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Atividade cultural na luta por uma escola no Dia da Consciência Negra



No último sábado, 20 de novembro, foi realizada mais uma atividade política-cultural pelo Movimento Vila Yolanda pela Construção da escola no extremo leste da capital paulistana. A Feira do Livro e Sarau produzidos com o apoio da campanha Brasil: pela Segunda e Definitiva Independência, reuniu algumas dezenas de jovens, professores e outros trabalhadores da região.


A Feira do livro contou com algumas bancas que realizaram a distribuição de algumas centenas de livros sobre diversos temas, como literatura, política, ciência e história, além de livros infantis e didáticos aos presentes. A atividade contou ainda com oficinas para as crianças presentes.


Os alunos da EMEF Profª Idêmia de Godoy, de Guaianases, estiveram presentes e fizeram uma intervenção em homenagem ao Dia da Consciência Negra e a luta do povo negro em nosso país contra o racismo e o sistema.


Também foi realizada uma atividade do jornal Rumos da luta, no qual foi feita a leitura do artigo "O medo que pode nos Imobilizar", publicado na edição #07 da publicação conjunta da União Reconstrução Comunista (URC) e da Célula Comunista de Trabalhadores (CCT).


Após a leitura coletiva, foi realizado um proveitoso debate em torno do texto e as questões levantadas. Os participantes do debate comentaram sobre as lutas diárias do nosso povo, para atender as necessidades da população, mas que muito pouco são atendidas pelo Poder público. O exemplo claro é a escola, pela qual as famílias da Vila Yolanda reivindicam há 30 anos e que só agora, a partir da organização e da mobilização em andamento, começam a se aproximar dessa conquista.


Foi indicado que já que o poder público não garante, então temos que fazer por nós mesmos. Uma vez que pouco é feito, devemos questionar a quem interessa que as coisas sigam como estão, a quem interessa que apesar dos trabalhadores produzirem tudo, não poder usufruir dessa riqueza produzida, não conseguir ter qualidade de vida.


Por isso, a conclusão geral foi a necessidade de se ter consciência de classe, de que desenvolva os caminhos pelo próprio povo para melhorar a vida de todos, e não aguardar as promessas de um ou outro nome nas eleições.


No ato político, em sua fala, Dona Lúcia, umas das lideranças do Movimento Vila Yolanda, reforçou a importância dessa luta pela escola, que só a educação pode dar um futuro, lembrando das crianças que moram na rua porque os pais estão desempregados porque não puderam estudar. Reforçou a necessidade de envolver cada vez mais os moradores e moradoras do bairro para brigar pelos seus direitos e que o movimento não desistirá, seguirá discutindo e chamando a comunidade para lutar.


A atividade foi encerrada com o Sarau de poesias e os shows musicais, dos companheiros Rafael Mineiro, Erivelto R. Silva, Clayton Belchior, Adriano Monteiro, Diogo Emanuel, Edy Dias e Max Dias.


O Movimento Vila Yolanda nasceu pela luta por uma escola pública no bairro, como mostramos no artigo sobre o ato no último 7 de setembro e conta com o apoio militante da campanha Brasil: pela Segunda e Definitiva Independência.

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