NOVACULTURA.info: 5 anos em defesa do proletariado e dos povos do mundo


Quando nós, membros da União Reconstrução Comunista, iniciamos em 1° de maio de 2015 o trabalho por intermédio da NOVACULTURA.info, certamente não tínhamos senão uma ideia vaga sobre os grandes resultados que tal trabalho traria num período relativamente curto. É certo que, para as tarefas tão duras que exigem a causa da revolução brasileira, tais resultados são ainda muitíssimo modestos. Para um período reacionário e de profunda crise para as forças populares a nível mundial, levando-se mais ainda em conta as condições precárias na qual o trabalho se iniciou, por militantes então pouco experientes e sem o apoio financeiro dos partidos legais e reformistas, tratam-se realmente de resultados grandiosos.

Os rudimentos de nosso trabalho começaram até mesmo antes, com o lançamento da Revista Nova Cultura no início de 2014. Compreendendo nós a teoria de Lênin segundo a qual, sem teoria revolucionária, não pode haver movimento revolucionário, a Revista Nova Cultura foi pensada como um instrumento para fornecer a fundamentação teórica para reorganizar o Partido Comunista do Brasil enquanto destacamento de vanguarda da classe operária e do povo brasileiro, para conduzir a revolução brasileira pelo caminho do cumprimento das mais imediatas tarefas democráticas, anti-imperialistas e antifeudais desta revolução, passando à revolução socialista, ao socialismo e ao comunismo em nossa Pátria.

Um ano e meio depois, para complementar e fortalecer tal iniciativa, criamos o selo Edições Nova Cultura e o portal NOVACULTURA.info, que representaram um importante passo adiante neste trabalho.

Após cinco anos, logramos conformar centenas ou mesmo milhares de simpatizantes das mais justas causas democráticas e anti-imperialistas de nosso povo. Em certo nível, até mesmo do Marxismo-Leninismo-Maoísmo.

Por cinco anos, denunciamos as arbitrariedades e crimes cometidos pelo imperialismo norte-americanos e as classes reacionárias brasileiras contra as massas trabalhadoras, repercutindo e exaltando suas lutas sempre que eclodiam. Não nos limitamos a destacar os acontecimentos mais bombásticos, por mais importante que isto fosse, mas esforçamo-nos sobretudo para avaliar as raízes dos ataques e das lutas, as tendências do desenvolvimento da luta de classes, quem são os inimigos principais e secundários do povo em cada etapa do curso do desenvolvimento, o que fazer e que tipo de organização se necessita.

Por cinco anos, contando desde o início apenas com nossos próprios recursos financeiros, retiramos do ostrascismo e do esquecimento aquilo que há de mais avançado na literatura da revolução brasileira e mundial. Esta literatura, muita da qual sequer existia em nosso idioma, e quando existia, se encontrava empoeirada e com páginas amareladas nos sebos, apenas como curiosidade literária para nichos muito específicos do público brasileiro, sob ataque e censura do academicismo burguês e do revisionismo, foi colocada novamente no centro do debate de numerosos círculos socialistas brasileiros. As revoluções de libertação nacional dos povos da Ásia, África e América Latina contra a dominação imperialista têm sido cada vez mais compreendidas pelos círculos socialistas brasileiros, em grande medida, pelo esforço dos militantes da União Reconstrução Comunista em desenvolver semelhante trabalho. As guerras populares revolucionárias dirigidas por Partidos Comunistas e demais formas de luta armada, que até há pouco tempo os revisionistas de diversas matizes conseguiam estigmatizar como algo antiquado, "a la 1917 e anos 60", foram divulgadas em ritmos semanais por nossos veículos, quando não diariamente, demonstrando para o público brasileiro que, a despeito da vontade conjunta do imperialismo e do revisionismo, os povos do mundo têm, sem dúvidas, combatido seus exploradores e opressores de armas na mão.

Aspecto também muito importante do trabalho por nós desenvolvido ao longo dos últimos cinco anos foi o esforço em se retomar a história do movimento comunista internacional e principalmente brasileiro, a história do Partido Comunista do Brasil. Fizemos nossos devidos esforços para que a história do movimento comunista brasileiro e mundial não permanecesse numa situação de obscuridão, para que o campo democrático e popular não permanecesse ignorante sobre a trajetória de desenvolvimento de seu destacamento de vanguarda. Estudamos e repercutimos a heroica luta de dirigentes de primeiro calibre como Pedro Pomar, Maurício Grabois e outros contra o revisionismo de Prestes, em defesa do Marxismo-Leninismo-Pensamento Mao Tsé-Tung e do caminho da Guerra Popular, e igualmente a forma como esta luta se desenvolveu a nível mundial contra o revisionismo de Nikita Khrushchev e outros renegados.

As conquistas dos últimos cinco anos não se restringiram ao conteúdo de nosso debate, mas também se estenderam à extensão e caráter de classe de nossos simpatizantes. A página NOVACULTURA.info é amplamente acompanhada a nível nacional e em diversas partes do mundo. As obras publicadas pelo selo Edições Nova Cultura já foram introduzidas às milhares em todos os estados brasileiros, sem exceção, de Norte a Sul, e no Distrito Federal. Ademais, enquanto no início do trabalho nosso público de simpatizantes e leitores se limitava à intelectualidade burguesa, no melhor sentido da palavra, atualmente numerosos militantes e dirigentes sindicais e de movimentos de massas, operários, camponeses, etc. buscam os livros das Edições Nova Cultura e a página NOVACULTURA.info para se formar política e ideologicamente. Não mais restrita às universidades, escolas e bibliotecas, a literatura da revolução penetra cada vez mais nos sindicatos e movimentos de massas, e mesmo nos remotos assentamentos e vilarejos do interior brasileiro. Evidentemente, se nos limitássemos a reproduzir a literatura de vanguarda e não nos esforçássemos em igual medida para tratar dos acontecimentos candentes do Brasil e do mundo, das lutas das massas trabalhadoras e dos ataques da reação, esta conquista não seria possível. Atualmente, a NOVACULTURA.info é uma caixa de ressonância do que há de melhor no movimento operário e camponês, e se encontra à completa disposição dos trabalhadores que a respeitam e enxergam-na como importante instrumento de denúncias à violência reacionária.

Os últimos cinco anos foram feitos não só destas várias conquistas, mas também de erros, debilidades e insuficiências que impediram o que poderia vir a ser um avanço ainda maior neste quinquênio. Caberá inteiramente a nós e ao apoio de nossos simpatizantes corrigir os erros e superar as insuficiências para que possamos dar um novo salto naquela que constitui a grande tarefa histórica do proletariado e do povo brasileiros no presente momento: reorganizar o Partido Comunista do Brasil e retomar a revolução pendente contra a velha classe latifundiária e os grandes capitalistas, títeres do imperialismo norte-americano para oprimir e explorar nosso povo, sufocar nosso desenvolvimento e manter nosso país sob o atraso, a ignorância e a dependência externa.

Viva aos cinco anos do início de nosso trabalho!

Viva ao povo brasileiro!

Viva à luta pela reorganização do Partido Comunista do Brasil!

Proletários e nações oprimidas do mundo, uni-vos!

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