"Resistir à máquina de guerra imperialista dos EUA e à agressão fascista"
- NOVACULTURA.info

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O ano mal havia começado quando o louco fascista Donald Trump, presidente dos EUA, acelerou a máquina de guerra imperialista. Em 3 de janeiro, bombardeou simultaneamente Caracas, a capital da Venezuela, e outras regiões vizinhas, e lançou uma operação militar para sequestrar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, a fim de levá-los à força para os Estados Unidos.
Trump teceu diversas acusações contra Maduro, como o imaginário “cartel de drogas” que ele supostamente lidera, para justificar a operação descaradamente ilegal. No entanto, o mundo inteiro conhece o verdadeiro motivo: o petróleo da Venezuela, que Trump cobiça e reivindica como “deles”. Mais tarde, Trump admitiu: “Nós vamos administrar a Venezuela e controlar seu petróleo”.
O ataque imperialista a um país que defende sua soberania é uma agressão armada descarada para saque. Depois de sequestrar o presidente Maduro, Trump agora ameaça sua sucessora, Delcy Rodríguez, para forçá-la a cumprir seus ditames. O povo venezuelano está agora unido, levantando-se e resistindo. Nas ruas, gritam em uníssono: “Devolvam-nos Maduro!”
Muitos países condenaram amplamente o ataque dos EUA por violar as leis internacionais e a Carta da ONU. Até mesmo aliados dos EUA e companheiros imperialistas expressaram “preocupação”, mas optam por permanecer de braços cruzados. Há também grupos apoiados pelos EUA que estão “preocupados” com a agressão dos EUA, mas permanecem em silêncio e aprovam tacitamente o sequestro, pelos EUA, do anti-imperialista Maduro.
A agressão militar dos EUA contra a Venezuela não é a primeira e certamente não será a última violação de nações soberanas ao redor do mundo. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, os EUA invadiram, ocuparam, intervieram, assassinaram líderes, encenaram golpes, instalaram e apoiaram ditaduras fascistas pró-EUA em pelo menos 30 países, principalmente na América Latina, bem como na Ásia, incluindo o Oriente Médio. Os EUA também estão atualmente ameaçando o Irã, que, assim como a Venezuela, é rico em petróleo e optou por nacionalizá-lo. O louco fascista também está ameaçando o México, o Canadá e a Groenlândia.
Sob a Estratégia de Segurança Nacional (NSS) recém-assinada por Trump, foi declarada a intenção de tornar o exército dos EUA “o mais poderoso e o mais letal”. Trump anunciou planos de restabelecer a dominação na América Latina, que eles consideram “nosso quintal”. Trata-se de uma ameaça contra Cuba, Colômbia, Brasil e outros países que promovem seu direito à autodeterminação.
A descarada agressão dos EUA contra a Venezuela é um novo nível de escalada do terrorismo fascista dos EUA, diante do acirramento das contradições imperialistas. O fascista Trump mostrou que não há lei capaz de deter sua insanidade. Os rivais e aliados dos EUA estão cada vez mais preocupados com o fato de que os EUA usem o petróleo da Venezuela como arma política e econômica contra eles, na forma de influenciar o abastecimento global e os preços.
Liderados pelos EUA, os gastos militares globais estão aumentando. O Japão imperialista entrou em um novo nível de militarização, com um nível sem precedentes de produção militar. Os gastos militares dos países imperialistas da Europa também estão aumentando. Embora aliados dos EUA na OTAN, como França e Alemanha, se oponham ao acordo apoiado pelos EUA com a Ucrânia, por conceder aos EUA controle excessivo sobre os recursos do país, em detrimento dos imperialistas europeus.
O aprofundamento da crise do imperialismo é marcado pela intensificação da luta das grandes potências por fontes de matérias-primas baratas e por áreas de despejo de capital excedente na forma de empréstimos e investimentos. As disputas territoriais são a razão das guerras em escalada ao redor do mundo, desde a guerra por procuração dos EUA na Ucrânia contra a Rússia, a destruição de Gaza pelos EUA e pelo Israel sionista, o cerco imperialista à Síria, os bombardeios dos EUA ao Iêmen e à Somália, e a rivalidade dos EUA com a China no Mar do Sul da China.
Nesse contexto, podem ser plenamente compreendidos o aumento da presença das forças militares dos EUA nas Filipinas, a proliferação de bases militares norte-americanas por todo o país, o deslocamento de armas pesadas, a patrulha constante das forças navais dos EUA nas águas do país, os exercícios militares ininterruptos e as provocações em Taiwan. Os EUA estabeleceram a Força-Tarefa Filipinas para apertar seu controle sobre as Forças Armadas das Filipinas e solidificar o principal pilar de seu domínio no país. Nos próximos cinco anos, os EUA planejam fornecer até US$ 2,5 bilhões em ajuda militar, até 2030.
Nada disso tem a ver com “defender o Estado de direito” ou a “liberdade de navegação” nos mares. Depois que os EUA demonstraram seu desprezo pelo direito internacional na Venezuela, apenas os seguidores tolos e cegos dos EUA (a AFP, Marcos e grupos como o Akbayan) aplaudiriam os EUA por agirem como polícia global no Mar do Sul da China.
Além disso, a presença militar dos EUA não tem nada a ver com as alegações de defender a liberdade das Filipinas. Pelo contrário, a crescente presença de soldados americanos e de outras tropas estrangeiras nas Filipinas é o maior atropelo à soberania do país. Os EUA não apenas usam o país para seus interesses imperialistas, como também arrastam as Filipinas para uma guerra que vai contra os interesses do povo. Estão fortalecendo a AFP para servir como sua ferramenta na repressão à resistência popular.
Diante do acirramento dos conflitos imperialistas, da agressão militar, do fascismo e do belicismo do imperialismo dos EUA, o povo filipino deve intensificar sua luta por liberdade e democracia genuínas. Ao mesmo tempo, deve unir-se às mais amplas fileiras de povos em todo o mundo para resistir ao avanço global da guerra e do fascismo.
Do Ang Bayan




















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