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Mais uma vez os povos do mundo condenam bloqueio imperialista contra Cuba



Neste último 3 de novembro, pela 30º vez, foi aprovada na Organização das Nações Unidas (ONU) com 185 votos a favor, dois contra (EUA e Israel) e duas abstenções (Brasil e Ucrânia), a Resolução a/77/L.5, intitulada “Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposta pelos Estados Unidos da América contra Cuba”.


Mais uma vez a comunidade internacional apoiou o necessário fim do bloqueio à Cuba, o ato de guerra contínuo do imperialismo ianque contra a Ilha socialista imposto há 60 anos. Somente os Estados Unidos e seus satélites insistiram em não aceitar a justa resolução – o Brasil de Bolsonaro incluso.


Em seu discurso de apresentação da resolução, o Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, lembrou que “mais de 80% da população cubana atual nasceu sob o bloqueio” e que “três décadas se passaram desde que esta Assembleia começou a exigir, todos os anos, a cessação dessa política, tipificada como um ato de genocídio, e que tem o efeito ‘de uma pandemia permanente, de um furacão constante’, e é universalmente rejeitada”.


Parrilla qualificou que o bloqueio “é um ato deliberado de guerra econômica com o objetivo de impedir receitas financeiras ao país, destruindo a capacidade do Governo de satisfazer as necessidades da população, provocando o colapso da economia e criando uma situação de ingovernabilidade” e busca desde 1960, como dito na ocasião o secretário de Estado adjunto dos EUA, “provocar decepção e desânimo..., reduzir salários..., causar fome, desespero e a derrubada do governo”.


E é justamente esse objetivo que busca os Estados Unidos da América, independente da coloração ou discurso do presidente da ocasião. Seja Barack Obama, Donald Trump ou Joe Biden, a política de guerra do Estado ianque contra o país socialista segue praticamente a mesma, quando não a cada ano se acirra mais.


Cuba denuncia que desde 2019, o governo dos Estados Unidos ampliou o bloqueio contra o país a uma dimensão extrema, mais cruel e desumana, para infligir deliberadamente o maior dano possível às famílias cubanas.

Nos primeiros 14 meses do presidente Joe Biden, os prejuízos causados ​​pelo bloqueio chegaram a 6,364 bilhões de dólares, mais de 15 milhões por dia. Entre agosto de 2021 e fevereiro de 2022, estabeleceram um recorde, por apenas sete meses, de US$ 3,806 milhões. Sem o bloqueio, nesse período o PIB cubano poderia ter crescido cerca de 4,5%.

Os prejuízos acumulados em mais de 60 anos dessa política genocida, chegam a mais de 154 bilhões de dólares, a preços correntes; e, pelo valor do ouro, somam mais 1 trilhão de dólares.

Nem ao menos a comoção mundial causada pela pandemia do novo coronavírus foi capaz de arrefecer a criminosa política estadunidense. Nesse período o bloqueio se intensificou e gerou dificuldades e atrasos para a chegada de suprimentos e equipamentos médicos essenciais para enfrentá-lo, em particular, para a industrialização das vacinas cubanas. Até mesmo a aquisição de oxigênio medicinal em países terceiros foi prejudicada. O bloqueio afetou inclusive a produção nacional de antibióticos, analgésicos, hipotensores, tratamentos de câncer e doenças cardíacas e outros medicamentos essenciais, que antes não faltavam em tal escala em nossos hospitais e farmácias.


Contudo, mesmo diante desse quadro, o socialismo cubano conseguiu salvaguardar e proteger a vida do seu povo graças ao esforço coletivo do Governo revolucionário e da população, que desde o início da Revolução Cubana pode construir um sistema de ciência e saúde robusto, de profunda natureza humanística e de alta qualidade, acessível a todos os homens e mulheres cubanos, sem nenhum custo.


Mesmo com os problemas impostos pelo inimigo, Cuba pode desenvolver sua produção nacional com seus próprios recursos e garantir a fabricação de ventiladores pulmonares, insumos e as vacinas contra a COVID-19. E além disso, manteve sua vocação internacionalista, e no pior momento da pandemia, enviaram 58 brigadas médicas para 42 países e territórios, juntando-se aos mais de 28 mil de profissionais de saúde cubanos que prestavam serviços naquele momento em 59 nações.


O Ministro das Relações Exteriores de Cuba finalizou seu discurso pedindo o voto a favor do projeto de resolução “em nome do bravo, nobre e digno povo de Cuba, que apesar das adversidades não foi e não será derrotado; em nome de nossas meninas, meninos e jovens, que se opõem a políticas odiosas, mas sofrem seus efeitos cruéis; em nome das gerações de cubanos e cubanas que nasceram e dos que nascerão sob o mais cruel e prolongado sistema de medidas coercitivas que já foi aplicado contra qualquer país, e que deve ser abolido, para o bem de todos”.



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