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Israel inicia nova guerra de agressão contra a Palestina



O mundo assiste horrorizado as atrocidades de Israel contra o povo palestino. Desde 1948, o Estado sionista de Israel promove um genocídio em câmera lenta, o qual nos últimos dias atingiu níveis gritantes.


Fazendo um breve balanço do recente processo histórico, há 70 anos atrás, em 15 de maio de 1948, se inicia o que hoje é conhecido como “Catastrofe” (Nakba). O saldo disso foi a expulsão de mais de 700 mil palestinos de sua terra e por volta de 400 aldeias destruídas. Um ano antes, a Assembleia Geral da ONU, com todo o suporte da campanha promovida pelo Imperialismo britânico e norte-americano havia decretado a Resolução que estabeleceria dois Estados na região histórica da Palestina; a partir disso o Estado de Israel se estabelece mediante a colonização do território palestino, e a limpeza étnica de seu povo.


Atualmente a região de Gaza possui uma área de 375 quilômetros e ali vivem por volta de 2 milhões de palestinos. Desde 2007, ano do bloqueio israelense, as perspectivas se tornaram catastróficas para os habitantes da Palestina. A economia local foi destruída e desde então vem privando seus habitantes de itens básicos como alimentos, combustível e remédios.


O bloqueio da Faixa de Gaza perpetrado por Israel causou um prejuízo de 16 bilhões de dólares aos palestinos e lançou mais de um milhão de pessoas para baixo da linha da pobreza em pouco mais de 10 anos, perante isso, a taxa de carência em Gaza atinge o alarmante número de 80% da população. A pobreza estrutural assola os habitantes de Gaza, que por sua vez possui números seis vezes piores que a Cisjordânia, o seu vizinho. No bombardeio atual vimos as habitações dos palestinos serem obliteradas, sendo que de 2007 até o início de 2021, 77% dessas habitações já haviam sido destruídas ou danificadas pelos bandidos israelenses.

Gaza já passou por 3 operações – agora temos a quarta – massivas capitaneadas pelos israelenses em 2007, 2012 e 2014. Essa empreitada contribui para danificar a infraestrutura, e provocar a morte e deslocamentos de palestinos. Números estimam que cerca de 4 mil palestinos já morreram nesse período e 20 mil foram feridos em gravidades de graus diferentes. Empresas comercias, industrias e infraestrutura publica em energia, água, saneamento básico, saúde e sofreram danos difíceis de reverter.


Retornando a atualidade, o início do presente conflito foi desencadeado por provocações vindas dos israelenses em abril no mês do Ramadã, quando mais de cem palestinos, respondendo com revolta, foram feridos em um confronto com a polícia em um ataque a Mesquita de Al Aqsa. Na ocasião sionistas marchavam rumo a Cidade Velha de Jerusalém aos gritos de “morte aos árabes!”, se tratava de uma provocação à festividade sagrada dos muçulmanos.


A origem do acirramento das tensões foram os despejos de famílias palestinas no bairro de Sheikh Jarrah, região historicamente habitada por palestinos e próxima à Cidade Velha de Jerusalém. Estes imóveis estão sendo reivindicados para assentamentos judeus nos tribunais israelenses, mas devido a escalada a violência a Suprema Corte de Israel adiou a decisão sobre as expulsões.


Diante de mais essa violação aos direitos dos palestinos, o Hamas e a Jihad Islâmica lançaram foguetes contra Israel depois de ter visto desrespeitado seu ultimato para a retirada das forças militares de Al Aqsa e Sheikh Jarrah.


No dia 10 de maio teve início o bombardeio de Israel contra os palestinos situados na Faixa de Gaza, que já ocasionou centenas de mortes - entorno de 40 crianças -, sem contar os milhares de feridos. O que vemos em Gaza é uma legitima chuva de bombas, sendo que muito dos ataques sionistas foram neutralizados pelo Hamas. A infraestrutura local também foi alvo dos sionistas assassinos, onde prédios residenciais foram destruídos deixando incontáveis famílias sem abrigo em meio a esse cenário de hostilidade. Nas divisas, palestinos são linchados e suas casas e comércios viram alvo da violência reacionária israelense.


Em resumo, o choque atual se trata do maior nível de violência na região desde 2014. No âmbito do cenário local, nos últimos dias vem crescendo a possibilidade do Hezbollah entrar no conflito, já no plano internacional a China se apresenta como mediadora e cobra uma posição dos EUA, que segue sendo o principal fiador dos crimes de Israel no Oriente Médio.