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Lumumba: "Discurso da proclamação da independência do Congo"

Homens e mulheres do Congo, Guerreiros vitoriosos da independência, Saúdo-o em nome do governo congolês. Peço a todos vocês, meus amigos, que lutaram incansavelmente em nossas fileiras, que marquem este dia 30 de junho de 1960 como uma data sagrada que estará sempre gravada em seus corações, uma data cujo significado você orgulhosamente explicará a seus filhos, para que que eles, por sua vez, possam relacionar com seus netos e bisnetos a gloriosa história de nossa luta pela liberdade. Embora esta independência do Congo esteja sendo proclamada hoje por um acordo com a Bélgica, um país amigável, com o qual estamos em igualdade de condições, nenhum congolês jamais esquecerá que a independência

"Marxismo e insurreição: Quando o povo se rebela contra o racismo"

No Memorial Day (feriado que homenageia os soldados mortos nos EUA) de 2020, quatro policiais de Minneapolis brutalmente assassinaram George Floyd. O vídeo do assassinato se espalhou rapidamente pelo mundo. Em 26 de maio, 20.000 pessoas marcharam em Minneapolis, onde foram confrontados com uma resposta violenta da polícia, incluindo tiros de balas de borracha e gás lacrimogênio. No dia seguinte, a cidade irrompeu em uma rebelião de grande escala contra a polícia racista. Quando este artigo foi escrito, o governador de Minnesota havia chamado a Guarda Nacional para ajudar a reprimir o levante em andamento. O artigo que segue, de Sam Marcy, um importante pensador e militante marxista da segund

Huey P. Newton: "Sobre a libertação gay e feminina"

Durante os últimos anos fortes movimentos vem surgindo entre as mulheres e entre os homossexuais que buscam sua libertação. Houve alguma incerteza sobre como se relacionar com esses movimentos. Quaisquer sejam suas opiniões individuais e inseguranças sobre homossexualidade e os diversos movimentos de libertação entre os homossexuais e mulheres (e falo de homossexuais e mulheres como grupos oprimidos), devíamos tentar nos unirmos a eles sob uma perspectiva revolucionária. Eu digo "quaisquer sejam suas inseguranças" porque como nós muito bem sabemos, às vezes o nosso primeiro instinto é querer bater em um homossexual e querer que a mulher fique quieta. Queremos bater no homossexual porque temo

"EUA: Contradições em um livro aberto"

A questão principal ultrapassa o mero lançamento de um livro. O fato verdadeiramente transcendente assenta em sua capacidade de revelar, mais uma vez, as características do sistema imperialista no interior da Casa Branca: sua ideologia hegemônica, sua doutrina de guerra e de coerção para outras nações, acima do Direito Internacional e, especialmente, suas profundas contradições. O livro de memórias de John Bolton, ex-assessor de Segurança Nacional da administração de Donald Trump, intitulado The Room Where It Happened: A White House Memoir (O local onde aconteceu: uma memória da Casa Branca), nestes dias está concentrando a atenção da mídia, põe a nu as essências do establishment estaduniden

Novo Exército Popular mantém ofensivas contra os ataques do governo nas Filipinas

Há meses, principalmente após a eclosão da pandemia da Covid-19, o Partido Comunista das Filipinas (PCF) denuncia que o atual governo de Rodrigo Duterte violou sistematicamente suas propostas de cessar-fogo unilateral e união nacional para combater o contagio do coronavírus entre a população filipina. Em suas bases de apoio [1], o Novo Exército Popular (NEP), braço armado do PCF, tem conduzido diversas campanhas de prevenção e educação para conter o avanço do coronavírus. Em meio a estes esforços, observamos como o governo de Rodrigo Duterte se aproveitou das atenções dos comunistas filipinos voltadas ao combate à pandemia para expandir suas ações de militarização, repressão e massacre nas c

"Sobre a Homossexualidade e o Código Penal"

Prefácio do Tradutor: Neste janeiro comemoramos o 80º aniversário de um marco de nossa luta: o primeiro discurso político já feito em defesa dos direitos homossexuais. Em 13 de Janeiro de 1898, o líder do grande Partido Social-Democrata alemão, August Bebel, tomou a palavra no Reichstag, durante uma discussão sobre uma reforma do código penal, para defender uma petição que estava sendo divulgada pelo "Comitê Humanitário Científico", pedindo a revogação da Lei alemã sobre a sodomia, contida no Parágrafo 175. O próprio Comitê Humanitário Científico (Wissenchaftlich-humanitäre Komitée), a primeira organização em defesa dos direitos dos homossexuais no mundo, tinha apenas 9 meses na época, tendo

"70 longos anos: a Guerra da Coreia e o movimento pela paz em 2020"

No último dia 25, a página Liberation School, ligada ao Partido pelo Socialismo e a Libertação (Party for Socialism and Liberation), dos Estados Unidos, realizou uma entrevista com o Partido Democrático-Popular (PDP) sul-coreano acerca do tema da Guerra da Coreia, por ocasião dos setenta anos de seu início. Enquanto importante força política de luta das massas da Coreia do sul, o PDP foi fundado em novembro de 2016, mesmo que já estivesse ativo nas lutas de massas muitos anos antes. Lutam pela independência nacional, que enxergam como um pré-requisito para a construção de um regime democrático-popular e a conquista da reunificação da Coreia. Ademais, seu programa reivindica uma “retomada da

Mao: "Sobre a Ditadura da Democracia Popular"

A 1º de julho de 1949, o Partido Comunista da China completa 28 anos. Da mesma forma que o ser humano, os partidos passam pela infância, adolescência, maturidade e senilidade. O Partido Comunista da China já não é um menino, nem tão pouco um jovem menor de 20 anos. Alcançou a maturidade. Quando o homem chega à velhice, morre. O mesmo acontece com o Partido. Quando tiverem desaparecido as classes, os instrumentos da luta de classes — os partidos políticos e o aparelho estatal — perderão, por causa disso, sua razão de ser, deixarão de ser necessários e desaparecerão gradualmente, depois de cumprir sua missão histórica. O desenvolvimento da humanidade terá então atingido um grau superior. Nos

Prefácio do livro "Os imperialistas dos Estados Unidos iniciaram a Guerra da Coreia"

Muitos anos se passaram desde a provocação da Guerra da Coreia pelos imperialistas estadunidenses. A humanidade mantém em sua memória esta guerra, que causou inestimáveis perdas humanas e materiais para o povo coreano, e reduziu a pó a brilhante cultura nacional que construíra no Hemisfério Leste durante muitos milênios, por meio de criativos esforços e extraordinários talentos. Os imperialistas estadunidenses mobilizaram sua imensa máquina propagandística e se esforçaram em culpar a República Popular Democrática da Coreia pelo início da guerra, e não foram poucos aqueles realmente enganados pela falsa propaganda. Porém, a falsificação da História durou pouco, e a verdade não pôde ser escond

"Quando os comunistas impediram a entrada do Brasil na Guerra da Coreia"

O mês de junho de 2020 marca o 70º aniversário de eclosão da Guerra da Coreia, ou Guerra de Libertação da Pátria, como é chamada na República Popular Democrática da Coreia. E essa data traz à mente fatos que devem ser sempre lembrados pelo proletariado mundial em sua luta árdua através dos anos pela autodeterminação e paz. A Guerra da Coreia, iniciada em 1950, envolvia a República Popular Democrática da Coreia – país independente fundado pelo povo coreano em 1948 – e os EUA, juntamente com seu Estado fantoche na região, a República da Coreia (a parte sul). O interesse dos EUA na guerra era liquidar o Estado socialista da RPDC e alcançar objetivos políticos e estratégicos ao eliminar a Revo

Stalin: "As Tarefas do Partido com Relação ao Problema Nacional"

Antes de passar diretamente às tarefas concretas e imediatas do Partido com relação ao problema nacional, é preciso deixar assentadas algumas premissas sem as quais seria impossível a sua solução. Estas premissas se referem ao problema do aparecimento das nações, ao nascimento da opressão nacional, às formas que essa opressão adquire no decurso do desenvolvimento histórico e, em continuação, às formas de resolver o problema nacional nos distintos períodos de seu desenvolvimento. Esses períodos são três. O primeiro período é o da liquidação do feudalismo no Ocidente e do triunfo do capitalismo. A organização dos homens em nações corresponde a este período. Refiro-me a nações tais como a I

"Discurso de Samora Machel na fundação da República Popular de Moçambique"

Moçambicanas, Moçambicanos; Operários, Camponeses, Combatentes, Compatriotas: Às zero horas de hoje nasceu a República Popular de Moçambique, Estado que nasceu do combate multissecular do nosso povo pela liberdade e independência. Estado em que pela primeira vez no nosso país se implanta o poder da aliança dos trabalhadores. A nenhum moçambicano, a nenhum cidadão de qualquer país, livre ou ainda oprimido, escapa a profunda significação histórica deste momento na vida do nosso povo, como não escapa também a dimensão internacional deste facto em relação à Comunidade das Nações da qual passamos a fazer plenamente parte integrante. Mas é menos sobre o presente, embora exaltante que vivemo

Zhdanov: "As tarefas da literatura na sociedade"

Transparece claramente na resolução do Comitê Central que o erro mais grosseiro da revista "Zviezda" foi ter posto suas páginas à disposição de Zostchenko e Akhmatova para a publicação de suas "criações" literárias. Creio que não é necessário citar aqui a obra de Zostchenko, "As aventuras de um macaco". Provavelmente todos vós a lestes e a conheceis melhor do que eu. Essa obra visa — tal é sua significação — apresentar os homens soviéticos como vagabundos e monstros, como pessoas estúpidas e primitivas. O trabalho dos homens soviéticos, seus esforços e seu heroísmo, suas altas qualidades sociais e morais, não interessam absolutamente a Zostchenko. Este tema está sempre ausente de suas obras.

Lenin: "Igualdade Nacional"

No número 48 (de 28 de Março), do “Pravda”, o Partido Operário Social-Democrata Russo publica a declaração da igualdade nacional, ou como o seu nome indica, “a declaração da supressão de todas as restrições de direitos aos hebreus e todas as restrições relacionadas com qualquer origem ou vinculadas a qualquer nacionalidade”. No meio das preocupações e das penúrias que comporta a luta pela existência, por um pedaço de pão, os operários russos não podem e não devem esquecer a opressão nacional sob o jugo da qual há dezenas e dezenas de milhões de “minoritários” que habitam na Rússia. Uma nação predominante — os grandes russos — supõem os 45% da população do império. Em cada 100 habitantes, mai

Choques fronteiriços Índia-China ilustram tendências para a guerra

Há alguns meses, a NOVACULTURA.info tem sustentado a posição segundo a qual a crise capitalista mundial, catalisada pela pandemia da Covid-19, terá, como um de seus desdobramentos, tendências para as guerras imperialistas de agressão e guerras fratricidas, não somente entre diferentes países como também no seio destes próprios, sob forma de guerras civis – não só intensificando guerras que já existiam, como também gerando novas guerras a partir de condições já existentes para tal. Estas guerras em prosseguimento no mundo ganharam um novo palco durante os últimos dias. No dia 15 de junho, segundo informações pouco claras, ainda muito nebulosas e controversas, tropas dos exércitos chinês e ind

Engels: "Carta a Franz Mehring"

Só hoje venho agradecer-lhe a Lessing-Legende [Lenda de Lessing] que amavelmente me mandou. Não queria enviar-lhe uma indicação de recepção do livro simplesmente formal, mas dizer-lhe também, ao mesmo tempo, algo sobre o conteúdo dele. Daí o atraso. Começo pelo fim — pelo apêndice Über den historischen Materialismus, onde V. reuniu o principal excelentemente e, para qualquer [pessoa] imparcial, convincentemente. Se encontro algo a censurar é que V. me atribui mais mérito do que me cabe, mesmo se eu entrar em conta com tudo o que possivelmente eu teria encontrado autonomamente — com o tempo —, mas que, porém, Marx, com o seu rápido coup d'oeuil e visão de conjunto [Uberblick] mais ampla, mu

Kim Il Sung: "Derrubemos o Imperialismo"

Camaradas, reunimo-nos hoje, aqui, com a total determinação de nos lançar à sagrada luta revolucionária pela independência da Coreia [1]. Até então, tivemos vários estudos e discussões sobre o caminho para a independência da Coreia e os métodos de luta. No curso disto, encontramos o caminho que devemos seguir e qual método empregar na luta. Para libertar as massas populares da escravidão colonial, como declaramos solenemente em nossa revolução, devemos lutar contra o imperialismo japonês até o fim. O imperialismo invade e saqueia outros países através de todos os meios possíveis. Nos dias de hoje, o imperialismo viola os direitos de autodeterminação das nações colonizadas, oprime-as e as exp

O oportunismo e suas faces na atual conjuntura brasileira (II)

SEGUNDA PARTE Na primeira parte deste trabalho, foram expostas diversas problemas acerca do movimento operário e popular nacional e de sua direção atual, o oportunismo petista que, por mais que sua hegemonia tenha sofrido rudes golpes nos últimos anos, ainda se mantém em pé, e portanto ainda cumpre papel norteador da prática política de tal movimento, em termos gerais. Críticas também foram desferidas a outros partidos e politiqueiros menores e que obviamente possuem relevância no que se refere ao entrave do desenvolvimento sob a via revolucionária e combativa das lutas de massas contra a velha ordem. Trataremos agora de algumas características dos “críticos à esquerda” dessa política; ver

Marx: "Comentários a 'Estatismo e Anarquia' de Bakunin"

“Já declaramos nossa profunda oposição à teoria de Lassalle e Marx, que recomenda aos trabalhadores, se não como ideal final, ao menos como o próximo grande objetivo – a fundação de um Estado popular, que, como eles o expressaram, não será senão o proletariado organizado como classe dominante. Surge a pergunta: se o proletariado se torna a classe dominante, sobre quem ele governará? Isso significa que ainda haverá outro proletariado, que estará sujeito a essa nova dominação, esse novo estado.” Isso significa que, enquanto as outras classes, especialmente a classe capitalista, ainda existirem, enquanto o proletariado lutar com ela (pois, quando este alcança o poder de governo, seus inimigos

"Saara Ocidental, uma nação despojada"

Uma disputa diplomática entre a Argélia e a monarquia alauíta marroquina lembrou a tragédia do povo saarauí, que em 1975 foi despojado de grande parte do seu território. O recém-instalado rei Juan Carlos, que praticamente iniciou seu reinado com uma traição ao seu mentor, o genocida Francisco Franco, que havia concordado com a independência da colônia da África Ocidental; tentou evitar uma armadilha que os Estados Unidos, mancomunados com o Marrocos, apreendiam aqueles 266 mil quilômetros quadrados, de pedra e areia, mas com um subsolo de importantes depósitos de fosfatos, ferro, petróleo e gás. Com mais de mil quilômetros de costa no Oceano Atlântico, em frente a um dos bancos de pesca mais

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