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"Abraçar o caráter militante da Marcha do Orgulho LGBT"

  • Foto do escritor: NOVACULTURA.info
    NOVACULTURA.info
  • 8 de jul.
  • 3 min de leitura
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Empunhando bandeiras arco-íris e com os punhos erguidos, centenas de membros do movimento LGBTQ+, aliados e grupos progressistas marcharam no dia 26 de junho durante a Stonewall Philippines Pride March, realizada na Avenida Recto, em Manila. Eles enfrentaram a polícia para garantir a realização do programa na região de Mendiola.

 

Sob a liderança do grupo nacional-democrático de LGBTQ+, Bahaghari, as formações Pride (organizadas durante o mês do Orgulho) fundaram o Stonewall Philippines. A nova organização declarou oficialmente que liderará, anualmente, as atividades militantes e marchas do Orgulho em junho.

 

O Stonewall Philippines presta homenagem e dá continuidade à primeira Marcha do Orgulho nas Filipinas – e também na Ásia – o Stonewall Manila, realizada em 26 de junho de 1994, na cidade de Quezon. Essa marcha militante, que se tornou o marco de décadas de luta LGBTQ+, foi liderada pela Progressive Organization of Gays in the Philippines (ProGay), em parceria com a Metropolitan Community Church (MCC).

 

Além de clamar contra a discriminação e por direitos para o setor LGBTQ+, os manifestantes daquela época também se posicionaram contra o opressivo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), o aumento dos preços dos combustíveis e dos bens de consumo, além de denunciar as políticas anti-povo do então regime EUA-Ramos.

 

Trinta e um anos depois, o setor reivindica agora a aprovação da Lei SOGIE (sobre identidade de gênero e expressão sexual), salários dignos, empregos, uma verdadeira reforma agrária e industrialização nacional, uma política externa independente, liberdade para a Palestina e para os países oprimidos pelos EUA. Eles também prestaram homenagens aos mártires do setor LGBTQ+ que atuaram como organizadores e ativistas, como Alex Dolorosa, Chad Booc, Ryan Hubilla, Ali Macalintal e muitos outros.

 

Participar da revolução democrático-nacional

 

O movimento Makabayang Kilusan ng Bagong Kababaihan (Makibaka: Movimento Patriótico das Novas Mulheres) expressou solidariedade e reconhecimento ao movimento LGBTQ+ durante a celebração do Orgulho em junho. O grupo encorajou o setor a se unir e a participar diretamente da revolução democrático-nacional, como caminho verdadeiro e completo para a libertação LGBTQ+ junto às massas oprimidas e exploradas.

 

Nesse sentido, o grupo também alertou para as tentativas de sabotagem e manipulação por parte do imperialismo e de todas as forças reacionárias contra a luta LGBTQ+ e a celebração do mês do Orgulho. Segundo o Makibaka, o imperialismo esvazia o significado do Orgulho para afastar os LGBTQ+ da luta contra a discriminação, a opressão nacional e a exploração.

 

Grandes corporações e políticos se aproveitam da celebração do Orgulho LGBTQ+. Enquanto promovem uma comemoração festiva ao estilo do imperialismo dos EUA, continuam implementando leis e políticas econômicas e políticas que afundam ainda mais os LGBTQ+ das classes trabalhadoras no desemprego e na falta de condições dignas de vida, empurrando-os para atividades antissociais como forma de sobrevivência.

 

Uma manifestação disso é o chamado “rainbow washing” ou “capitalismo arco-íris”, que se refere ao uso de símbolos e linguagens LGBTQ+ por empresas com o objetivo de obter mais lucro.

 

O grupo também convocou os LGBTQ+ filipinos a se manterem críticos diante da ofensiva cultural imperialista dos EUA sobre a mentalidade e os costumes das massas. O imperialismo promove uma cultura burguesa e decadente, com padrões distorcidos de beleza e de identidade LGBTQ+, além de valorizar o individualismo e a hipersexualização.

 

Diante dessas ameaças imperialistas, o Makibaka instou o movimento LGBTQ+ a trilhar o caminho do comprometimento desinteressado, entregando tempo e vida à revolução democrático-nacional, indo além dos próprios interesses individuais.

 

Devem ser seguidos os exemplos dos mártires que foram comandantes e combatentes vermelhos do Novo Exército Popular, incluindo Val Mante (Ka Richard), Daniel Imperial, Wanda Gumban (Ka Waquin), Kevin Castro (Ka Facio), Jo Lapira (Ka Ella), Ciela Pacaldo (Ka Alena), Jethro Isaac Ferrer (Ka Pascual), Kal Peralta (Ka Rekka), Queenie Daraman (Ka Kira), Dee Supelanas (Ka Dahlia) e muitos outros. Deve-se reverenciar sua entrega de força, inteligência, coragem e vida ao povo e às diversas frentes do trabalho revolucionário.

 

Do Ang Bayan

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