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"1000 dias de genocídio: a vergonha perseguirá toda a humanidade"

  • Foto do escritor: NOVACULTURA.info
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  • há 7 horas
  • 3 min de leitura

 

Nesta estação sangrenta, após a passagem de mil dias da guerra de genocídio que a ocupação sionista trava contra nosso povo palestino na Faixa de Gaza, a Frente Popular para a Libertação da Palestina afirma que o que ocorreu e continua ocorrendo é um projeto de genocídio e limpeza étnica sistemático, executado diante dos olhos e ouvidos do mundo, sob cobertura política, militar e midiática de potências internacionais que carregam responsabilidade total pela continuidade deste crime, o mais atroz que a humanidade já conheceu na era moderna, já que estes mil dias de bombardeios, fome, deslocamento forçado e genocídio constituíram uma tentativa de quebrar a vontade de nosso povo e impor o deslocamento e a liquidação de sua causa nacional.

 

Diante disso, a Frente Popular para a Libertação da Palestina afirma o seguinte:

 

Primeiro: a continuidade da guerra de genocídio ao longo de mil dias ininterruptos, sem que a matança, o deslocamento forçado ou o cerco cessassem um único instante, constitui uma vergonha para toda a humanidade, e um escândalo ético e político que permanecerá como mancha negra na testa da ordem internacional e de suas instituições, que fracassaram em proteger o direito internacional e o ser humano, e cujo silêncio e conivência contribuíram para prolongar este crime.

 

Segundo: este genocídio não teria continuado sem a parceria direta, o apoio militar e a cobertura política proporcionados pelas administrações americanas, somados à conivência e à incapacidade da comunidade internacional, o que os torna todos cúmplices do crime.

 

Terceiro: os crimes de limpeza étnica contra nosso povo na Faixa de Gaza continuam, enquanto a máquina de guerra sionista prossegue sua agressão sem qualquer freio, em continuidade à escalada criminosa iniciada há mil dias, que representa uma extensão de anos de ocupação começados desde a Nakba de nosso povo palestino, na qual nada mudou além dos instrumentos de morte e dos pretextos da agressão.

 

Quarto: o que é apresentado como “acordo de cessar-fogo” não constituiu, até agora, uma porta para a calma nem proteção para nosso povo, já que a ocupação buscou transformá-lo em cobertura para a continuidade da agressão em formas diversas, através da política de fome e cerco, bombardeios intermitentes, chantagem humanitária e terrorismo diário contra civis.

 

Quinto: retratar o que ocorre na Faixa de Gaza como meras “violações” e parte de um “processo de pacificação” representa uma falsificação deliberada da realidade, e constitui uma cobertura política e midiática para a continuidade do crime de genocídio, numa tentativa de normalizá-lo e retirá-lo do círculo de responsabilização internacional.

 

Sexto: o fato de a maioria dos esforços internacionais se voltar para pressionar nosso povo palestino e sua resistência a fazer mais concessões, enquanto se deixa a ocupação com as mãos livres apesar de sua declaração explícita de intenção de continuar a agressão e o genocídio, revela a dimensão do flagrante viés e da dupla moral que regem as posições dessas partes.

 

Sétimo: exigimos que a comunidade internacional, os garantidores e os mediadores obriguem a ocupação a cessar sua agressão, e que se chegue a um cessar-fogo imediato, abrangente e sustentável, com a entrada do comitê administrativo na Faixa de Gaza para assumir suas funções na gestão da fase de transição, o que inclui a abertura das passagens de fronteira, a garantia do fluxo de ajuda humanitária e médica sem restrições, e a evacuação urgente de feridos e doentes para tratamento no exterior.

 

Oitavo: nosso povo palestino, após mil dias de resistência e sacrifícios, permanece firme em seus direitos nacionais permanentes e inalienáveis, encabeçados pelo direito à autodeterminação e ao estabelecimento do Estado palestino independente, com soberania plena e capital em Jerusalém, e as políticas de genocídio, fome ou chantagem não conseguirão arrancar esses direitos nem quebrar sua vontade.

 

Nono: a história registra hoje cada posição, cada silêncio e cada conivência, e o sangue de nossos mártires e a resistência de nosso povo permanecerão uma maldição sobre os criminosos de guerra sionistas e seus apoiadores, e uma testemunha viva desta fase; e a vontade de nosso povo de se manter firme em sua terra e defender sua existência e seus direitos nacionais há de vencer, e uma guerra de genocídio que se estendeu por mil dias não conseguirá quebrá-la nem anular seu direito à liberdade, ao retorno e à independência.

 

Glória e eternidade a nossos mártires virtuosos, pronta recuperação a nossos feridos, liberdade a nossos prisioneiros, e vitória a nosso povo e sua resistência!

 

Frente Popular para a Libertação da Palestina

2 de julho de 2026

 

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