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Lenin: "Igualdade Nacional"


No número 48 (de 28 de Março), do “Pravda”, o Partido Operário Social-Democrata Russo publica a declaração da igualdade nacional, ou como o seu nome indica, “a declaração da supressão de todas as restrições de direitos aos hebreus e todas as restrições relacionadas com qualquer origem ou vinculadas a qualquer nacionalidade”.

No meio das preocupações e das penúrias que comporta a luta pela existência, por um pedaço de pão, os operários russos não podem e não devem esquecer a opressão nacional sob o jugo da qual há dezenas e dezenas de milhões de “minoritários” que habitam na Rússia. Uma nação predominante — os grandes russos — supõem os 45% da população do império. Em cada 100 habitantes, mais de 50 pertencem aos “minoritários”.

E toda esta enorme população está submetida a condições de vida ainda mais brutais do que as condições de vida dos russos.

A política de opressão das nacionalidades é uma política de divisão das nações. É, em simultâneo, uma política de perversão continuada da consciência nacional. Contra os interesses das diversas nações, constrói-se um envenenamento de proporções gigantes. Pegue em qualquer caso e vereis que a perseguições das “minorias” provoca uma desconfiança mútua entre o camponês russo, o pequeno-burguês russo, o artesão russo, e o camponês, o pequeno-burguês, o artesão hebreu, finês, polonês, georgiano, ucraniano - à custa do qual se nutre a casta dirigente.