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"Quem é de fato o presidente dos EUA?"


Nos Estados Unidos, o Partido Democrata e o Partido Republicano lutam ferozmente antes das eleições presidenciais marcadas para novembro deste ano. Fazem tudo o que podem para aumentar a sua popularidade, formando um campo eleitoral e usando todos os tipos de ferramentas de propaganda, incluindo a TV e a internet, para expor as falhas do outro partido e até mesmo fazer ataques pessoais.


Evidente que nos Estados Unidos, onde se fala tanto sobre democracia ao estilo estadunidense e liberdade, isso acontece sempre que há eleições presidenciais, por isso não há nada realmente novo nisso.


O problema é que os próprios estadunidenses acreditam firmemente que a administração não pode servir os interesses da maioria, independentemente de quem se torne presidente. Consideram que o presidente e os funcionários da administração nada mais são do que fantoches manipulados.


Sendo assim quem é de fato o presidente dos Estados Unidos? Para competir nas eleições, é necessário gastar uma enorme quantidade de dinheiro, mas qual é a fonte desse dinheiro?


A resposta é simples e clara: são os grupos de interesses que realmente controlam e influenciam a formulação de políticas dos EUA, especialmente os monopólios militares.


A opinião unânime dentro e fora dos EUA é que Biden, a atual liderança, também recebeu enormes fundos de campanha de empresas militares e ascendeu a uma posição de poder. Os analistas dizem que a razão pela qual os grandes monopólios dos EUA apoiaram ativamente Biden foi porque tinham os seus próprios cálculos. Em suma, é obter maiores benefícios controlando-o e exercendo influência na formulação e implementação de políticas internas e externas.


Na prática, a atual administração dos EUA tem conduzido assuntos com base nos interesses dos grandes monopólios, incluindo empresas militares.

A administração Biden prometeu fornecer ajuda militar no valor de 30 bilhões de dólares à Ucrânia depois de assumir o cargo, mas a maioria dos pedidos de equipamentos militares está sendo assumido pelo monopólio militar, incluindo a Lockheed Martin Corporation.


As empresas militares estadunidenses ganham muito dinheiro vendendo armas para o mundo. Para o benefício destas empresas militares, a administração dos EUA continua encorajando a guerra em todo o mundo. Espera que a guerra continue por causa dos comerciantes militares, que pensam que vender armas é o suficiente, independentemente do resultado da guerra.


Para ganhar dinheiro, os monopólios estadunidenses estão apresentando pessoas que possam representar as suas opiniões, não apenas o presidente, mas também altos funcionários do governo.


Tillerson, que já atuou como secretário de Estado, era um alto funcionário da Exxon Mobil. O ex-secretário de Defesa, Esper, serviu como oficial de alto escalão na empresa militar Raytheon e, após se aposentar, ingressou na Epirus Company, que fabrica equipamentos militares.


O atual secretário de Defesa, Austin, era membro do conselho de várias empresas, incluindo a empresa Raytheon, e seu antecessor, Mattis, era membro do conselho da empresa General Dynamics. Após se afastar de suas funções, ele retornou a essa empresa. Desta forma, a administração e as corporações dos EUA estão em estreita conivência.


Diante dessa realidade, um sociólogo estadunidense (Wright Mills), no livro "Elite do Poder", revela que nos Estados Unidos as corporações dominantes controlam a máquina estatal, possuindo vários privilégios e exercendo o poder de influenciar e determinar políticas.


Um professor da Universidade Columbia (Steve Coll), em seu livro intitulado "Império Privado: O Poder dos Estados Unidos e da ExxonMobil", afirmou que as atividades de lobby eleitoral da Exxon Mobil são proeminentes em Washington. O autor aponta que a empresa mantém contratos significativos com membros do Senado e da Câmara dos Representantes dos EUA e seus assessores, exercendo uma considerável influência, acrescentando que esta empresa praticamente molda a própria política externa dos EUA.


Empresas de ciência e tecnologia como Google, Facebook e Amazon nos Estados Unidos também estão tentando colocar seus próprios funcionários em importantes cargos governamentais. De acordo com os dados, sete empresas de tecnologia, incluindo estas três empresas, gastaram uma enorme quantia de dinheiro em 2020 para realizar atividades de apoio eleitoral e obter lucros.


Esta é a realidade dos EUA. Nos EUA, que se diz ser o “exemplo” do capitalismo, não pode haver ninguém no poder que esteja separado do dinheiro e dos grandes monopólios. Não importa quem se torne presidente, ele ou ela nada mais é do que um porta-voz dos capitalistas monopolistas. O presidente não passa de um fantoche que age de acordo com os interesses e as instruções dos grandes monopólios.


por Ri Hak Nam, no Rodong Sinmun


Tradução do A Voz do Povo de 1945

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