoria marxista do conhecimento, tergiversou intencionalmente a identidade entre o pensar e o ser qualificando-a de teoria idealista que “põe o pensar e o ser em um mesmo plano”. Disse o disparate de que o materialismo e o idealismo são iguais e que, ainda que partam de diferentes pontos de vista, ambos supõem que o pensar e o ser são idênticos. Por meio desta vil prática, Bernstein negou por completo a identidade entre o pensar e o ser. O que Yang Sien-chen tratou de introduzir de contrabando foi exatamente esta mercadoria de Bernstein. A única diferença entre eles residia em que este declarou franca e abertamente que em princípios apoiava de maneira resoluta o ponto de vista de Kant, enquanto Yang Sien-chen ocultava isso sem se atrever a expô-lo em público. Quem “propagava a teoria de Bernstein” e “brandia a arma de Bernstein para se opor ao marxismo? Não era senão o próprio Yang Sien-chen!


A publicação da obra do Presidente Mao: De onde provém as ideias corretas? fez fracassar o complô de Yang Sien-chen e cia, que desencadearam a terceira luta aberta, mas eles se recusaram a aceitar a derrota. Em março de 1964 publicaram alguns artigos reacionários, apregoando com rodeios a reacionária “teoria da falta de identidade entre o pensar e o ser” e se opondo à grande teoria de que “a matéria pode se transformar em consciência e a consciência em matéria”. Ao mesmo tempo, opuseram a teoria de “integrar dois em um” à dialética revolucionária de que “um se divide em dois” e realizaram forcejos desesperados contra o movimento de educação socialista e contra a luta antirrevisionista.


Assim que a teoria contrarrevolucionária de Yang Sien-chen de “integrar dois em um” apareceu, o quartel general proletário encabeçado pelo Presidente Mao denunciou sua verdadeira essência, e dirigiu e desatou uma aberta crítica a Yang Sien-chen. Logo, a vigorosa torrente de massas da Grande Revolução Cultural Proletária varreu completamente Yang Sien-chen e seu sinistro amo Liu Shaoqi, assim como o quartel general burguês, para a lata de lixo da história. Apesar dos muitos complôs urdidos por Liu Shaoqi, Yang Sien-chen e seus comparsas, e por mais desesperada que fosse sua resistência, sua linha revisionista contrarrevolucionária e idealismo e metafísica terminaram em total fracasso.


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Dando uma olhada retrospectiva na luta em torno do problema da identidade entre o pensar e o ser, podemos ver claramente que as atividades de Yang Sien-chen e cia na relação com esse problema formam parte importante da intriga contrarrevolucionária de Liu Shaoqi destinada a restaurar o capitalismo. A filosofia sempre serve à política. A concepção do mundo de alguém determina o tipo de pensamento filosófico que formula para servir a sua linha política. Em resposta ao chamamento do Partido, devemos estudar com consciência o marxismo-leninismo-pensamento Mao Tsé-tung e as obras filosóficas do Presidente Mao, elevar nossa consciência sobre a luta entre as duas linhas e perseverar na consolidação da ditadura do proletariado.


Escritos pelo Grupo redator de Artigos para a Crítica Massiva Revolucionária da Escola do Partido subordinada ao Comitê Central do Partido Comunista da China, saíram pela primeira vez separadamente no Renmin Ribao (Diário do povo), Hongqi (Bandeira Vermelha) e Guangming Ribao (Diário de Kwangming), entre fevereiro e maio de 1971.