URC realiza atividade online em celebração aos 150 anos de Lenin


Desde o início do ano, nós, da União Reconstrução, estávamos planejando fazer uma série de atividades em torno dos 150 anos do nascimento de V.I. Lenin, em São Paulo e no Rio de Janeiro a princípio. Contudo, diante da atual pandemia e as limitações que se impuseram, tivemos que mudar os planos.

Essas atividades fariam parte de uma campanha internacional capitaneada pela ILPS (Liga Internacional da Luta dos Povos) intitulada "Lenin em 150: Lenin Vive!”, cujo lançamento ocorreria em Amsterdã, no último dia 28 de março. Inclusive, enviamos um artigo para a ocasião, que será publicado em maio na nova edição da Revista Nova Cultura.

Diante da atual conjuntura, mas para preservar a celebração desta importante data para a defesa de Lenin, utilizamos o nosso site e redes sociais para publicar uma série de materiais sobre a vida e a obra do grande líder bolchevique, e que culminaram em uma atividade online que realizamos no último dia 23 de abril.

Na ocasião, reunimos mais de 50 companheiros e companheiras para debater o legado revolucionário de Vladimir Ilich Ulianov e os seus aportes universais a ciência do proletariado.

Fizemos a leitura da nota política da URC, "Lenin vive! Os 150 anos do grande mestre do marxismo-leninismo", além de uma introdução a sua trajetória revolucionária. Dois camaradas da organização fizeram duas falas em torno da teoria leninista do imperialismo e a questão do partido de novo tipo.

Na fala sobre a teoria leninista do imperialismo, além de discutir seus cinco aspectos fundamentais caracterizados pelo autor – 1) a concentração da produção e do capital levada a um grau tão elevado de desenvolvimento que criou os monopólios, os quais desempenham um papel decisivo na vida econômica; 2) a fusão do capital bancário com o capital industrial e a criação, baseada nesse "capital financeiro" da oligarquia financeira; 3) a exportação de capitais, diferentemente da exportação de mercadorias, adquire uma importância particularmente grande; 4) a formação de associações internacionais monopolistas de capitalistas, que partilham o mundo entre si, e 5) o termo da partilha territorial do mundo entre as potências capitalistas mais importantes –, falou-se sobre as alterações no mundo 100 anos depois da publicação do livro.

Desenvolveu-se a apresentação falando da ascensão dos Estados Unidos como a principal potência imperialista do mundo, que subordina mesmo outros países imperialistas nesse cenário, assim como também foi falado da polêmica desenvolvida em um artigo da Revista Nova Cultura #5, sobre a falsa ideia de pirâmide imperialista, defendida por alguns partidos comunistas como o KKE.

Na questão do partido, se colocou a questão da necessidade histórica dessa ferramenta fundamental do proletariado, que sem esta concepção organizativa, se limita as lutas econômicas parciais que não podem mudar o estado de coisas atuais, e de como Lenin foi capaz de sistematizar essa questão a partir da experiência revolucionária russa e de como é necessário a construção de um partido de novo tipo, capaz de fundir a luta dos trabalhadores com a teoria do socialismo científico e assim dirigir o processo revolucionário. Polemizamos também com concepções como a de Rosa Luxemburgo que dava ênfase em um certo espontaneísmo das massas e diminuía o papel de vanguarda do Partido, assim como as teses revisionistas vigentes, que tentam retirar o papel dirigente do partido proletário, reduzindo-o a um agrupamento semelhante aos partidos burgueses, que devem buscar somente melhorias ao povo, e não a tomada do poder.

A partir dessa primeira experiência, e diante da situação excepcionais que vivemos, o NOVACULTURA.info passará a planejar mais atividades como essa, para debater questões importantes do marxismo-leninismo-maoísmo e da história das revoluções em África, Ásia e América Latina.

Ouça o áudio da atividade

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