"Apoiar a Palestina e todas as nações sitiadas! Derrotar o imperialismo ianque e o sionismo, as sanções, o cerco e a agressão militar!"

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Três anos depois de a histórica operação Inundação de Al-Aqsa ter despedaçado a ilusão da invencibilidade sionista e exposto o genocídio no cerne do projeto colonial de ocupação, a frente anti-imperialista global permanece unida. O que começou como um avanço audacioso pela autodeterminação palestina transformou-se em uma onda mundial e histórica de resistência. Hoje, os combatentes pela libertação em Gaza e na Cisjordânia estão lado a lado com as lutas populares da América Latina, da África, da Ásia Ocidental e da Ásia-Pacífico.
O imperialismo dos EUA, principal fomentador do terror, da subversão econômica e da guerra em todo o mundo, enfrenta uma crise irreversível de legitimidade e de poder. A retirada forçada das tropas americanas de posições em toda a Ásia Ocidental, inclusive no Iraque, expõe uma superpotência em declínio acentuado. Movida pelo pânico diante da perda de seu domínio global, Washington recorre a medidas cada vez mais brutais: guerra híbrida, asfixia econômica, assassinatos extrajudiciais, agressão militar direta e cerco digital. Além do sequestro de chefes de Estado, os EUA e seus cães de ataque sionistas assassinam extrajudicialmente líderes mundiais e figuras revolucionárias ao longo da história, desde o martírio do heroico guerrilheiro Ernesto “Che” Guevara até o legado revolucionário e ant-iimperialista do Líder Supremo iraniano aiatolá Seyed Ali Khamenei, passando por líderes da resistência palestina como Yahya Sinwar e Ismail Haniyeh, e pelo secretário-geral do Hezbollah libanês, Sayyed Hassan Nasrallah. No entanto, cada manobra para reafirmar seu domínio só faz unir ainda mais os povos de todas as nações oprimidas em defesa da soberania nacional e da autodeterminação genuína.
Terra, cerco e guerra econômica: as raízes da violência imperialista
Em sua essência, a guerra global travada pela aliança EUA-sionista é uma campanha implacável por terra, recursos e domínio econômico total, que saqueia ecossistemas, desloca populações indígenas e tenta destruir economias soberanas para alimentar uma elite financeira global.
Na Palestina, as forças de ocupação sionistas continuam sua campanha de limpeza étnica e de cerco de morte lenta, valendo-se da fome deliberada, da destruição total do sistema de saúde e de esquemas imobiliários concebidos para lucrar com o genocídio, enquanto a violência de colonos apoiada pelo Estado tenta apagar a existência palestina em toda a Cisjordânia.
Na América Latina, consolida-se a unidade das forças populares, revolucionárias, anti-imperialistas e patrióticas para enfrentar a ofensiva do imperialismo EUA-sionista, que tenta reimpor uma Doutrina Monroe atualizada para assegurar o controle total sobre as riquezas estratégicas, as rotas comerciais e a força de trabalho da região. Apesar de Washington contar com a guerra midiática, a subversão política e regimes títeres reacionários em todo o hemisfério, os povos da região estão unindo forças para defender sua soberania regional, com base em uma longa história de resistência anticolonial, para derrotar o inimigo comum da humanidade.
Na Venezuela, as comunas populares, as organizações anti-imperialistas e os trabalhadores, firmes na defesa dos fundamentos democráticos do processo bolivariano, denunciam o sequestro ilegal do presidente Nicolás Maduro e se organizam contra a agressão militar e as ações extrajudiciais dos EUA, formando a espinha dorsal resiliente do povo, que organiza e luta ativamente contra as sanções americanas, as ameaças militares, o colaboracionismo e o bloqueio econômico para defender a soberania nacional e o poder popular.
Em Cuba, sob um bloqueio assassino de décadas, intensificado a extremos históricos, os EUA privam a população de energia, alimentos e medicamentos essenciais numa tentativa criminosa de destruir sua revolução socialista.
No Irã, onde o eixo EUA-sionista busca esmagar qualquer força regional que se recuse a submeter-se, por meio de severos bloqueios econômicos, guerra aberta e campanhas de assassinato, as massas do povo iraniano vêm se mobilizando continuamente nas praças das cidades de todo o país desde os ataques militares de 28 de fevereiro, uma poderosa demonstração de resistência popular que a mídia corporativa hegemônica ignora sistematicamente, ao mesmo tempo que dá espaço a grupos contrarrevolucionários.
No Iêmen, o sofrimento do povo deve ser elevado perante o mundo: há mais de doze anos, os iemenitas suportam sanções genocidas implacáveis, bloqueio, fome e bombardeios militares que resultaram em centenas de milhares de mortes, atrocidades ignoradas por tempo demais, inclusive por forças progressistas. Ainda assim, apesar desse sofrimento inimaginável, o povo iemenita permanece orgulhosamente na linha de frente da defesa da Palestina e do enfrentamento da agressão imperialista.
No Iraque, a recente retirada forçada das forças militares dos EUA marca mais um sinal inequívoco do enfraquecimento e do declínio acelerado do imperialismo americano. Embora Washington continue a usar como arma a subjugação financeira, mantendo as receitas do petróleo e o banco central do Iraque sob ditame estrangeiro, sua retirada militar forçada prova que o centro imperial já não consegue sustentar suas ocupações diante da resistência regional persistente e da demanda popular por soberania nacional.
Na Síria, as ocupações militares ilegais, o roubo de recursos e as sanções econômicas paralisantes continuam a privar o povo sírio de sua soberania e da reconstrução de que necessita.
Enquanto isso, em toda a região do Sahel, na África Ocidental, movimentos populares e governos anticoloniais se levantam para romper as correntes do neocolonialismo francês e do domínio militar dos EUA, exigindo o fim imediato das bases estrangeiras e do saque de recursos.
Na Papua Ocidental e nas Filipinas, os povos resistem ativamente ao terror de Estado, às brutais campanhas de contrainsurgência e ao deslocamento forçado, que buscam entregar suas terras ancestrais, suas ricas florestas e seus minerais críticos a corporações multinacionais e a operações militares estrangeiras.
Imperialismo tecnológico: a “Pax Silica” e o cerco tecnológico à China
À medida que o conflito militar se expande em terra, o imperialismo dos EUA abriu uma nova frente por meio da dominação digital e do cerco tecnológico. Com iniciativas como a Pax Silica, Washington constrói um cartel tecnológico internacional destinado a controlar as cadeias globais de suprimento de semicondutores, a inteligência artificial, os minerais críticos e a infraestrutura digital.
Esse cerco digital visa excluir a China e todas as nações oprimidas da soberania tecnológica, ao mesmo tempo que militariza o Vale do Silício. As grandes empresas de tecnologia funcionam como braços diretos da máquina de guerra imperial, fornecendo seleção de alvos baseada em IA para os bombardeios sionistas, redes de vigilância em massa e bloqueios digitais. Em todo o mundo, a extração de minerais de terras raras para essa guerra tecnológica impulsiona violentas apropriações de terras, desapossando comunidades camponesas e indígenas, destruindo ecossistemas e transformando territórios soberanos em zonas de extração sacrificadas.
Mobilizem-se para os Dias Globais de Ação!
Em resposta a essas agressões imperialistas crescentes, a ILPS, a GCR e a UPRA convocam todas as organizações revolucionárias, sindicatos, movimentos camponeses, movimentos de mulheres, povos indígenas, estudantes e ativistas antiguerra do mundo inteiro a convergirem para os 10 Dias de Ação PASS (People against Siege and Sanctions, “Povos contra o Cerco e as Sanções”), de 1º a 10 de outubro.
Em 7 de outubro, comemoramos a histórica Inundação de Al-Aqsa convocando pela libertação completa da Palestina e exigindo o fim do imperialismo dos EUA e do sionismo, por meio de ações diretas, piquetes e atos em frente às embaixadas dos EUA e de Israel, a empresas fornecedoras do setor militar e a instituições financeiras cúmplices.
Em 8 de outubro, em homenagem ao legado revolucionário de Ernesto “Che” Guevara no Dia do Guerrilheiro Heroico, juntamo-nos ao chamado lançado a partir da Venezuela por um Dia Internacional de Ação Anti-imperialista, conclamando a mobilizações coordenadas em todo o mundo, ações culturais e campanhas de propaganda contra as sanções, os cercos e a intervenção estrangeira.
Seja por meio de protestos às portas das embaixadas, atos públicos, debates educativos ou greves midiáticas digitais, devemos mobilizar nossa força coletiva contra as instituições da violência imperialista.
Nossos chamados unificados
Exortamos a intensificar nossa luta pela libertação nacional da Palestina, exigindo o fim imediato do genocídio, da ocupação e do cerco sionistas, “do rio ao mar”. Erguemos todas as bandeiras contra as criminosas sanções e bloqueios econômicos dos EUA que devastam Cuba, Venezuela, Irã, Síria, Iraque e Iêmen. Exigimos a retirada imediata das tropas americanas e o desmantelamento de todas as bases militares dos EUA em todo o planeta, com ênfase urgente na Ásia Ocidental neste momento crítico, bem como na América Latina, no Sahel e na Ásia-Pacífico. Além disso, conclamamos a destruir a Pax Silica, as redes de vigilância das grandes empresas de tecnologia e a máquina de guerra imperialista movida por terras e lucros corporativos, ao mesmo tempo que defendemos os direitos territoriais indígenas e camponeses contra o saque corporativo e a destruição ambiental.
TROPAS DOS EUA FORA DA ÁSIA OCIDENTAL!
TROPAS DOS EUA FORA DE TODO O MUNDO!
FIM DAS GUERRAS IMPERIALISTAS E SIONISTAS DOS EUA!
O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO!
VIVA A SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL!
Declaração conjunta da Liga Internacional de Lutas dos Povos (ILPS), da Coalizão Global de Resistência contra o Imperialismo dos EUA (GCR) e da Frente Única Revolucionária Anti-imperialista (UPRA)










































































































































