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Marxismo-leninismo e lutas revolucionárias dos povos do mundo

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História das Três Internacionais

"Travar a luta dos povos por uma Paz justa e duradoura!"

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há 46 minutos
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A Liga Internacional das Lutas dos Povos (ILPS) marca o Dia Internacional da Paz com indignação e condenação às graves violações da paz, da soberania e dos meios de subsistência decorrentes das guerras imperialistas de agressão e das campanhas fascistas de contra-insurgência sendo travadas em nome do imperialismo em todo o mundo. Em vez de paz, os apologistas do sistema imperialista nos oferecem nada além de mais miséria e guerra. É por meio das lutas corajosas dos povos que emergem pela libertação nacional em diversos países hoje que se abrirá verdadeiramente o caminho para uma paz justa e duradoura em um mundo onde o imperialismo tenha sido derrotado.

 

O imperialismo estadunidense já abandonou completamente qualquer pretensão de paz ou adesão ao direito internacional humanitário. Quarenta e cinco anos desde que o dia 21 de setembro foi declarado pelas Nações Unidas em 1981 como o “Dia Internacional da Paz”, o mundo está hoje sitiado por múltiplas guerras em curso decorrentes da agressão imperialista, que agravou a crise econômica generalizada. No último ano, desde o Dia Internacional da Paz de 2025, ainda mais guerras e invasões foram iniciadas pelos EUA.

 

A Venezuela foi descaradamente invadida pelos EUA em 3 de janeiro de 2026, numa operação que os EUA afirmaram que traria “paz e estabilidade” ao país. Isso ocorreu após anos de sanções econômicas estadunidenses que arruinaram a economia e privaram o povo venezuelano de bens básicos como alimentos, remédios e materiais de construção. Os EUA sequestraram o presidente Maduro e a Primeira Combatente Flores, ao mesmo tempo em que mataram cerca de 100 venezuelanos e 32 cubanos que estavam estacionados no país. Hoje, os EUA exercem uma ocupação de fato do país, buscando extrair suas reservas de petróleo e cortar seu apoio a Cuba.

 

Cuba está sob um dos mais duros bloqueios de toda a história da intervenção estadunidense contra a ilha. Desde 29 de janeiro de 2026, energia, alimentos e transferências monetárias foram quase totalmente cortados pelos EUA, levando a apagões regulares, ao fechamento de hospitais onde recém-nascidos e pacientes doentes correm risco de morte, e forçando muitas instituições, como escolas e órgãos governamentais, a limitar seus serviços. Enquanto os EUA sufocam de forma cruel o povo cubano, garantem que sua infame base militar e prisão em Guantánamo permaneça em plena atividade, torturando prisioneiros sem acusação formal e servindo de base de apoio para as guerras estadunidenses no Hemisfério Ocidental.

 

Os EUA continuam bombardeando o Irã desde que a guerra EUA-sionista foi lançada em 28 de fevereiro de 2026. Pelo menos 3.468 pessoas foram registradas como mortas e mais de 26.500 feridas, segundo o Ministério da Saúde do Irã. Os EUA têm alvejado principalmente infraestrutura civil, com Trump ameaçando explodir “cada ponte e usina elétrica” a fim de “aniquilar toda uma civilização” no Irã. Os EUA também tentaram bloquear o Estreito de Ormuz como forma de prejudicar economicamente o Irã, mas isso apenas contribuiu para a alta global dos preços de petróleo, fertilizantes e outros produtos.

 

Na Palestina ocupada pelos sionistas, o chamado “Conselho pela Paz”, lançado em 22 de janeiro de 2026, não cumpriu nenhuma de suas promessas ao povo de Gaza. Desde que o cessar-fogo de outubro de 2025 foi assinado entre “Israel” e a resistência palestina, foram documentadas 4.889 violações “israelenses”, resultando em pelo menos 1.381 palestinos mortos e pelo menos 4.757 feridos, segundo o Ministério da Saúde da Palestina. Isso se soma às mais de 73 mil mortes documentadas em Gaza desde o início do genocídio, número que provavelmente chega a cerca de 200.000 quando se considera o número de desaparecidos sob os escombros. O Conselho pela Paz prometeu garantir acesso humanitário a Gaza, mas apenas 34,9% do fluxo acordado de caminhões humanitários e comerciais entrou, e apenas 39,3% das travessias programadas por Rafah foram permitidas. Aproximadamente 34 quilômetros quadrados permanecem ocupados pelas forças sionistas, com mais casas sendo demolidas diariamente, apesar dos relatos de “reconstrução” divulgados pelo Conselho. Gaza é um dos exemplos mais evidentes de como a palavra “paz” pode ser instrumentalizada pelas forças do imperialismo em suas tentativas de encobrir um genocídio de sua própria autoria.

 

Além de Gaza, o genocídio também continua na Cisjordânia, onde quase 5.000 ataques de colonos ocorreram somente em 2026. Isso se dá enquanto o governo sionista arma abertamente os colonos e incentiva frenesis fascistas de violência e pogroms contra os palestinos, semelhantes aos pogroms nazistas contra judeus na Alemanha dos anos 1930. Mais de 1.000 palestinos foram mortos na Cisjordânia, com pelo menos 250 vilarejos afetados pela queima de casas, carros e plantações. Somente em agosto, mais de 20 mil oliveiras foram arrancadas, enquanto mais de 120 mil metros quadrados de terras agrícolas foram destruídos em março. Apesar de a ONU ter oficialmente aprovado uma resolução para encerrar a ocupação sionista da Cisjordânia em setembro de 2024, sua própria celebração do Dia Internacional da Paz hoje ocorre com essa resolução ainda sem implementação.

 

Na Ucrânia, o exército ucraniano, apoiado pelos EUA e pela OTAN, continua a combater as tropas russas estacionadas em território ucraniano, ao mesmo tempo em que dispara drones para dentro do território russo profundo. Tanto civis ucranianos quanto russos foram afetados, sendo as comunidades ucranianas as mais atingidas por essa devastadora guerra por procuração da OTAN. Segundo as próprias estimativas da ONU, centenas de milhares de militares e mais de 16 mil civis foram mortos desde o início da guerra, em fevereiro de 2022. O conflito permanece relativamente estagnado em termos de território reivindicado por ucranianos e forças russas, com a Rússia oferecendo um acordo de paz em troca de concessões territoriais nas regiões de língua russa da Ucrânia e da promessa de que a Ucrânia não ingressará na OTAN — proposta à qual a Ucrânia e seus patrocinadores imperialistas nos EUA e na UE têm resistido, prometendo ainda mais transferências de armas nos próximos meses. As vastas reservas de minerais críticos e terras agrícolas da Ucrânia são muito cobiçadas pelas corporações monopolistas ocidentais.

 

Em toda a região da Ásia e do Pacífico, o exército estadunidense continua expandindo suas bases militares e realizando exercícios militares conjuntos em sua busca por conter sua rival, a China. Essa expansão de forças militares traz violência às comunidades que vivem no entorno das bases ou onde os exercícios ocorrem, especialmente contra as mulheres, à medida que a terra é poluída por vazamentos químicos e munições não detonadas. Há aproximadamente 375 mil soldados estadunidenses estacionados nessa região, principalmente na Coreia, no Japão, nas Filipinas, na Tailândia, em Cingapura, na Austrália e na Índia. A presença militar dos EUA e as vendas de armas aos regimes governantes dessa região também sustentam Estados fascistas e alimentam campanhas de contrainsurgência conduzidas por capitalistas burocratas e grandes latifundiários no poder.

 

Cada uma dessas guerras lideradas pelos EUA, e os preparativos para guerras futuras, estão alinhados com o impulso imperialista por lucros. O Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial salivam a cada nova guerra, pois ela oferece novas formas de investimento sobre as ruínas de terras arrasadas e meios de subsistência destruídos, como no financiamento do já mencionado “Conselho pela Paz”. Esquemas de captura corporativa, como os Programas de Ajuste Estrutural (PAEs) e as Parcerias Público-Privadas (PPPs), atacam economias devastadas pela guerra para deslocar agricultores de suas terras, retardar deliberadamente o desenvolvimento em nome do corte de custos, desestruturar economias locais que tradicionalmente empoderam as mulheres, e empurrar as massas trabalhadoras para as formas mais perigosas e indignas de trabalho ou para a migração ao exterior. Não pode haver paz enquanto o povo não for libertado das amarras dos salários de fome forçados, da migração forçada e do trabalho escravo por dívida. A imiseração das massas é, em si, um ato de guerra sem fim.

 

Enquanto a ONU emite mais uma declaração convocando os povos do mundo a depor as armas e imaginar um mundo sem conflitos, essa suposta utopia de paz se torna ainda mais insultuosa e vazia para os milhões de pessoas que vivem na linha de frente dos ataques imperialistas, sem que nenhum caminho substancial seja oferecido para acabar com as causas profundas de seus conflitos. As causas profundas da guerra residem no próprio sistema imperialista, e no impulso capitalista monopolista por minerais críticos, petróleo, rotas comerciais, acordos financeiros, terras para centros de dados de IA e outros meios de exportação de capital. Em vez de apresentar qualquer solução de longo prazo que leve ao fim da guerra e dos conflitos ao redor do mundo, as mensagens da ONU no Dia Internacional da Paz produzem o efeito contrário, protegendo os instigadores dos conflitos e dando-lhes carta branca para continuar fomentando guerra, ocupação, roubo e genocídio sem fim à vista.

 

Qualquer apelo por uma paz justa e duradoura no mundo deve reconhecer que os imperialistas e fascistas se recusarão a abandonar suas armas a qualquer custo, e por isso devem também reconhecer as lutas justas dos povos para resistir ao imperialismo construindo sua própria força armada. Como afirma a ILPS em seu texto introdutório sobre Guerras de Imperialismo e Resistência, lançado hoje:

 

[O movimento popular pela paz] só pode ter sucesso se utilizar um amplo leque de táticas, aproveitando plenamente todas as formas de luta onde existirem, para expor e combater os imperialistas por meios democráticos de massa. Mas as leis repressivas dos Estados fascistas e belicistas garantem que essas táticas justas sejam tornadas ilegais e esmagadas sem piedade. Por isso, os movimentos de massa pela paz têm um interesse natural em oferecer apoio moral e político às forças que enfrentam diretamente os imperialistas e seus fantoches em campo de batalha.

 

A paz genuína não é meramente a ausência momentânea de conflito, nem é a ausência de guerra aberta à sombra da exploração imperialista e do sofrimento das massas dos povos do mundo. Ao falar de paz justa e duradoura, ela deve estar associada à justiça social, econômica e política, aliada à solidariedade entre os povos. Isso inclui o direito à autodeterminação, à autossuficiência econômica, à soberania alimentar e à autodefesa das nações e dos povos oprimidos contra a agressão e a violência reacionárias. A guerra popular é travada para a realização dessas justas aspirações dos povos.

 

Enquanto a guerra imperialista é travada em benefício de uma pequena classe dominante que lucra com os recursos e o trabalho das massas do mundo, as guerras populares de resistência são travadas para pôr fim ao sofrimento e à morte incontáveis que a guerra imperialista e todas as formas de exploração capitalista e feudal trazem em seu rastro. Essas guerras de resistência estão vivas hoje nas recentes vitórias da Ansar Allah contra as milícias apoiadas pela Arábia Saudita, expandindo o território libertado do Iêmen. Os ataques defensivos do Irã contra a agressão EUA-sionista destruíram boa parte da infraestrutura militar estadunidense em toda a Ásia Ocidental, forçando os EUA a recuar suas tropas da guerra que eles mesmos iniciaram. A resistência palestina mantém sua legítima e justa autoridade para resistir à ocupação sionista genocida, recusando-se a entregar suas armas até que os sionistas sejam expulsos e um governo palestino unificado seja estabelecido. As guerras populares continuam a ganhar força nas Filipinas, em Papua Ocidental e na Colômbia, e, apesar da repressão inimaginável sob a fascista Operação Kagaar, a guerra popular na Índia se recusa a desistir de sua luta.

 

Neste “Dia Internacional da Paz” de 2026, assim chamado pela ONU para pacificar a resistência e proteger os interesses imperialistas, a ILPS reconhece que as lutas populares das massas e as guerras de resistência são o único caminho para pôr fim à guerra imperialista e à repressão fascista. A Liga saúda todos aqueles que lutam militantemente por terra, libertação, soberania e por uma paz que seja tanto justa quanto duradoura.

 

Liga Internacional das Lutas dos Povos e a Comissão da ILPS pela Paz Justa (Comissão 4)

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