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"Por que tenta-se vender a Eletrobras a galope"


“O Novo Grande Jogo do século XXI continua a ser, sempre e ainda, sobre energia” (Pepe Escobar, em Império do Caos) A privatização do setor elétrico no Brasil, encaminhada de forma apressada pelo governo golpista, será útil para ajudar a resolver os problemas das multinacionais do setor e dos grupos que vão ganhar dinheiro com a privataria, que caracteriza sempre os processos de privatização em todo o mundo. Pretendem privatizar o sistema elétrico brasileiro porque ele é filé mignon e proporcionará muitos lucros aos grupos econômicos que o arrematarem a preço de banana. A Eletrobras é o maior sistema elétrico da América Latina e a 6ª maior estatal de energia do mundo, compreendendo 239 usinas de geração de energia (31% da capacidade de geração do Brasil, com 47 GW), sendo que 94% da capacidade de geração vem de fontes de energia limpa. O sistema tem ainda 70 mil quilômetros de linhas de transmissão (ou seja, 47% de tudo o que o país dispõe) e 6 distribuidoras (que atendem a 6,3 milhões de clientes, com 258 mil km de rede). É composto também por 14 empresas subsidiárias; uma empresa de participações (Eletropar); um Centro de Pesquisas (CEPEL) – único no Brasil e um dos principais do mundo; 50% do capital social da Itaipu Binacional. Além de participações relevantes em projetos estruturantes de caráter estratégico e nacional, tais como Usina Hidrelétrica de Belo Monte, Jirau, Santo Antônio e Teles Pires, entre outros. Além de ser um sistema estratégico para o país sob todos os pontos de vistas, é um verdadeiro tesouro como fonte de receita e, em condições normais, só dá prejuízo mediante corrupção ou grande incompetência gerencial. Somente em um processo de golpe um sistema de produção e distribuição de energia, avaliado em R$ 370 bilhões, seria torrado por menos de 10% do seu valor. Se houvesse formas de explicar ao povo didaticamente o crime que querem cometer com a Eletrobras, haveria paralisação do país para impedir a ação. A privatização da Eletrobras significa, na prática, a privatização do acesso à água, pois a matriz energética brasileira é predominantemente hidrelétrica. Depende, portanto, dos cursos dos rios. A Guerra pela Água, é portanto, uma dimensão fundamental, e pouco discutida, na tentativa de entregar a Eletrobras. A ONU prevê que, no ritmo atual, as reservas hídricas do globo irão diminuir 40% até 2030, o que deverá provocar uma “guerra pela água” no mundo. Os EUA e a Europa enfrentam grave problema de falta de água, a maioria dos rios dos EUA e do Velho Continente estão contaminados. Tudo indica que um dos interesses do golpe é se apropriar do Aquífero Guarani, maior reserva subterrânea de água doce do mundo. O Aquífero que está localizado na parte sul da América do Sul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) coloca a Região como detentora de 47% das reservas superficiais e subterrâneas de água do mundo. O esforço do gover