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As escolas estaduais na Paraíba estão sucateadas



Nos últimos dois anos o mundo inteiro vem sendo assolado pela pandemia da COVID19 e suas consequências se dão nos diferentes setores e segmentos do trabalho.


No Estado da Paraíba, dentre muitos setores afetados, a Educação tem sofrido com os desmandos e as arbitrariedades cometidos pelo governo de João Azevedo, governador pelo reformista e oportunista Partido Socialista Brasileiro (PSB). Por meio da Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia da Paraíba (SEECT/PB), bem como dos gestores escolares, que atuam como verdadeiros capitães do mato, os professores da rede pública foram obrigados a aderir à modalidade do ensino remoto, fazendo uso de seus instrumentos de multimídias particulares, quando os mesmos os possuíam. Caso contrário, eles eram levados a comprar computadores, notebooks, etc., para garantir que suas aulas fossem ministradas e os mesmos recebessem seus salários. Enquanto que a maior parte dos estudantes e de suas famílias se viam diante da situação de ter que trabalhar para subsistir, sem ter o mínimo de condições econômicas para se adequar à modalidade à distância do ensino.


Como alternativa para solucionar esse problema, as escolas deveriam distribuir material de estudo e de atividades impressas para os estudantes em questão, de acordo com as orientações da Secretaria da Educação. Entretanto, com a falta de materiais básicos, como folha de papel e impressora, a maior parte das escolas quando entregavam os materiais e atividades impressas as faziam em atraso. Dessa maneira, parte significativa dos estudantes que não tinham acesso a internet, computador ou algum outro dispositivo de acesso a web, chegavam a fazer uma ou duas atividades ao longo de todo o ano letivo. Tal condição possibilitava aos estudantes fazerem uma avaliação processual, no final do ano, que, segundo os documentos emitidos pela Secretaria da Educação, resultaria em aprovação automática, mesmo se fosse assinado apenas o nome do aluno e a avaliação estivesse em branco. Contudo, na prática, muitos alunos que não fizeram nenhuma atividade ao longo do ano, mas realizaram a avaliação processual, também foram automaticamente aprovados. Desse modo, as aprovações giraram em torno de 100%, fazendo com que o Estado da Paraíba fosse reconhecido com a educação número 1, isto é, a melhor educação remota do Brasil pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).


Faz sentido a Paraíba ter a educação número 1 no Brasil, sendo as práticas acimas citadas tidas como formas de geração de estatísticas que não traduzem a realidade objetiva? Não, não faz sentido. Com isso, podemos afirmar que o governo reformista e oportunista do PSB no Estado da Paraíba mente sobre os dados oficiais. Assim como não fez reformas nem manutenção das escolas públicas estaduais ao longo desse período de pandemia.


Como dizia Mao Tsé-tung, líder da Revolução Chinesa de 1949, a prática é o critério da verdade. E não tardou a verdade aparecer em relação as escolas públicas paraibanas. Elas estão sucateadas.


De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (SINTEP/PB), em publicação em seu site oficial, “diversas escolas não tem infraestrutura necessária para garantir formação técnica de qualidade, como equipamentos fundamentais para a aprendizagem técnica: computadores, ferramentas, insumos”. Na ECIT Olivina Olivia Carneiro da Cunha, em João Pessoa-PB, o curso técnico de Marketing não dispõe de laboratório de multimídia; o prédio da escola está tomado de infiltrações; as salas de aula, em sua maioria, não têm ar-condicionado ou ventilador e estão com sua estrutura comprometida, impossibilitando a realização de aulas nas mesmas; o auditório está interditado e a rede elétrica corre risco de incendiar. Infelizmente, esse cenário não é uma situação particular de uma única escola. Tais condições, isto é, a falta de infraestrutura se repete em muitas instituições estaduais de ensino, do litoral ao sertão do Estado.


Para além da infraestrutura, em muitas escolas faltam professores, tanto da base técnica, quanto da base nacional comum curricular. Na ECI Antônio Gregório de Lacerda, em São José da Lagoa Tapada – PB, falta professor de inglês há um ano e quatro meses, assim como professor de física. Esse mesmo cenário pode-se verificar na maior parte das escolas estaduais.


Para piorar a situação da educação na Paraíba, “muitas ECITs não têm regulação junto ao Conselho Estadual de Educação (CEE)/MEC para emissão de certificado de cursos técnicos, o que invalida tais certificados emitidos pelo estado, se configurando um crime contra a educação paraibana e toda a população”, aponta o SINTEP/PB em seu site oficial.


Essa é a educação oferecida aos filhos e filhas da classe trabalhadora na Paraíba pelo governo oportunista de João Azevedo do PSB.


Trabalhadores e trabalhadoras da Educação, juntamente com os estudantes, unamo-nos contra as mentiras e arbitrariedades do governo na educação. Juntos formamos uma força titânica para construirmos o que queremos na Paraíba, no Brasil e no mundo.


Coletivo Comunista Carlos Marighella




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