1/10

"Intensificação da perseguição política na Guatemala"



As organizações da Liga Internacional de Luta dos Povos (ILPS) Guatemala, expressam seu total repúdio à intensificação da perseguição política. Fatos aterrorizantes marcaram a história dessa prática em nosso país, exemplo do passado imediato que marcaram no movimento social, sindical e popular, os assassinatos de lideranças estudantis e desaparecimentos forçados, em 21 de junho de 1980: o desaparecimento e assassinato de 27 dirigentes sindicais da Central Nacional de Trabalhadores (CNT) a queima de dirigentes camponeses na embaixada espanhola, são alguns dos muitos acontecimentos que permanecem em aberto nas mentes da população.


Nesse cenário, atos violentos de terrorismo de Estado voltam a ser registrados, comparáveis ​​às décadas de 1970, 1980 e 1990, com os métodos contra insurgentes daqueles anos, estabelecendo-se assim o aumento do número de presos políticos e de consciência.


Nem os esforços civis, partidários, nem as forças insurgentes em 36 anos e meses de guerra, nem 25 anos após a assinatura da paz “firme e duradoura” mudaram o rumo traçado por empresários milionários e a política de corrupção, terror e enriquecimento, orientado desde o império ianque e exercido e executado pela estrutura guatemalteca.


O que vemos como uma conjuntura na gestão e administração do Estado na atualidade, não é, é a continuidade em mãos do plano de desapropriação dos territórios e de seus recursos, o que parece conjuntural é o nível de consciência popular, – não de organização – como se demonstra, é fruto de políticas governamentais de superexploração dos recursos naturais, da violação sistemática dos direitos humanos, da perseguição política judicializada e ilegal de lideranças sociais, lideranças políticas, povos indígenas e agricultores da atualidade.


No horizonte geopolítico, as ofertas para buscar a “justiça para os corruptos” criam cantos de sereia e alimentam “esperanças” na população.


Nesse ínterim, pessoas inocentes são perseguidas ilegalmente, ameaçadas, presas e condenadas, exemplos disso são o defensor dos direitos humanos e do território Bernardo Caal, o histórico lutador revolucionário Comandante César Montes, Juan Solórzano Foppa, o sobrevivente do massacre de 115 crianças Arnulfo Oxlaj e muitos outros.


Apelamos à solidariedade internacional pelo seu apoio e acompanhamento, visto que os esforços da Guatemala para construir uma nação livre e solidária são atacados por uma elite empresarial indolente, comprometida com obscuros interesses que conduzem a luta política ao campo da corrupção criminosa, exigimos que seja respeitada a vida e a integridade física e que agilizem o devido processo para sua pronta liberação.


A Liga Internacional de Luta dos Povos (ILPS), por meio desta expressa sua solidariedade e se compromete com o povo guatemalteco e as pessoas qualificadas como presos políticos e de consciência.


Guatemala nunca mais.


Não à perseguição política.