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O 11 de Setembro e a justificativa imperialista da "Guerra ao Terror"



Antes de falar dos acontecimentos relacionados ao 11 de setembro, se faz necessário mencionar dois momentos históricos que marcaram a trajetória do império estadunidense.


Primeiramente, vamos entender a Guerra Hispano-Americana, evento que inaugura as empreitadas imperialistas dos Estados Unidos pelo globo. A tensão entre EUA e Espanha crescia, uma guerra se avizinhava, e o motivo eram as posses coloniais espanholas de Cuba, Porto Rico, Filipinas e uma pequena ilha do Oceano Pacifico chamada Guam. O estopim do conflito ocorreu na madrugada de 15 de fevereiro de 1898, com a explosão do navio de guerra estadunidense USS Maine, ancorado no porto de Havana, Cuba. Enquanto 266 marinheiros foram mortos dormindo, o capitão do navio e seus oficiais próximos não sofreram danos.


As autoridades de Washington culparam rapidamente o governo da Espanha, alegando que a explosão fora causada por uma mina naval. O fato de que muitas testemunhas viram a força da explosão vinda de dentro da proa do navio não importou para investigadores norte-americanos. Investigações posteriores descartaram completamente a possibilidade de uma mina explodindo. Em todo caso, devido às evidencias, é bem provável que o governo da Espanha não tenha sido responsável pela explosão do Navio USS Maine. Apesar dos repetidos esforços diplomáticos da Espanha e a disposição em compensar pela perda das vidas e a destruição do navio, o governo dos Estados Unidos explorou a situação como a desculpa perfeita para uma guerra.


Em 25 de Abril de 1898, o Presidente William McKinley, com consenso do Congresso, fez sua infame declaração de guerra contra a Espanha. Os Estados Unidos agora seriam reconhecidos como uma potência imperialista mundial. A campanha militar que seguiu, impactou a vida de milhões de pessoas na Filipinas, Guam, Cuba e Porto Rico, que agora estariam submetidos a um novo opressor colonial.


Um segundo acontecimento histórico que devemos rememorar é o famoso ataque japonês a base de Pearl Harbor. Esse episódio e o 11 de setembro, foram apresentados ao mundo como casos em que o inocente e desinformado governo do EUA foi apanhado de surpresa por inimigos traiçoeiros. Verifica-se que em 1941 o Governo dos EUA estava perfeitamente informado dos planos de guerra japoneses para o Oceano Pacífico e da data do ataque a Pearl Harbor. Novamente o governo dos EUA desejava um pretexto para se lançar de cabeça em uma guerra, mas dessa vez o alvo era o Japão e a consequência de Pearl Harbor já sabemos: as bombas atômicas detonadas em Hiroshima e Nagasaki.


Avançando na linha do tempo, chegamos no século XXI, momento que os políticos e estrategistas estadunidenses, ambos fantoches das burguesias monopolistas, maquinavam a geopolítica do “Novo Século Americano”. Observando o passado está cada vez mais claro que o 11 de setembro foi um divisor de águas na política externa dos EUA e que desencadeou uma série de agressões no Oriente Médio sob pretexto de “guerra ao terrorismo”, como professou o seu então presidente George W. Bush.


Naquele contexto, o mandatário estadunidense, se apressou em colocar a culpa dos atentados na Al Qaeda, organização comandada por Osama Bin Laden. O líder terrorista e a sua organização foram formados, treinados e equipados pela CIA com objetivo de enfrentar a presença soviética no Afeganistão de 1979 em diante.


Como nos casos da explosão do Navio Maine e dos ataques a base de Pearl Harbor, o 11 de setembro caiu como uma luva para os EUA darem início a guerras como a do Afeganistão. Esse país foi invadido, bombardeado e completamente destruído em um massacre que durou duas décadas - a guerra de agressão mais longa iniciada pelos EUA. Na esteira do Afeganistão veio a guerra do Iraque em 2003. Ambos eventos fariam disparar meteoricamente os lucros da indústria bélica, que na época se encontrava no buraco.


Para além da venda massiva de armas de guerra, a questão do petróleo estava em jogo. A guerra do Afeganistão movida pelo pretexto de acabar com Bin Laden e a sua organização terrorista devastou todo país e custou em torno de 200 mil vidas. Já no Iraque os EUA pilharam milhões de litros de petróleo, e o suposto motivo nesse caso era a acusação de que Saddam Hussein possuía armas químicas de destruição em massa.


Horas após o 11 de setembro os políticos ianques e a mídia ocidental começaram a repetir infinitas vezes, brincando com os sentimentos de milhões de pessoas, que agora o mundo “livre” entraria em guerra contra a ameaça global do terrorismo. A opinião pública mundial é levada a acreditar que em 11 de setembro, quatro aviões comerciais, sequestrados por 19 terroristas armados, transportando caixas cheias de facas, viajaram tranquilamente por duas horas no espaço aéreo mais rigorosamente controlado do planeta, que na época era supervisionado pelo aparato militar com a tecnologia mais elevada. Esse discurso incutido insistentemente na mente da população mundial pavimentou e justificou as intervenções estadunidenses no Oriente Médio. Devido ao 11 de setembro o governo estadunidense aprovaria o Patriot Act, ou Lei Patriótica, que reforçaria o estado permanente de emergência em relação as ameaças terroristas. Além disso o Patriot Act liberava a prática de tortura fora do território dos EUA, além de criar o departamento de Segurança Internacional.


Após contextualizar os eventos históricos desencadeados pelo chamado atentado às torres gêmeas, por vias de curiosidade vamos constatar alguns pontos mais específicos sobre esse fato, mesmo sem entrar a fundo nas evidencias. Existem uma série de estudos de diversas áreas do conhecimento que apontam contradições e questionam a versão oficial do 11 de Setembro.


Muito se questionou o processo de queda das torres do World Trade Center, onde em um intervalo de cinquenta minutos ambas caíram, sendo que a torre que foi atingida depois, caiu primeiro. Em 2009, pesquisadores liderados pelo professor Niels Harrit, da Universidade de Copenhagen (Dinamarca), apontou resquícios de explosivos altamente tecnológicos em amostras dos escombros das torres gêmeas.


Essa descoberta pode explicar a queda livre dos prédios em um possível ato de demolição implosiva controlada. Os aviões não poderiam derrubar as torres gêmeas devido à temperatura do combustível não ser suficiente alta para derreter aço. Para entrar em ebulição precisa alcançar uma temperatura de 1.700 Fahrenheit, a resistência do aço é de 2.700, ou seja, combustível de avião é incapaz de derreter aço reforçado.


O impacto também não podia ter afetado a estrutura tal como afirmado pelo governo norte-americano, uma vez que o prédio foi projetado para suportar aviões daquele tamanho. O ferro derretido na base dos prédios ficou detectável por várias semanas e, por três meses, fotos infravermelhas de satélites mostraram bolsões de alto calor nas torres.


Em um dos melhores livros sobre o assunto os jornalistas brasileiros Marcelo Csettkey e Marcelo Gil, lançaram a obra denominada “Crime de Estado - A Verdade Sobre o 11 de Setembro”, que aponta as facetas do ocorrido com base em uma ampla pesquisa de quatro anos. Segue alguns pontos relevantes que constam no trabalho dos autores brasileiros:


1) Os órgãos de inteligência norte-americanos (CIA, FBI, NSA, CSG), o Pentágono e a Casa Branca estavam amplamente informados, meses antes de 11 de setembro, da presença de terroristas ligados a Al Qaeda em território nacional e com objetivos claros de promover um atentado ao WTC. Três relatórios determinantes foram abafados, engavetados, ou mesmo adulterados, para que as investigações não fossem adiante.


2) O presidente do Egito, Hosni Mubarak, o ministro do Interior Afegão, Ahmed Wakil Muttawakil, e o Mossad (serviço secreto de Israel), alertaram o governo Bush sobre a possibilidade de atentados, sequestros de aviões e mortes em massa.


3) Nenhum dos quatro voos que mudaram de rota no dia 11 foram interceptados ou mesmo abatidos pelo sistema de defesa dos Estados Unidos, procedimento considerado obrigatório. Entre a decolagem do primeiro avião e o choque com a torre, houve um intervalo de mais de 30 minutos, tempo suficiente para a interceptação, aviso de retorno à rota original e tomada de decisão pelo alto comando para abatê-lo.


4) Apesar de a imprensa norte-americana ter acompanhado as investigações prévias e denunciado a omissão das autoridades, ela muda completamente seu comportamento e deixa de questionar o governo a respeito das investigações posteriores aos atentados, pois se submeteu à censura explícita do Estado, ganhando como recompensa a alteração da legislação que regula o mercado de comunicações no país, favorecendo o monopólio da mídia. Os principais beneficiados por essa medida foram os seis grandes conglomerados midiáticos ianques: Time Warner (CNN), CBS, Disney (ABC), General Eletric (NBC), Universal e Fox.


5) Da mesma forma, o Senado norte-americano se absteve de tomar as medidas necessárias frente aos relatórios e denúncias recebidas pela comissão estabelecida para estudar toda a situação. Conforme Deonísio da Silva, na apresentação do livro, "se, como disse Engels, 'a ciência é a eliminação progressiva do erro', a mídia parece empenhada, em momentos decisivos, na eliminação progressiva da verdade".


De acordo com um relatório do projeto Costs of War, da Brown University, os Estados Unidos gastaram desde 2001, cerca de US$ 8 trilhões em guerras e terão que pagar uma quantia semelhante ​​nas próximas décadas. Mesmo com o passar do tempo, as guerras continuam sendo o principal mecanismo dos Estados Unidos; lembremos que até o ano de 2019, em seu terceiro ano de mandato, Donald Trump aprovou um orçamento recorde de 716 bilhões de dólares para a “Defesa”.


Todos os eventos mencionados acima servem para não deixar dúvidas sobre essência do império, onde seus governos são capazes de fazer qualquer coisa para enriquecer ainda mais os grandes parasitas da humanidade. Independente da visão que se possa ter sobre o acontecimento, o fato é que caiu perfeitamente para justificar e colocar em marcha uma nova ofensiva do imperialismo ianque, sobre a desculpa da chamada “Guerra ao Terror”.