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Prisões arbitrárias e repressão contra o povo peruano



Em meio a um cenário de efervescência política e de mobilização das classes trabalhadoras no Peru, foi deflagrada na madrugada do dia 2 de dezembro, pela Polícia Nacional do Peru, através da “Direção Nacional contra o Terrorismo” (DIRCOTE), a intitulada “Operação Olimpo”, que resultou na invasão de mais de 90 domicílios e a detenção de 74 pessoas – entre elas, uma mulher e seu bebê de 8 meses –, membros do Movimento pela Anistia e pelos Direitos Fundamentais (MOVADEF) e de outras organizações populares, todos acusados de terrorismo por serem supostamente remanescentes do Sendero Luminoso.


A luta armada empenhada pelo Exército Guerrilheiro Popular no início dos anos 80, guiada pelo Partido Comunista do Peru (PCP) que ficou conhecido como Sendero Luminoso, é uma das grandes experiências revolucionárias da América Latina e causa temor nas classes dominantes peruanas até os dias atuais. No início dos anos 90, sob a ditadura de Alberto Fujimori, foi empregada uma grande força repressiva contra os guerrilheiros culminando na prisão de grande parte do Comitê Central, além de torturas e assassinatos de lideranças populares. Desde então o Estado reacionário peruano se utiliza de leis “antiterroristas” para perseguir trabalhadores e lutadores sociais, para tentar calar o povo pelo medo!