"A preparação para a guerra do Japão atinge um novo nível de militarismo"
- NOVACULTURA.info

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Em 26 de dezembro de 2025, o governo japonês liderado pela primeira-ministra Sanae Takaichi aprovou a destinação de 9 trilhões de ienes, ou US$ 58 bilhões, para o orçamento de defesa do país em 2026. Isso equivale a 2% da produção nacional total do Japão. Com isso, o Japão foi catapultado para o terceiro lugar entre os países com os maiores orçamentos de defesa do mundo, atrás dos EUA e da China.
O aumento do orçamento militar baseia-se na Estratégia de Segurança Nacional (NSS, na sigla em inglês) do Japão, formulada em 2022. O Japão expandiu seu orçamento de defesa a pedido dos EUA. Atingir a meta de 2% de gastos com defesa estava originalmente planejado para 2027. No entanto, os EUA compeliram o governo Takaichi a implementá-la antes do prazo.
A classe dominante do Japão imperialista há muito sonha em restaurar sua “glória passada”. O aumento dos gastos militares oferece ao governo japonês a esperança de reavivar sua economia estagnada há três décadas. Como potência imperialista, precisa expandir suas fontes de matérias-primas, influência e território para investir seu capital excedente.
Em 2023, o Japão formulou seu próprio plano do Indo-Pacífico Livre e Aberto para moldar o fortalecimento de sua presença militar e a expansão de sua influência na Ásia. Assinou com Marcos o acordo militar desigual entre as Filipinas e o Japão chamado Acordo de Acesso Recíproco (RAA). Este foi endossado e apoiado pelo Senado, incluindo a senadora pró-EUA da Akbayan, Risa Hontiveros.
Fortalecimento do poder de guerra do Japão
A NSS inclui a compra e o desenvolvimento de sistemas de mísseis para fortalecer a defesa do país. Instigado pelos EUA, o Japão também comprou um “pacote” de mísseis no valor de US$ 3,64 bilhões em janeiro de 2025. Em novembro de 2025, o Japão voltou a comprar armas dos EUA, incluindo bombas e munições para os aviões de combate da Força Aérea de Autodefesa do Japão, no valor de US$ 82 milhões.
O envelhecimento e a diminuição da população, bem como a dificuldade de manter um grande número de tropas, levaram o governo japonês a concentrar-se na construção de sistemas de armas não tripuladas. Para fortalecer a defesa costeira, planeja construir um grande número de drones aéreos, submarinos e de superfície marítima para vigilância e defesa. O sistema chama-se SHIELD (Defesa Litorânea Sincronizada, Híbrida, Integrada e Aprimorada). Isso também inclui drones maiores para defesa do espaço aéreo, mísseis “standoff” e mísseis superfície-navio. Esses mísseis podem atingir alvos a até 1.000 quilômetros de distância.
O governo japonês também visa reanimar a indústria de defesa por meio de projetos conjuntos e da venda de armas a outros países. Em 2026, planeja destinar 160 bilhões de ienes (US$ 1 bilhão) para desenvolver um “caça de 6ª geração” com a Grã-Bretanha e a Itália, no âmbito do Programa Global de Combate Aéreo. Os projetos também incluem drones controlados por inteligência artificial que podem voar ao lado dos jatos.
O governo japonês planeja aumentar os fundos para a defesa elevando os impostos corporativos e sobre o tabaco, e aumentando os impostos sobre a renda dos trabalhadores em 2027.
Resistência do povo japonês
Nos últimos meses, o povo japonês lançou ações de protesto contra o crescente militarismo de seu governo. Migrantes filipinos sob a Bagong Alyansang Makabayan (Bayan) e o Migrante juntaram-se a essas ações.
Os grupos conclamaram todos os trabalhadores japoneses, defensores da paz e todos os migrantes e imigrantes no Japão a se unirem e resistirem à trajetória militarista do governo japonês. Eles afirmaram que a classe dominante não deve ser autorizada a usar o “nacionalismo” para dividir o povo.
Do Ang Bayan




















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